11 September 2007 | 21:59
Quarto dia: Hirsholm -> Hals
No quarto dia, depois da noite boêmia do dia anterior, acordamos a hora que deu, sem pressa. Tomamos café bem tarde e fomos explorar a minúscula ilha.
Hirsholmene é um arquipélogo de pequenas ilhas, em que Hirsholm é a única a ser habitada – por 4 homens solteiros. Além de algumas casas a ilha possui um farol e uma igreja.
Dois dos meninos da nossa tripulação eram geólogos e deram uma bela aula sobre as diferentes pedras no nosso passeio pela ilha. Em 5 minutos nós atravessamos até o outro extremo da ilha andando. Como o vento estava muito forte eu voltei bem rapidinho para o veleiro para me vestir com uma roupa mais quentinha e apropriada. Já o ruivo ignorou o frio, se empolgou e mergulhou junto com os outros meninos.

Por volta de meio dia nós partimos em direção a Hals, no caminho de volta para Århus. Nesse dia meu time estava encarregado da navegação e eu fiquei no timão (volante). Simplesmente adorei a experiência. Foi o único dia que não enjoei nem por um segundo mesmo tendo sido o pior dia de mar agitado. Segundo o capitão, eu não enjoei por ter me concentrado no mar o tempo todo, acompanhando todo o movimento das ondas, o que fez com que meu corpo não fosse pego de surpresa. As ondas grandes dificultaram muito a direção, mas foi uma das melhores experiências que já tive. Me senti como um Amyr Klink da vida.
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4 September 2007 | 21:57
Terceiro dia: Læsø -> Hirsholm
Acordamos dispostos para dar um belo passeio e aproveitar a ilha. Começamos o dia no posto de alguel de bicicletas. Ruivo e eu pegamos essa bicicleta dupla aqui abaixo:
Sempre tive curiosidade em andar em uma. Foi bem gostoso. Não é dificil de adivinhar que quem senta na frente é quem dirige e que só é preciso metade do esforço com duas pessoas na bicicleta. Mas o legal mesmo é como eu estava no banco de trás eu pude aproveitar o passeio para olhar tudo pelo caminho sem me preocupar.
Atravessamos todos juntos de bicicleta a ilha até o outro extremo para visitar uma salina, que hoje funciona também como museu. A salina de Læsø funciona da mesma forma há centenas de anos: por meio de fornos à lenha. Em uma certa época, por volta de 1600, essa salina era a maior produtora de sal da Dinamarca e produzia 36 toneladas três vezes por ano. Para manter o alto nível de produção a salina acabou usando praticamente todas as árvores da ilha como lenha e com isso a produção de sal em Læsø foi proibida por lei, voltando a funcionar há apenas 15 anos atrás. Ainda se percebe na ilha a falta de árvores, já que com a ajuda do vento a areia tomou conta da superfície da ilha, dificultando qualquer tipo de plantação. Meio trágica a história de Læsø, mas a salina é um charme!

Voltamos ao outro lado da ilha e fomos nos preparar para navegar novamente. No terceiro dia meu time estava encarregado da cozinha. Achamos melhor almoçarmos antes de saírmos do porto para não correr o risco de enjoar enquanto comemos. Almoçamos bem rapidinho enquanto decidíamos nosso próximo destino. Todo lugar que visitamos foi decidido no dia. É complicado de planejar os destinos nesse tipo de viagem com antecedência porque tudo depende do tempo que está fazendo, do vento, etc.
Navegamos então por 3 horas até uma pequena ilha chamada Hirsholm. Assim que chegamos a maioria do pessoal foi explorar a ilha enquanto o meu time preparava o jantar. Todos esperavam por um prato típico brasileiro. Eu expliquei a minha total falta de habilidade na área para o meu time que se conformou numa boa.
