13 August 2007 | 20:46
Me presenteei com essa belezoca abaixo para iniciar bem as minhas férias.
Agora que vou voltar a estudar perto de casa, a bicicleta vai voltar a ser o meu meio de transporte diário. Há exatos dois anos atrás eu também me dei uma bicicleta. Uma bem baratinha, comprada num supermercado, de 3 marchas. Não era uma Brastemp, mas deu conta do recado. Agora eu comprei uma Brastemp! Ou melhor, uma Batavus! Com corrente fechada, de 7 marchas, chamada Diva. A diferença que eu sinto da antiga bike é enorme. Estou me deliciando a cada pedalada.
Estamos indo visitar os avós do ruivo todo dia de bicicleta. São aproximadamente 5 km da casa dos pais até a casa dos avós – subindo e descendo ladeiras. Eu já tinha perdido o pique de andar de bicicleta, já que trabalhando eu tinha um cartão mensal do ônibus, que faz com que eu possa andar a hora que eu quiser, quantas vezes eu quiser. Aí cadê que eu tinha ânimo pra andar de bicicleta? Mas depois de 7 meses nesse sedentarismo até que meu corpinho está aguentando firme e forte. Vamos ver quanto tempo vai durar para as dores musculares chegarem…
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8 August 2007 | 12:09
Estou ótima. Saudade de tudo e de todos.
Muita coisa acontecendo. Muita coisa pra contar. Muitos posts mentais prontos para se mateliarizarem aqui no blog.
Só faltam 3 dias para as minhas férias + liberdade. Tic-tac-tic-tac.
Volto quando acabar/começar.
Inté!
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8 August 2007 | 11:56


http://simpsonizeme.com/
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19 July 2007 | 13:31
Eu não fui tomada por uma vontade irresistível de costurar minhas cortinas. Tudo começou por pura falta de opção. Nós procuramos uma cortina pronta que coubesse nessa janela do quarto (que na verdade é uma porta), mas nenhuma cabia. Como eu tenho uma máquina de costura, que uso normalmente para pequenos reparos, resolvi eu mesma fazer a cortina do quarto na medida ideal. Afinal de contas, cortina não podia ser assim tão difícil, né? Um pedaço de pano quadrado, que só precisa de bainhas nos quatro cantos. Moleza.
Realmente não foi difícil. É só comprar pano pelo dobro da medida da largura da janela, ou mais, dependendo do quanto de pregas que se quer na cortina. Mas o resultado saiu melhor do que esperávamos e com isso me empolguei para fazer as cortinas da sala também. Pras da sala eu quero fazer as cortinas um pouco mais altas, para tapar o metal que as sustenta, e também um pouco mais longas para tocar o chão.
O ruivo se empolgou tanto com o resultado. Me elogiou tanto. Sempre que olha para a cortina tece um comentário positivo sobre meu "novo" talento. Não adianta eu revidar que não é pra tanto. Ele está desmesuradamente impressionado.
A máquina de costura ainda está montada na sala, esperando novos desafios. Se continuar desse jeito eu vou acabar me tornando uma daquelas matronas que faz roupas idênticas para os 5 filhos.
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18 July 2007 | 12:58
Domingo foi um dia produtivo. Consegui começar e terminar minha primeira cortina. Não ficou perfeita. Mas fiquei satisfeita com o resultado, e agora já sei o que vou fazer diferente nas cortinas da sala.
Depois de 7 meses que nos mudamos, já era hora das janelas se vestirem.
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7 July 2007 | 11:06
Nós vamos a um casamento daqui a pouco. Casamento esse aliás que estava marcado desde que me mudei pra Dinamarca por causa da data tão badalada (?) 07/07/07. Mas eu deixei pra ver roupa bem em cima da hora, assim, só pra variar um pouco. Andei procurando vestido nas duas últimas semanas sem sucesso. Aí resolvi ir com um vestido antigo, que já usei num casório de um casal da mesma tchurma do casório de hoje. Iria burlar o mandamento nº1 feminino de não repetirás roupas de festa. Mas chutei o balde. Não queria mais me estressar. Mas aí na segunda eu achei um vestido preto basiquinho e estiloso. Na promoção. Era um sinal. Comprei. Então fui ontem comprar um casaquinho de festa que combinasse com o preto basiquinho porque deu uma esfriada esses dias e ele tem as costas nuas. Mas aí, além do casaquinho, encontrei também um vestido liiindo, alegre, colorido. Não aguentei e experimentei. Aproveitei para tirar uma foto com cel e mandar pro ruivo em mms, dizendo que eu estava considerando comprar esse e devolver o outro preto basiquinho. Ele respondeu "… ou você não vai resistir e ficar com os dois, né? eu te conheço!" Hoho… conhece!
Esse ato bárbaro de consumismo foi um fato isolado, viu? Não faz exatamente parte da minha natureza. Mas acidentes acontecem.
