13 November 2008 | 15:46
Tô meio atrasadinha, mas preciso contar aqui que minha prima Gisella é curadora de uma mostra de filmes indianos no CCBB do Rio, Nouvelle Vague Indiana. A abertura foi na terca, dia 11 e vai até dia 23 de novembro.
Se quiserem ler mais sobre a mostra cliquem aqui ou aqui.
A família Cardoso está sempre transbordando de orgulho dessa minha prima…
Dá-lhe, Gi! Parabéns! Queria muito poder ir ver também! sniff sniff…
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23 March 2008 | 15:09
Todo ano eu gosto de assistir o Zulu Awards, que é a entrega de prêmios realizada pelo canal dinamarquês TV 2 Zulu. A premiação é no estilo do Oscar, mas homenageia não só filmes, mas 6 categorias diferentes: música, filme, tv, rádio, esporte e comercial.
A razão principal pela qual eu gosto de assistir o Zulu Awards é porque todo ano eu me surpreendo com músicos/bandas dinamarquesas que eu nem desconfiava serem dinamarquesas por cantarem em inglês. Geralmente são músicos/bandas que tocam sempre na rádio, mas que eu não dou muita atenção por não fazerem meu estilo.
Aqui vão alguns exemplos desse ano:
Esse foi o mais absurdo, porque eu nunca percebi que eles cantam um pedaço em dinamarquês! E olha que eu até gosto da música e vivo cantarolando-a. Eitcha…
A banda se chama Volbeat e a música The Garden's Tale.
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Dessa eu também gosto.
A banda se chama The Storm e a música Lullaby.
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Essa também é interessante.
A cantora se chama Aura e a música Something for Nothing.
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Essa parece ter sido desenterrada lá dos anos 80, mas não, é atual…
A banda é Private e a música My Secret Lover.
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Esse eu achei que fosse mais uma boy band americana da vida… Mas como dá pra ver, a Dinamarca também produz essas coisas dispensáveis.
O cantor se chama Burhan G e a música Who is he?
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Essa banda eu sempre soube ser dinamarquesa, porque é o único sucesso estrondoso dinamarquês que eu conheço que vem da mesma cidadezinha do ruivo. É um grupinho de adolescentes carismáticos, mas que tocam tanto na rádio que cansam os ouvidos da gente.
A banda é Alphabeat e a música 10.000 Nights of Thunder.
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A artista mais premiada da vez foi a Natasja, que infelizmente morreu num acidente de carro ano passado na Jamaica. Uma perda trágica. Talentosíssima, a carreira dela prometia. Ela cantava em dinamarquês e escrevia letras altamente engajadas.
Essa é uma das música que eu mais gosto dela, que pertence a um álbum de lançamento póstumo, e se chama Giv mig Danmark tilbage (Me devolva a Dinamarca).
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Me limitei a músicas presentes no Zulu Awards 2008, porque se eu começasse a colocar músicas e bandas dinamarquesas que eu realmente gosto aqui esse post não teria fim.
Escrito por Cat em Dinamarca, dinamarquês, música dinamarquesa, ouvindo, vendo |
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23 October 2007 | 21:58
O nome novo do blog é o título de um dos filmes brasileiros que mais me marcaram.
Terra estrangeira, filme de 1995, dirigido por Walter Salles, tem a interpretação fantástica de Fernanda Torres. O filme conta a história de Paco, um rapaz brasileiro, que desiludido com a morte da mãe e a confusão do governo Collor, topa entregar um pacote misterioso para poder entrar em Portugal. O filme mostra um retrato duro da imigração brasileira, repleto de metáforas e símbolos, dando margem a reflexões pertinentes sobre o tema. Só essa foto da capa já dá uma idéia dos símbolos de que eu estou falando. Essa solidão nostálgica tão presente, de uma forma ou de outra, na vida de um imigrante.
Escrito por Cat em Brasil, vendo |
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28 May 2007 | 18:08
Fui ver o filme La Môme, sobre a vida da cantora francesa Édith Piaf. Chorei cântaros!
Mas vale ressaltar que não foi mérito do filme em si. Para ser bem justa, preciso dizer que ele deixou muito a desejar em vários pontos. Roteiro muito confuso. Para quem não conhece um pouco mais a fundo a vida dela com certeza sai do cinema sem entender vários detalhes. Mas vale a pena. Só para pelo menos ter uma noçaozinha de quem foi Piaf e entender o por que a música Non, je ne regrette rien a representa tão bem.