Jantamos na compania do "dono" da ilha. Um dos 4 moradores fixos de Hirsholm que se alto intitulou chefe da ilha para a gente. O sujeito falava pelos cotovelos com um sotaque carregadíssimo. As inúmeras histórias e fofocas que ele contava funcionavam como um quebra-cabeça para mim pois eu precisava deduzir os buracos que eu não entendia. Apesar da dificuldade para entendê-lo, ele nos garantiu uma noite muito divertida.
Fomos dormir beeem tarde totalmente esgotados e cheios de vinho.
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2 September 2007 | 13:07
Segundo dia: [Hals -> Læsø
Meu time estava encarregado do convés no segundo dia. Depois do café da manhã tivemos uma breve reunião para a apresentação das diferentes velas, cordas e nós. Trabalhar no convés é a tarefa mais braçal e ativa, pois é o time do convés que sobe e desce as velas do veleiro. É um tal de junta gente e puxa corda. Essas velas são pesadas. E haja técnicas de como segurar nas cordas, de como abrir as velas e como embalá-las. Tudo feito com muito cuidado e capricho.

Como o ruivo estava no time do convés no dia anterior e eu tinha observado tudinho, eu sabia mais ou menos o que acontecia. Mas dar os diferentes nós nas cordas não é uma tarefa lá muito simples. E olha que aprendemos 4 nós diferentes e "só" usávamos mesmo dois! O segundo dia também estava uma perfeição, mas em compensação ventou um tanto mais, o que é sempre bom já que estávamos num veleiro e dependíamos disso. Nisso minha tiara entrou em cena para domar meus cabelos esvoaçantes. Depois que as velas já estavam erguidas e já estavamos em alto mar, sem muita mudança de direção do vento, nosso time pôde vagabundiar e curtir a paisagem.

Quando nos distanciamos do porto e o mar ficou bem agitado começou a parte desagradável: o enjôo. Ruivo e eu, marinheiros de primeira viagem, fomos vencidos pelo mar. Depois que descobri que deitar ajuda eu não queria mais saber de paisagem alguma. Fiquei alternando entre o convés (superfície dura, mas na compania da tchurma) e o sofá da cabine (superfície fofinha, mas sozinha). 3 horas nesse vai e volta até que finalmente chegamos em Læsø, uma ilha muito charmosinha.
Como o cansaço era geral não exploramos a ilha no mesmo dia da chegada. Nos contivemos em repetir o mesmo ritual do dia anterior: banho, janta, muito papo furado e cama. Descançar bastante porque o dia seguinte prometia.
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31 August 2007 | 19:28
Vou começar com uma errata: não era um navio, como escrevi há 4 posts atrás, mas um veleiro. Minha confusão se deu ao fato de todo mundo se referir coloquialmente a ele como skib, que significa navio.
Antes de começar o resuminho por dias, preciso explicar também o conceito do passeio. Krakemut, que é o nome do passeio, acontece todo ano na mesma semana de agosto, que é quando o mesmo grupinho de 3-4 pessoas tem o veleiro reservado pra eles. São pessoas com experiência em navegação, com cursos e certificados. Eles tiveram a idéia de fazer esse passeio anual, formando um grupo grande com pessoas conhecidas ou não e ensiná-los os pontos básicos de se navegar num veleiro. Eles separam a tripulação em 3 times, cada time é encarregado de uma atividade diferente por dia. As atividades também são 3: navegação, convés e cozinha. É uma ótima maneira para eles de fazer o que gostam, praticando o conhecimento que adquiriram com uma certa frequência e ainda conhecer pessoas. Mas tudo isso com a presença e supervisão do Capitão e dono do veleiro.
Primeiro dia: [Århus -> Aalborg ->Hals
Acordamos cedo e pegamos um trem em direção a Aalborg, norte de Jylland. Depois de duas horas de viagem de trem chegamos no porto de Aalborg, onde o veleiro de madeira de 1903 chamado Bona Gratia nos esperava. Tomamos café da manhã com os outro 13 tripulantes e fomos fazer compras para o nosso mantimento num supermercado próximo. Eu fui encarregada das verduras. Nunca comprei tanta verdura na minha vida! Um carrinho cheio!