Escrito por Cat em abobrinhas, quotidiano |
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2 July 2007 | 11:23
Desde que comuniquei ao meu chefe que vou sair do trabalho que eu estou numa ansiosa contagem regressiva para o grande dia. O dia de volta a liberdade!
Trabalhar à noite não é fácil. Há 6 meses já que eu sinto que minha rotina virou de pernas pro ar. Desde que eu comecei a trabalhar que eu não consigo por ordem no meu dia a dia. Meu dia sempre começa numa angústia enorme de se querer fazer tudo ao mesmo tempo. A primeira tarefa é de tentar acordar antes do ruivo sair, para também tentar tomar café junto com ele. Essa tarefa é a que ganha, de disparada, como a mais mal sucedida de todas. Eu sempre durmo mais do que deveria. Depois de finalmente acordar e tomar café eu dou uma geral na casa – o que geralmente eu consigo. Mas daí por diante é sempre uma sucessão de tarefas feitas pela metade, por causa daquela angústia de se querer fazer tudo ao mesmo tempo. Leio meus emails e só respondo um terço deles, porque o resto requere um pouco mais de tempo para ser respondido do jeito que eu quero. Obviamente que eles acabam por não serem respondidos ou respondidos com semanas ou até meses de atraso. Leio rapidamente meus blogs preferidos. Mas raramente escrevo um comentário. Vergonha, vergonha! Leio rapidamente as notícias do Brasil. Dou uma navegada nervosa e apressada, tentando lembrar o que pensei em pesquisar na internet enquanto estava no trabalho no dia anterior (é proibido entrar na internet no trabalho). Leio o jornal, sempre sublinhando as palavras que não conheço na esperança de pesquisar com calma os significados mais tarde. Esse mais tarde nunca chega e os jornais todos riscados de vermelho terminam indo pro lixo passadas duas semanas. Snif. Bato um papo rápido com meu pai ou minha mãe pelo google talk, quase sempre enquanto faço outra coisa. Daí já está na hora de tomar banho e me arrumar pro trabalho. Nessa hora a sensação é que o meu dia acabou e só vou ter a chance de fazer aquilo que eu não consegui hoje no dia senguinte. Nisso são 14:30. Quando eu chego em casa do trabalho já é meia noite e meia e só vou conseguir dormir mesmo uma hora e meia depois apesar do cansaço.
Não consigo fazer nem metade das coisas que eu fazia antes. A principal delas, e a que eu mais sinto falta é escrever. Aqui no blog e nos meus carderninhos. Escrever no blog sempre me ajudou demais. Esse momento de pausa para respirar, refletir e colocar essa enxurrada de vivências em palavras me ajuda a pôr ordem nos meus pensamentos e a entender o que se passa ao meu redor e dentro de mim. Ler os comentários então! Sempre me ajudou a encarar essas vivências a partir de um outro ângulo, o que me ensina muita coisa.
Já tentei de tudo para organizar a minha rotina apesar do horário louco. Afinal de contas, eu não sou a única que trabalha à noite. E as pessoas que trabalham de madrugada então? Como elas fazem? Como elas se organizam? Como elas são felizes? Achei que com o tempo eu me adaptaria, mas o tempo só fez aumentar minha frustração. Eu sinto falta de uma rotina de "gente normal". Sinto falta de cozinhar junto do ruivo para a janta. Jantar com ele à luz de velas do jeito que gostamos. Sinto falta de encontrar com os amigos, de ver televisão.
Por isso tudo que estou nessa contagem regressiva. Faltam 6 semanas. 40 dias.
Escrito por Cat em quotidiano, reflexões, trabalho |
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14 June 2007 | 21:19
Estou doente. Garganta inflamada, dor de cabeça, febre. Uma beleza! Mal consegui sair da cama hoje. Agora que a dor de cabeça me deu uma folguinha, eu vou tentar aproveitar para atualizar isso aqui. Vou tentar publicar os posts que comecei a escrever e não terminei dos últimos passeios que fizemos. Mesmo que eu não termine de escrevê-los do jeitinho que eu gostaria, porque senão esse blog não sai do lugar.
A única parte boa de estar doente é que o maridinho me enche de mordomia e mimos. Não que eu goste de ser paparicada o tempo todo, mas quando estou doente… Ah, só a minha mãe mesmo sabe o quanto eu sou dengosa nessas horas. E nesse quesito o ruivo é nota mil! Pra se ter uma idéia, ele até encheu a geladeira de litros de coca-cola para a esposinha viciada aqui. Coisa que normalmente ele regula sem dó nem piedade. Refrigerante aqui em casa só quando tem visita ou quando eu contrabandeio do trabalho. Coca-cola então… é o produto do mal! Coisa de ruivo ultra-saudável.
Imaginem minha alegria! Plena quinta-feira, eu em casa, na cama e maridinho me servindo coca-cola com um sorriso no rosto. É o paraíso! Assim eu até esqueço que minha garganta está praticament fechada.
