17 November 2009 | 23:02
Uma coisa que me incomoda na discussão sobre o caso da Geyse é o argumento “as coisas são assim, nossa sociedade é assim, sempre foi assim”. Pra mim esse argumento não faz o menor sentido. Porque as coisas são assim há muito tempo então quer dizer que está certo, que é aceitável? Giovanni explicou bem o que penso sobre isso aqui:
(…) é inconcebível justificar (ou explicar) que “as coisas são assim”, como se estivéssemos na era da barbárie, e qualquer mulher é presa fácil, portanto os homens, por instinto, que nem os cães seguem, tem a obrigação de comportar-se assim.
Há algum tempo as coisas eram assim:
- havia escravos que se não obedecessem os patrões iriam ser açoitados, talvez até a morte;
- Havia uma casta soberana, que ditava as regras, e ninguém poderia confrontá-las;
- Houve um tempo em que a palavra do Papa era final, para qualquer assunto;
- Houve tempo em que havia faraós e césares, que eram considerados deuses na terra, e sua palavra valia como dogma;
- Nâo há muito tempo, ai de quem dissesse qualquer coisa contra os governantes, que iria ser preso torturado, ou, quando não fossem encontrados, seus filhos poderiam ser seqüestrados como reféns para que os pais se entregassem (tenho um primo e um amigo que ficaram de reféns das forças de repressão da diatdura militar)…
SE está assim, está errado, as mulheres, como já dito por alguém aqui, deveriam ter o direito de sair nuas, ou vestidas da forma que quisessem, de casa, passar o dia todo vagando pelas ruas e voltar “a salvo” pra casa. O que tem que mudar não são as mulheres, quem tem que mudar é essa mentalidade doentia de vários homens, que tem medo de sua sexualidade e acham que se macho é atacar, estuprar, violentar…
Mas a campanha é contra TODAS AS FORMAS de violência contra as mulheres, e não apenas a clássica violência sexual
Ao meu ver a cultura de uma sociedade não é estática, ela está em constante transformação, e nós todos somos agentes dessa transformação. Não devemos ter que aceitar nada que não nos agrade e é extremamente importante deixarmos claro o que nos incomoda. Muitas vezes pode parecer uma luta perdida, mas eu acredito que a reação de uma pessoa pode não mudar uma segunda pessoa, mas pelo menos coloca uma reflexão em andamento. Só isso já é um grande passo, de um só indivíduo, pra mudar as “coisas que sempre foram assim”.
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2 November 2009 | 21:51
Fiquei muito chocada com o caso da estudante que foi linchada moralmente por usar um vestido curto numa faculdade em São Paulo. Mais chocada ainda fiquei com a discussão gerada pelo caso argumentando que ela pediu por confusão se vestindo assim. É muita hipocrisia e machismo junto. Difícil de engolir. Repito aqui um comentário pertinente que li por aí: “Que tipo de roupa um HOMEM precisaria usar pra causar essa balbúrdia?”
A Lola escreveu um post fantástico dizendo tudo o que eu penso sobre o assunto e muito mais. Recomendo a leitura do post inteiro, obviamente. Mas destaco aqui uma parte dele que não poderia resumir melhor a problemática feminina:
Mas, e nós? Somos santas ou putas? Nem uma coisa nem outra, óbvio. Somos mulheres, que querem exercer sua sexualidade sem julgamentos, que gostam de sexo, que exigem os mesmos padrões de liberdade sexual que os homens têm. Até porque pros misóginos, mulher é tudo vaca mesmo (a menos que sejam as mães deles, aí são santas, pois pariram um ser tão iluminado). Mas também é repulsivo que sejamos colocadas num pedestal, porque esse pedestal tem preço. Pra ser santa, temos que ser mães ou virgens, e a gente deve poder se dar ao luxo de decidir não ser nem mãe nem virgem. E é facílimo cair desse pedestal. E quanto maior a altura, maior a queda.
Eu dispenso o pedestal. Dispenso estar sob constante avaliação. Eu quero que se espere um monte de realizações das meninas, não apenas que elas não se desgracem. Por sinal, essa desgraça não é minha, nem delas, nem nossa. É de quem insiste numa dicotomia estúpida, uma dicotomia que nunca teve razão de ser, mas que tem menos ainda no século 21.
Escrito por Cat em Blogs, lendo, notícias |
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29 October 2009 | 22:32
Esse é o quartinho do filhote no momento.
Bercinho que logo será substituído por uma caminha.

