27 November 2007 | 16:40
Vi essa foto no blog Favoritos e me derreti.

Não é a coisa mais fofa? Parece até que está sorrindo, a danada.
Bateu uma saudade da minha Dudu!
Tags: V
Escrito por Cat em memórias |
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7 December 2006 | 23:58
No dia 2 de dezembro de 2004 eu cheguei na Dinamarca. Dessa vez pronta pra ficar. Foram 3 meses como turista, tempo em que procurava desesperadamente por um trabalho de au pair para poder ficar. 6 meses como au pair, época cansativa, mas muito gratificante, que me deu oportunidade de conviver com cavalos, coisa que eu adorava. 1 ano como estudante, mas apenas 6 meses realmente no mestrado, até que decidi admitir que não era o que queria para mim. Um dois piores momentos da minha vida, fico feliz que tenha acabado. Mais 6 meses me concentrando no dinamarquês e… Casamento! Um dia mágico, extremamente feliz. E logo depois, Brasil! 6 semanas corridas, mas deliciosas. De volta para cá e mais 6 meses de muito dinamarquês. E finalmente a satisfação de terminar os cinco módulos obrigatórios do curso. Agora o futuro promete. Mas também preciso me lembrar de curtir o agora, de estar presente no meu presente.
Vez ou outra alguém me pergunta se sou feliz aqui, se me arrependi ou se já me adaptei. É um assunto que dá pano pra manga, e sobre o qual sempre tenho algo a acrescentar.
Eu gosto muito daqui. Apesar dos pesares. Nunca me arrependi. Não tenho uma vida perfeita e 100% feliz o tempo todo. Claro que não. É complicado, sofro muito nesse processo de adaptação. Mas minha luta é não me concentrar no que me puxa pra baixo, mas no que me leva pra frente, sempre em frente. Eu não tenho uma fórmula ou segredo para uma adaptação mais suave. Afinal de contas, não é porque uma coisa dá certo pra mim, que vai dar certo para outra pessoa. Mas acredito que certas coisas bem básicas me ajudaram e não custa dividir.
Por exemplo, antes de vir para cá, quando estava ainda considerando a possibilidade, eu lia tudo o que encontrava sobre Dinamarca e Escandinávia, descobri vários blogs de pessoas que moravam por esses lados há tempos (cuja maioria continuo lendo fielmente até hoje), e claro, conversava muito com o ruivo sobre o assunto. Não tenho dúvida de que isso tenha ajudado muito. Só o fato de saber pelo menos um pouco o que iria encontrar por aqui, de ter consciência do que teria que aguentar, de tentar me preparar para encarar tudo de bom e ruim que a Dinamarca tinha pra me oferecer me deixou, de uma forma ou de outra, um pouquinho mais forte. Me ajudou pelo menos a não deixar as coisas ruins me cegarem, sem permitir que eu encontrasse as coisas boas, e também que eu não me arrependesse radicalmente logo de cara. Informação é sempre o primeiro passo e nunca é demais.
Outra coisa foi a consciência de que sem dominar a língua eu estaria sempre à deriva. Torna tudo mais difícil. Mais difícil de se encontrar trabalho, de fazer novos amigos, enfim, de fazer parte de um todo. Sempre soube que isso era essencial para que eu me sentisse bem aqui. Essencial pelo menos para mim. Eu conheço pessoas que vivem aqui há anos sem falar dinamarquês e isso não os incomoda. Mas sempre me incomodou. Não saber a língua sempre foi uma das razões principais em todas as vezes que me vi depressiva aqui. Me sentia isolada, presa dentro de mim mesma, um peixe fora d'água. Não que a língua não seja mais um problema hoje em dia. Ainda tenho muito a melhorar. Mas só o fato de entender e conseguir me comunicar razoavelmente bem já me faz me sentir livre, cheia de planos e opções. Sabendo que a língua é de longe a minha maior luta aqui, o que vai me abrir portas em todos os setores da minha vida, tratei de me concentrar nela. É preciso traçar planos e prioridades ou a frustração de não estar saindo do lugar consome a gente.
Outro fator importantíssimo, é que eu só tomei a decisão de vir para cá tendo certeza absoluta do que queria. Mesmo não tendo idéia se meu relacionamento com o ruivo daria certo ou a minha química com o lugar funcionaria. É impossível prever essas coisas. Mas eu sabia que o que eu mais queria naquele momento era tentar. Sem essa certeza no peito, não acredito que eu teria vindo.