Escrito por Cat em eu-moi-mig, quotidiano |
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31 May 2007 | 00:33
Sei que estou sumidinha, mas estou bem. Só tenho trabalhado muito. Na semana passada inteira, por exemplo, eu fiz hora extra no trabalho. Ao todo foram 11 horas por dia. O cansaço tomou conta de mim. Virei um zumbi monossilábico de olhos vermelhos. Mas valeu a pena porque assim eu pago minha carteira sem dor na consciência. E o que sobrar vai para as férias. Compensei o cansaço com o fim de semana prolongado (segunda foi feriado aqui) mais preguiçoso dos últimos tempos! Dormi tudo o que tive direito, li, vi televisão. Além de ter ido ao cinema, como vocês já sabem. Hoje também trabalho extra, mas é só. Estarei em mini-férias de sexta à terça-feira, com direito à viagem e visita a velhos bons amigos.
Depois volto a labuta de novo e vou encarando todo trabalho extra que rolar. Até o final dos meus dias por lá. Que será em breve, até. Mal posso esperar! Não que eu não goste do trabalho. Eu gosto. Principalmente das pessoas que encontrei por lá. Mas não posso negar que me faz uma falta enorme uma ocupação instigante. Quem diria que eu sentiria tanta falta de dar aula? Até mesmo de preparar as aulas, bolar exercícios e atividades que conseguissem despertar o interesse dos alunos, que para mim sempre foi a parte mais enjoadinha, além de não-remunerada. Ver o meu tempo agora ser usado com uma atividade repetitiva e que exige tão pouco do meu raciocínio me desestimula.
Lembro de ter lido a Marina dizer uma vez que se sentia emburrecendo. Lembro que achei graça, mas talvez eu esteja tendo uma idéia do que ela quis dizer. Presumo que seja a inércia, a falta de estímulo. Mas talvez seja apenas a ansiedade para setembro chegar. Que setembro chegue logo…
Escrito por Cat em quotidiano, reflexões, trabalho |
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28 May 2007 | 18:08
Fui ver o filme La Môme, sobre a vida da cantora francesa Édith Piaf. Chorei cântaros!
Mas vale ressaltar que não foi mérito do filme em si. Para ser bem justa, preciso dizer que ele deixou muito a desejar em vários pontos. Roteiro muito confuso. Para quem não conhece um pouco mais a fundo a vida dela com certeza sai do cinema sem entender vários detalhes. Mas vale a pena. Só para pelo menos ter uma noçaozinha de quem foi Piaf e entender o por que a música Non, je ne regrette rien a representa tão bem.
O que me emocionou de verdade foi escutar as músicas, sentir Paris novamente e a interpretação da atriz. Eu lembro que descobrir Piaf, nos tempos de faculdade, foi um impacto para mim. A força da sua voz, o mixto de romantismo, melancolia e de um humor sarcástico em suas letras e o charme de uma Paris antiga, tudo isso me seduzia muito. Lembro de usar, apaixonadamente, as músicas dela para dar aula, mesmo quando um ou outro aluno adolescente torcia o nariz. Lembro de ter visitado os lugares onde ela morou e cantou na minha temporada em Paris. Pigalle, Ménilmontant, Bellevile. Seu túmulo no Père Lachaise. Um turbilhão de lembranças invandindo o meu peito durante o filme. Não deu pra segurar… Veja o trailer do filme.
Já coloquei essa letra aqui uma vez. Na véspera do dia em que de fato estava vindo viver ao lado do cara que hoje é meu marido. A epítome do romantismo no meu mundo.
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La vie en rose.
Édith Piaf
Des yeux qui font baisser les miens Olhos que intimidam os meus
Un rire qui se perd sur sa bouche Um riso que se perde na sua boca
Voilà le portrait sans retouche Eis o retrato sem retoque
De l’homme auquel j’appartiens Do homem a quem eu pertenço
Quand il me prend dans ses bras Quando ele me toma nos seus braços
Il me parle tout bas Ele me fala baixinho
Je vois la vie en rose Eu vejo a vida em cor de rosa
Il me dit des mots d’amour Ele me diz palavras de amor
Des mots de tous les jours Palavras de todos os dias
Et ça me fait quelque chose E isso mexe comigo
Il est entré dans mon coeur Ele entrou no meu coração
Une parte de bonheur Uma parte de felicidade
Dont je connais la cause Da qual eu conheço o motivo
C’est lui pour moi, moi pour lui dans la vie Ele por mim, eu por ele na vida
Il me l’a dit, l’a juré, pour la vie Ele me disse, me jurou, pra toda vida
Et dès que je l’aperçois E assim que eu o vejo
Alors je sens en moi mon coeur qui bat. Eu sinto dentro de mim O coração bater
Des nuits d’amour à n’en plus finir Noites de amor infindáveis
Un grand bonheur qui prend sa place Uma grande felicidade toma lugar
Les ennuis, les chagrins s’effacent Os aborrecimentos as tristezas de amor se apagam
Heureux, heureux à en mourir. Felizes, felizes, até morrer
Escrito por Cat em França, quotidiano, vendo |
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