Trocador, com fraldas e bodies nas cestas. Fraldas de pano e brinquedos na parte de baixo.

Estante com brinquedos, ursinhos, livros, babá eletrônica, rádio com CD player e creminhos. Cesta de roupa suja do lado esquerdo da estante.

Sofa-cama para as visitas e a janela.

Cômoda decorada pelo ruivo e eu.

Bisa, pica-pau e tigre. Lukas é louco por esse pica-pau.

Trocador com vista pra foto da vovó e do vovô. Sempre que vamos trocar a fralda dele ele dá tchauzinho pros avós.

O móbile de balões. Presente de uma doce leitora do blog.

Todas as fotos aqui.
Escrito por Cat em Lukas, casa |
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29 October 2009 | 12:53
Se estão me achando caladinha demais, dêem uma espiada aí na coluna à direita, na parte de “curtas”, que é o meu twitter. Lá estou sempre escrevendo umas besteirinhas. Com o celular ficou mais fácil escrever coisas assim no vapt e vupt.
Mas o blog não morreu e nem vai morrer. Eu apareço.
Escrito por Cat em blogosfera, internet, quotidiano |
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29 October 2009 | 12:49
Presente de aniversário adiantado que ganhei do ruivo:
HTC Hero 3G
Êta brinquedinho bom. Agora do celular tenho acesso fácil ao blog, flickr, facebook, twitter, meu email, calendário do google, qualquer site da internet e muitos outros programinhas mais que podem ser baixados gratuitamente do próprio celular. Além de telefonar e mandar mensagens, olha só! Quanta muderneza!
Escrito por Cat em abobrinhas, celebrando |
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20 October 2009 | 15:26
Kseniya Simonova é uma talentosa artista ucraniana que usa areia, luz e música para interpretar a invasão e ocupação da Alemanha na Ucrânia na Segunda Guerra Mundial.
Escrito por Cat em internet |
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15 October 2009 | 13:21
Peguei uma gripe violenta que me derrubou como nunca antes. O pior, acredito, já passou. O que ainda me persegue é uma dor de cabeça intensa. Parece que vivo “drogada” para conseguir funcionar apesar da dor de cabeça. Logo eu que o d e i o tomar remédio. Praticamente não me lembro mais o que é não ter dor de cabeça. O resultado é que fico facilmente irritada. Preciso pendurar uma plaquinha no pescoço com um alerta para as almas desavisadas manterem distância.
A “sorte” é que essa semana é de férias escolares de outono. O azar é que em férias escolares sempre tem um trabalhinho pra fazer e muitos textos pra ler. Ainda pensei que fosse ler alguns textos atrasados. Mas… A gripe tinha outros planos para mim. Estou passando a semana revezando em curtos turnos de leitura e longos turnos de soneca. E constante peso na consciência, claro.
Junto com as férias de outono, chegou o frio. Frio de verdade. Nem parece frio de outono, mas de início de inverno. Parece até que adivinhamos que o frio chegaria essa semana, pois no fim de semana saímos à caça por roupas de inverno para o Lukas. Uma jaqueta e um macacão. Hoje pela manhã, quando fui levar Lukas pra creche, passei bons 5 minutos raspando o gelo do vidro do carro. Detalhe que não posso esquecer na próxima vez que for pegar o carro nesse frio: luvas!
Agora que tirei um pesinho da consciência por não escrever no blog e procrastinar (olha como eu sou boa em multitask!) vou lá voltar ao meu livro + cama + vitamina C.
Escrito por Cat em Lukas, estudando, eu-moi-mig, frio |
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9 September 2009 | 13:31