Escrito por Cat em Dinamarca, imigração, memórias, reflexões |
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23 August 2006 | 21:30
Quem acompanhou o blog do ruivo, está muito mais por dentro das nossas férias, do que quem ficou apenas com o meu pobre diário de viagem aqui. Mas vamos tentar compensar o tempo perdido…
Fizemos de tudo um pouco. Fizemos 3 viagenzinhas bárbaras e vários passeios inéditos tanto pro ruivo quanto para mim.
As seis semanas de Brasil serão divididas em posts pois sou uma menina organizada! 
1º semana.
Foi a mais preguiçosa de todas. Em casa, no colo da mamãe e do papai, visitando a família, minha praia favorita (Itacoatiara, em Niterói) e afins.
O único projeto mais guerreiro foi pegar um ônibus com o ruivo. Eu tinha pavor de pegar ônibus só o ruivo e eu. Ruivo tem, para quem não sabe, a palavra “GRINGO” em letras garrafais e em neon bem na testa. E como no Brasil “gringo” e “cheio da grana” tem – erroneamente – o mesmo significado, eu não gostava muito de desfilar com ele na loucura dos ônibus do Rio. Mas eu respirei fundo, me enchi de coragem e fui. Não sem antes dar algumas instruções básicas de “sobrevivência” ao querido marido: sempre alerta, nada de abrir carteira no meio da rua ou mesmo andar com muito dinheiro na carteira e nada de exibir jóias (principalmente nossa aliança
). Para nossa sorte tinha um ônibus maravilhoso, conhecido como “frescão” em Nikity, que ia direto da casa dos meus pais (Itaipú, Niterói) até o centro do Rio. Jonas teve uma primeira impressão agradabilíssima de ônibus no Rio: ar condicionado e poltronas alcolchoadas e reclináveis. Mal sabia ele que busú mesmo é bem diferente. Bom, mas descemos no centro do Rio, na Avenida Rio Branco e fomos comprar livros didáticos de português na Leonardo da Vinci para ele. Aproveitamos e demos uma passeada pela Cinelândia. Tudo correu muito bem, apesar da chuva que nos pegou de surpresa.
No final dessa semana, tivemos o privilégio de ter um churrasco em nossa homenagem na casa de dois tios queridos, como eu cheguei a contar aqui no blog. Família do meu pai reunida, rodinha de violão, cantoria até tarde, além de, claro, um churrasco maravilhoso! Que saudade que eu estava de tudo isso! Uma atividade tão costumeira na minha família essas reuniões musicais. Cresci numa família bem musical e talvez isso tenha ajudado a fazer com que a música tenha um participação tão especial na minha vida. As vezes até parece que não sinto falta, pois prefiro não parar para pensar nisso. Mas quando ouço uma música que é presença certa no repertório familiar, o aperto no peito é automático. Tanto que um dia, aqui em Århus, quando fui visitar o museu Aros pela primeira vez, me aconteceu uma coisa, digamos, inusitada. Entre as exposições fixas do museu, na área de arte contemporânea, tem uma instalação que é como um cineminha, onde passa um curta com um cara cantando bem lentamente uma música que ouvi tantas vezes na casa dos meus pais na minha casa, no Brasil. Acontecia muito de eu acordar, normalmente nos domingos, escutando essa música e saber, antes mesmo de encontrar meu pai pela casa, que ele estava feliz. Apesar da música em questão ter uma letra triste, para mim, ela representa coisas boas. Amor é a principal delas. E ela tem o poder de me transportar facilmente, onde quer que eu esteja. Foi o que aconteceu lá no museu. Quando comecei a ouvir a música, fui transportada para um domingo de manhã, em que encontrando meu pai pela casa eu pergunto, “Quer dizer que você está feliz, né?”, ele sorri, cheio de bom humor e confirma. Quando fui transportada de volta para aquela salinha do museu eu já estava chorando, bem baixinho, enquanto os outros visitantes me olhavam curiosos.
Por isso essa reunião familiar logo na primeira semana foi tão importante e gostosa para mim!
A música é essa aqui:
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Cucurucucu Paloma
(por Trini Lopez)
“Dicen que por las noches
no más se le iba en puro llorar;
dicen que no dormía,
no más se le iba en puro llorar.
Juran que el mismo cielo
se estremecía al oír su llanto,
cómo sufrió por ella,
y hasta en su muerte la fue llamando:
Ay, ay, ay, ay, ay cantaba,
ay, ay, ay, ay, ay reía,
Ay, ay, ay, ay, ay cantaba,
de pasión mortal, moría.
Que una Paloma triste
muy de mañana le va a cantar
a la casita sola
con sus puertitas de par en par;
juran que esa Paloma
no es otra cosa más que su alma,
que todavía espera
a que regrese la desdichada.
Cucurrucucú Paloma, cucurrucucú no llores.