O veleiro tem 20 metros de comprimento e 20 de altura. Possui uma pequena cabine de onde o capitão naviga, com todos os mapas de oceanos, mares, portos e cais na Dinamarca e Escandinávia. Assim que cheguei na cabine notei uma lista pregada na parede com o nome de todos divididos nos tais times. Ruivo e eu estávamos (sabiamente) em times diferentes. Começamos a jornada com uma introdução às regras, apresentadas pelo Capitão. Ele, um senhor de meia idade super sereno e objetivo, contou a história do veleiro e explicou as principais medidas de segurança.
No primeiro dia meu time estava encarregado da navegação. Os dois cabeças do meu time explicaram rapidamente como ler um mapa, observando os caminhos que o veleiro pode ou não pode passar, os sinais, etc. 3 dos 5 integrantes do meu time se revezaram no timão (o volante do veleiro). Os outros 2, incluindo eu, ficaram atentos aos mapas e à bússula. O mapa em questão era o de Kattegat, que é o estreito entre a Dinamarca e a Suécia e a região naútica que nosso veleiro exploraria.
Navegamos por algumas horas. O dia estava lindo, céu azulzão (como nessa foto acima) e mar calmo. Mas como o vento não ajudava muito, decidimos parar e pernoitar no porto de uma cidadezinha chamada Hals.
Como a brisa do mar deixa o cabelo uma beleza, lá fui eu imediatamente à procura de um banheiro no porto de Hals. Qual não foi a minha surpresa ao encontrar um banheiro bonitinho e com água de graça? Foi o único porto em que a água era gratuita.
Jantamos, contamos histórias de marinheiro e fomos dormir lá para a meia-noite nas camas apertadinhas, mas aconchegantes do veleiro.
Já tive uma impressão bem positiva do passeio depois do primeiro dia. Eu devo admitir que achei que seria bem mais duro o trabalho no veleiro. Mas estava sendo muito interessante e gostoso aprender tudo aquilo.
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Será um post por dia, porque ninguém irá aguentar ler tudo de uma vez só.
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17 August 2007 | 09:00
A avó do ruivo está bem, na medida do possível. Continua em observação e cheia de chamego da família inteira, 24 horas por dia – literalmente. O nosso revezamento em turnos está funcionando a mil maravilhas. Adoro as tardes que passo com ela, que tem sempre muitas histórias para contar, sobre uma época em que eu ainda não fazia parte da família. O ruivo sempre se referiu a ela como "a mulher mais doce do mundo", e agora, depois desse contato mais frequente com ela, eu devo concordar com ele. Ela é, sem dúvida, uma das pessoas mais elegantes e doces que já conheci.
A única tarde que não passei com ela foi na quarta, quando voltei para Århus para fazer minha aula de direção. Eu dirijo extremamente bem… em ruas desertas. Mas é só me colocar no trânsito do centro da cidade que meu corpo empedra e meus neurônios passam a funcionar em camera lenta. Dizem que com o tempo isso melhora. Eu prefiro acreditar, né? Sou uma moça otimista. 
Uma das viagens das nossas férias estava em suspenso pelo estado da avó do ruivo, mas hoje decidimos que vamos sim viajar. Até porque a própria vovó se empolgou mais do que a gente e está ansiosa para ouvir estórias da viagem na nossa volta. Nós vamos velejar com uns 10 amigos num navio antigo por uma semana. Estamos agora na correria atrás de roupas e acessórios necessários pra viagem. Não temos a menor idéia do que nos espera. Mas já ficamos sabendo que nesse tipo de viagem o intuito não é relaxar, é preciso ralar para manter o navio. Vai ser interessante essa descoberta. 