O que me emocionou de verdade foi escutar as músicas, sentir Paris novamente e a interpretação da atriz. Eu lembro que descobrir Piaf, nos tempos de faculdade, foi um impacto para mim. A força da sua voz, o mixto de romantismo, melancolia e de um humor sarcástico em suas letras e o charme de uma Paris antiga, tudo isso me seduzia muito. Lembro de usar, apaixonadamente, as músicas dela para dar aula, mesmo quando um ou outro aluno adolescente torcia o nariz. Lembro de ter visitado os lugares onde ela morou e cantou na minha temporada em Paris. Pigalle, Ménilmontant, Bellevile. Seu túmulo no Père Lachaise. Um turbilhão de lembranças invandindo o meu peito durante o filme. Não deu pra segurar… Veja o trailer do filme.
Já coloquei essa letra aqui uma vez. Na véspera do dia em que de fato estava vindo viver ao lado do cara que hoje é meu marido. A epítome do romantismo no meu mundo.
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La vie en rose.
Édith Piaf
Des yeux qui font baisser les miens Olhos que intimidam os meus
Un rire qui se perd sur sa bouche Um riso que se perde na sua boca
Voilà le portrait sans retouche Eis o retrato sem retoque
De l’homme auquel j’appartiens Do homem a quem eu pertenço
Quand il me prend dans ses bras Quando ele me toma nos seus braços
Il me parle tout bas Ele me fala baixinho
Je vois la vie en rose Eu vejo a vida em cor de rosa
Il me dit des mots d’amour Ele me diz palavras de amor
Des mots de tous les jours Palavras de todos os dias
Et ça me fait quelque chose E isso mexe comigo
Il est entré dans mon coeur Ele entrou no meu coração
Une parte de bonheur Uma parte de felicidade
Dont je connais la cause Da qual eu conheço o motivo
C’est lui pour moi, moi pour lui dans la vie Ele por mim, eu por ele na vida
Il me l’a dit, l’a juré, pour la vie Ele me disse, me jurou, pra toda vida
Et dès que je l’aperçois E assim que eu o vejo
Alors je sens en moi mon coeur qui bat. Eu sinto dentro de mim O coração bater
Des nuits d’amour à n’en plus finir Noites de amor infindáveis
Un grand bonheur qui prend sa place Uma grande felicidade toma lugar
Les ennuis, les chagrins s’effacent Os aborrecimentos as tristezas de amor se apagam
Heureux, heureux à en mourir. Felizes, felizes, até morrer
Escrito por Cat em França, quotidiano, vendo |
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3 November 2006 | 20:07
Essa é a história do vídeo dos abraços de 3 posts atrás.
Juan Mann era apenas um homem que ficava parado numa praça em Sydney, Austrália, oferecendo abraços de graça para as pessoas que passavam pelas ruas. Um certo dia, Mann ofereceu um abraço a Shimon Moore, o líder da banda Sick Puppies e, desde então se tornaram bons amigos. Moore então decidiu gravar Mann fazendo sua campanha por "Abraços Grátis". À medida que o Free Hugs atingiu proporções maiores, o conselho da cidade tentou banir a campanha. Então Mann e seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 assinaturas apoiando a campanha do abraço de graça. Quando a avó de Mann morreu, Moore decidiu mixar o vídeo que ele tinha feito do Free Hugs com a música All the Same, que ele havia gravado com a sua banda Sick Puppies. Veja o vídeo. Um filme que apresenta uma verdadeira história que inspira humanidade e esperança. Algumas vezes um abraço é tudo que precisamos. Free Hugs é uma história real, sobre um homem que acreditava que sua missão era trazer alegria na vida das pessoas através de um simples ato de amizade.
Reportagem e entrevista com Juan Mann.
E por dica da Giorgia, vi que a campanha está espalhada pelo mundo inteiro. No youtube tem vídeos de Valencia, Barcelona, Córdoba, outro lugar da Espanha, Roma, Milão, Zurique, Amsterdam, Estocolmo, Korea, Cracóvia, Nova Iorque, Tel Aviv, México, Argentina e Goiânia. Tão lindinhos!
Escrito por Cat em internet, vendo |
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