Minha aulas começaram dia 1 de setembro. Pra quem não sabe, estou estudando Serviço Social aqui em Århus. A primeira semana foi tranquila, apenas apresentações e festas. No segundo dia teve uma viagem com a turma para que todos se conhecessem melhor, com atividades, brincadeira e festa. Todo curso superior aqui oferece essa viagem com os alunos novos. Em alguns cursos a viagem é de uma semana, mas no meu foi apenas 1 dia, o que eu acho ótimo, pois assim mais pessoas (com filhos ou trabalho) também tem oportunidade de participar. Achei que eu fosse me sentir um peixe fora d’água nesse passeio e me arrepender logo de cara por ter ido, mas até que foi bem legal. Pude ver que tem outros da minha idade, que não sou a única mais velha e com filhos.
Essa semana as aulas começaram pra valer e tem muita coisa pra ler. Tô ainda meio devagar pra entrar no ritmo depois de um ano em casa, mas acho que logo o ritmo se estabelece. Graças ao Lukas, que vai dormir pontualmente às 19h, tenho a noite toda pra ler até o sono bater.
É ao mesmo tempo frustrante e estimulante começar uma outra faculdade. Quando penso nos 3 anos e meio que vai levar pra eu me formar, dá um desânimo… Mas perceber o quanto o assunto me interessa, me sentir inspirada novamente é revigorante.
Escrito por Cat em Dinamarca, estudando, passeios, reflexões |
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9 September 2009 | 12:55
Lukas fez 1 aninho dia 24 de agosto e nós celebramos no domingo, 30 de agosto. Foi uma festinha light, nada parecida com uma típica festa brasileira de criança: nada de tema, nada de enfeites, docinhos ou parabéns pra você seguido do apagar da velinha. Também não foi uma típica festinha dinamarquesa de 1 ano: muitos convidados, especialmente muitos adultos. “Muitos” só para pradões dinamarqueses… Como uma boa festinha dinamarquesa teve boller (pãezinhos), pølsehorn (enroladinho de salsicha), pão preto, frutas, kagemand (bolo com formato de homem, no caso, de Lukas) e chili con carne para os que ficaram até mais tarde. Também teve bandeirinhas como toda festa de aniversário dinamarquesa, no nosso caso tanto a dinamarquesa quanto a brasileira, claro. A bandeira dinamarquesa foi a mais popular entre as crianças pois era de plástico, por isso mais durável.
No início da festinha Lukas parecia confuso ao ver tanta gente chegando, mas ficou logo bem a vontade e aproveitou muito a festa. Brincou bastante tanto no salão de festa quanto no jardim. Se acabou de brincar com as outras crianças do grupo de mães e as outras crianças filhos de amigos.
Meus pais e meus tios no Brasil participaram de praticamente tudo pelo Skype. Carreguei meu laptop pra tudo quanto é lado pra que eles pudessem fazer parte da festinha. Adorei poder partilhar esse dia com eles.


Escrito por Cat em Lukas, celebrando |
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9 September 2009 | 12:18
Nossa viagem foi ótima. Fomos velejar de um jeitinho meio alternativo como há dois anos atrás. Dessa vez eu pulei fora do barco no meio da viagem pra voltar pro meu bebê que estava com os avós. Lukas estava amando suas férias na casa dos avós, que tem tanta coisa pra ver e fazer. Como essas vaquinhas aqui. Passamos uns dias na casa dos avós e no domingo fomos buscar o papai Ruivo no porto de Århus. Fotos da viagem e da recepção no porto aparecerão em breve no flickr do Ruivo.
Escrito por Cat em viagens |
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