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14 June 2007 | 23:22
As mini-férias foram ótimas! Escolhemos Hamburgo para comemorar nosso primeiro aninho por um misto de diferente razões, mas as principais delas foram o preço camarada e possibilidade de visitar amigos queridos. Uma das minhas grandes amigas da faculdade do Brasil mora hoje em Hamburgo e estuda algo relacionado a cinema. Sorry, Fer, mas nunca lembro exatamente o nome do curso. Ela foi minha professora de alemão no Brasil. Por um mistério desses da vida eu não lembro de nadica de nada da língua, só do quão divertido eram as aulas. Eu não faltava uma aula, mas também não estudava fora dela. Aí minha professorinha me reprovou cruelmente. Mas como eu tenho um coração puro e bondoso a amizade continuou. E nessas voltas que a vida dá, a minha professorinha de alemão e amiga pôde estar presente no meu casamento, o que colaborou pra tornar esse dia ainda mais especial. Tá chorando, Fer? Olha que eu tô me esforçando, hein? A outra amiga era uma também professora do projeto onde eu trabalhava, mas de inglês. Cãmilinha. Arroz de festa, igualzinha a mim, sempre pronta pra uma noitada sacudindo o esqueleto. Hoje ela mora em Berlim, junto do seu alemãozinho. Desde que ela veio morar pra essas bandas de cá que nós tentávamos marcar de se encontrar e nunca que conseguíamos. Mas dessa vez deu e foi muito divertido!
Fomos para Hamburgo de trem. 6 horas de viagem. Duas conexões, uma em Fredericia e outra em Padborg. A compania ferroviária dinamarquesa faz umas promoções maravilhosas junto com a alemã. Tanto que fica mais barato ir de Århus para Hamburgo do que de Århus para Copenhague. É sem dúvida um belo de um disconto. Chegamos em Hamburgo na sexta retrasada por volta das 8 da noite e ficamos esperando a Fer nos buscar na estação central de trem. De repente passa um cara esquisito na nossa frente e para a cerca de um metro e meio de nós. Vem outro cara esquisito e fala alguma coisa para o primeiro cara esquisito, que como um relâmpago dá um soco bem no nariz do segundo cara esquisito e sai sorrindo numa boa. O segundo cara esquisito fica alí parado segurando o nariz todo ensanguentado até chegar os guardas da estação e a polícia. Ruivo e eu ficamos petrificados assistindo ao espetáculo e certos de que sim, tinhamos chegado numa cidade grande.
Fer chegou e nos mandamos pro hotel para deixar as malas. O hotel era na verdade um apart-hotel, com cozinha. Bem simpático. Fomos então curtir o resto da noite de sexta, num bar-restaurante em Schanze. Um charme! Eu comi uma batata assada com brocolis, queijo e um molho maravilhoso. E tomei uma Carlsberg, que foi a escolha segura, dentre tantas cervejas alemãs de nomes esquisitos e provavelmente encorpadas demais para o meu gosto. Noite gostosa e bom papo com a Fer e um amigo dela da faculdade, o Felipo. Papo sobre filmes e cinema, o que me fez pensar e falar muito sobre minhas primas Gi e Ju, que são da mesma área no Brasil.
No sábado nós fomos nos deliciar com o metrô de Hamburgo. Não que o metrô de lá tenha algo de tão excepcional, é que nós adoramos metrôs! Tão prático e tão rápido. Com metrô é impossível se perder. Meu sonho é que Århus e Niterói tivessem também cada um o seu. Bom, mas continuando, fomos direto para o centro da cidade, saímos em frente à Rathaus, a prefeitura. Foi um choque! Percebi que a idéia que eu tinha de Hamburgo estava completamente equivocada. Hamburgo é enorme, cheia de construções imponentes. Eu esperava algo mais próximo à Århus, imagina… Ledo engano.
Depois de um passeio básico pelo centro da cidade, pegamos novamente o metrô em direção a St. Pauli, para passear pela Reeperbahn, a rua mais famosa de Hamburgo, repleta de sex shops, onde também tem o clube onde os Beatles começaram a carreira. Como ainda era por volta de meio-dia, estava tudo fechado, com a calçada cheia de punks dormindo ou pedindo dinheiro. Fomos então para o porto e fizemos um passeio de barco. Para quem não sabe, Hamburgo é uma cidade portuaria e seu porto é conhecido como um dos maiores do mundo. A cidade também é muito comparada à Veneza e Amsterdam pela quantidade de rios e lagos que ela contém. Além de contabilizar 2300 pontes!
Pegamos o barco em Landungsbrücken e descemos na terceira parada. Passeamos pelas margens do rio Elbe e paramos num bar chamado Strandpauli. Bar com temática de praia, com areia, cadeiras de praia, colchões. Achamos graça, mas sentamos na areia e tomamos uma cerveja enquanto olhávamos o Rio Elbe correr.
O primeiro dia foi ótimo, apesar do desencontro com a Fer e a Camila. Meu celular se rebelou contra mim e não recebia mensagens nem ligações. Mais tarde parou também de fazer ligações. Mas o que é uma viagem sem contratempos? Cansados de andar fomos pro hotel e marcamos com as meninas de nos encontrarmos à noite. Depois de mais um tanto de desencontros na estação de metrô, finalmente encontramos as meninas e o Alex e fomos nos aventurar por Reeperbahn à noite. A rua que vimos pela manhã estava irreconhecível: lotada! Parece ser o lado mais alternativo da cidade. Se vê de tudo por lá. Me fez lembrar muito a Boulevard de Clichy, a rua onde fica o Moulin Rouge em Paris. O lugar onde o decadente e o chique se encontram. O mais curioso foi reparar na organização do distrito da luz vermelha. Prostituição é legal na Alemanha desde 2002, e com isso vimos uma concentração de prostitutas numa esquina bem em frente à delegacia de polícia. Outro ponto curioso é que é muito fácil indentificá-las. Todas usam calça jeans e pochete. Com esse código de vestimenta elas podem ficar na delas, só esperando a clientela se aproximar.
No domingo nós fomos passear com a Fer, a Camila e o Alex. Fizemos um passeio de ônibus. Passamos por bairros chiquérrimos, com mansões de fazer o queixo cair. Visitamos um mirante. Andamos e conversamos bastante. Foi um dia bem relax e gostoso. No fim da tarde fomos comer comida asiática. Yummy! Ruivo e Fer comeram tanto que quiseram disputar pelo título da maior barriga. Mas acho que o ruivo tem uma "leve" vantagem… Nos despedimos da Camila e do Alex, com muitos convites de irmos para Berlim e deles virem para Århus.
Na segunda, último dia em Hamburgo, fomos almoçar no "bandejão" da faculdade da Fer, com uma amiga alemã dela que acabou de voltar do Brasil, onde encontrou com nosso queridíssimo Gean. Que inveja! Saudade absurda desse menino… Depois fomos encontrar outros amigos da Fer, dessa vez brasileiros. Um casal muito fofo e gente boa toda vida, o Jean e a Cíntia. Tão especiais que até conseguiram que o ruivo conversasse em português com eles! Proeza que nem eu consigo normalmente. Mas isso só vem a confirmar que ele sabe muito mais do que gosta de aparentar. Safado!
Hamburgo vai deixar saudade. Principalmente os amigos que estão por lá. O consolo é de que é tão pertinho, que uma próxima visita não parece assim tão improvável. O único problema é que existem tantos lugares pra se conhecer, que não soa muito razoável visitar o mesmo mais de uma vez. Mas veremos…
Escrito por Cat em amigos, viagens |
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1 June 2007 | 12:12
Estamos indo para Hamburgo. Voltamos já.
Se comportem!
Escrito por Cat em viagens |
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31 January 2007 | 11:38
… de viagem na segunda, mas só reuni forças para escrever aqui agora. A viagem foi uma delícia! Não só pela viagem em si, mas também pelo tempo livre para pensar na vida e tomar algumas resoluções importantes. Resoluções que vão melhorar minha qualidade de vida e tirar um peso enorme da minha consciência. Mas esse é um assunto para depois. Esse post é sobre a viagem.
Fomos esquiar com a família do ruivo, em Hemsedal, na Noruega. É tradição dos pais do ruivo levar a gente pra esquiar em algum lugar em janeiro. Dessa vez foi a família inteira: irmãos, namorada do irmão e o chileno intercambista. A viagem até a estação de esqui foi longa. Levou quase 24 horas e incluiu ônibus de turismo e navio. A região era linda. Repleta de montanhas decoradas com o branco da neve.
Os dinamarqueses em geral babam quando vêem montanhas, pois a Dinamarca é totalmente desprovida das mesmas. A montanha dinamarquesa mais alta, Møllehøj, mede 171 metros. Chega a ser meio cômico para mim, que cresci vendo montanhas para todos os lados, ver a reação deles ao ver uma. O ruivo me cutucou várias vezes para olhar para uma ou outra durante a viagem de ônibus.
Chegando na estação de esqui, fomos diretamente alugar as botas e os esquis. Eu estava meio apreensiva, incerta de que lembraria o que aprendi na escola no ano passado. (Post do ano passado aqui) Mas superado o nervosismo inicial, eu acabei me surpreendendo com a naturalidade com a que conseguia esquiar. Ouvi dizer que é como andar de bicicleta, depois de aprendido se torna intuitivo. Eu não sei, só posso falar por mim e para mim foi exatamente assim. Acompanhei o ruivo até o ponto mais alto do lugar e não cai uma vez sequer. Uma glória!
Infelizmente o Pancho, o intercambista chileno, não teve a mesma sorte e machucou o joelho no segundo dia. Uma pena. Ele estava indo surpreendentemente bem no snowboard até o acidente.
Apesar de termos levado a camera, não tiramos nenhuma foto na estação. Uma droga, eu sei. Mas temos duas razões para sermos tão relapsos: 1) a falta de coragem de tirar a luva para tirar a foto e perder a sensibilidade das mãos, mesmo que por segundos; 2) ninguém querer ter a responsabilidade de cair com a camera e danificá-la. Por outro lado, vocês serão poupados de me ver com as roupas de esquis mais berrantes do universo. Para uma pessoa discreta como eu, chegava a ser dolorido vestir aquele casaco amarelo ovo e a calça vermelha, ambos de pelo menos uns 4 numeros maior do que o meu. Mas são emprestados, aceitos de muito bom grado, pela terceira vez já. Mas nada como usar suas próprias coisas, né? Prometi pra mim mesma, que se formos esquiar ano que vem, terei minha própria roupa.
Na viagem de volta para casa eu passei mal o tempo todo no navio. Nunca fui de me sentir mal no mar. Foi a primeira vez e foi horrível! Era como se eu tivesse completamente bêbada. Meu mundo rodava em volta da minha cabeça numa velocidade alucinante. A solução foi dormir o tempo todo. Uma pena também, porque eu me amarro nas atividades daquele navio. Cassino, Tax free shop, discoteca super brega, etc. Fica para a próxima…
Agora estamos de volta a arrumação do apartamento e a um ritmo um pouco mais ameno. Mas isso são cenas do próximo capítulo.
Trilha sonora da minha viagem foi:
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acompanhe com a letra >> Leia mais…
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25 January 2007 | 17:53
Voltamos já já. Se comportem!
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16 October 2006 | 23:51
Essa semana é de férias escolares de outono na Dinamarca e nós fizemos uma coisa muito comum por aqui. Alugamos uma casa de verão e passamos o fim de semana perto da praia, com os irmãos do ruivo e o chileno que está de intercâmbio na casa dos sogros. O passeio foi muito gostoso. A cidade escolhida foi Ebeltoft, bem pertinho de Århus. Coincidiu de estar tendo um festival de maçã (símbolo da cidade) enquanto estávamos por lá e tivemos todos uma boa overdose da fruta. Tudo o que você possa imaginar relacionado a maçã tinha por lá. Passeamos, jogamos badminton, pôquer, corremos e dormimos muito. Como é apenas férias escolares, já fui trabalhar hoje cedo. Mas deu pra sentir que minha disposição era outra depois desse fim de semana. Muitas fotos no FlickR.
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