Las piedras jamás, Paloma,
¿qué van a saber de amores?
Cucurrucucú, cucurrucucú,
cucurrucucú, cucurrucucú,
cucurrucucú, Paloma, ya no me llores “
Escrito por Cat em Brasil, família, memórias, viagens |
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3 April 2006 | 21:57
Meu pai aprendeu a usar o scanner novo lá de casa e aproveitou pra me mandar algumas fotos antigas. Fiquei maravilhada quando vi essa série na praia, pois tenho várias lembranças do dia em que foram tiradas. Lembro até mesmo do impacto do cheiro da praia assim que saí do carro. Achei que essas fotos estivessem perdidas. Fiquei muito feliz em revê-las! Reparem como naquele tempo eu tinha pernas rechonchudinhas e cachos delicados. Uma fofa, modéstia à parte!

Escrito por Cat em família, memórias |
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27 October 2004 | 18:35
Essa semana eu recebi uma carta da família pra quem eu trabalhei como au pair na França, com uma carta de referência pra me ajudar em eventuais futuros trabalhos e umas fotos dos meus pimpolhos franceses. Que saudade dessas duas figuras!
Apesar de toda a dificuldade que eu tive (e não foi pouca!) eu me apeguei demais a eles. O mais velho (4 anos na época) era um diabinho, foi muito complicado aprender a me relacionar com ele. Mas depois de um tempo (infelizmente muito tempo), eu comecei a entendê-lo e enxergar nele mais do que um garotinho mimado, pirracento e arrogante. Pude perceber que ele tinha muitos problemas de timidez, auto-crítica e estresse; e que ele sofria muito com isso. Pra uma leiga em crianças como eu, era bem complicado entender que uma criança de apenas 4 anos sofresse com esses problemas "de adulto". Depois de muita cabeçada nós nos entendemos e nos conquistamos. Ele é um artista! Ótimo desenhista, me ensinou tudo o que eu sei sobre desenhar animais!
Já a minha relação com o mais novo (2 anos na época) sempre foi um mar de rosas! Ele me conquistou desde a primeira semana. Sempre bem-humorado, brincalhão, obediente, etc. Não foi nada difícil aprender a lidar com ele! Quando eu cheguei lá, ele só balbuciava "mama", "papa", "dada" e semelhantes. Eu tive o privilégio de acompanhar a evolução dele até ele se tornar o anjinho tagarela que eu deixei ao ir embora. "Catiá" foi uma das primeiras palavras que ele falou e eu, claro, não coube em mim de tanta felicidade! Desde o princípio eu me acostumei a chamá-lo de bebê e não pelo seu nome. Quando finalmente aprendeu a falar, ele deixou bem claro pra mim que o nome dele não era bebê e que ele não gostava desse apelido. Mas já era tarde, eu não conseguia chamá-lo pelo nome e ele acabou acostumando e pedia mais!
Assim que eu botava o pé dentro de casa ele gritava lá do quarto: "Catiá, tu peux dire bébé?" (Cátia, você pode me chamar de bebê?). Detalhes bobos que iluminavam o meu dia!
Depois dessa minha experiência eu adiquiri um olhar com relação as crianças completamente diferente do que eu tinha antes. Antes era tudo muito bonitinho e engraçadinho, mas com cada um no seu canto. Depois de um certo tempo a criança já se tornava muito chatinha pro meu gosto. Agora eu sinto muita falta daquela convivência, daquele apego, do carinho inocente, das pequenas descobertas, de acompanhar o mundo de um ser humano se desenvolvendo. É muito gostoso!
Hoje quando eu vejo uma grávida na rua, uma mãe encantada falando do seu bebê, uma cena de nascimento na televisão eu fico toda derretida, emocionada. Hoje eu me identifico com isso tudo. Hoje eu sei que eu quero ter a minha hora também. Engraçado que há uns anos atrás a idéia de ser mãe nem passava pela minha cabeça. Mas acho que isso não se deve só à minha experiência com crianças não. Acho que estar apaixonada por um cara incrível e sentir que esse amor é recíproco faz com que eu sonhe com meus pimpolhos com ele (e o mais gostoso é que ele sonha junto comigo). Mas é só sonho gente, calma!
Escrito por Cat em França, memórias, ruivo & eu |
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25 October 2004 | 23:26

Aproveitando esse papo de sonho, vou contar um aqui que sempre tenho quando visito o Jonas. No sonho eu estou chegando no Brasil, muito feliz, revendo meus familiares e amigos depois de um certo tempo fora, reconhecendo a cidade e tal. Quando eu chego em casa me dou conta de que eu voltei antes do tempo, que na verdade eu ainda tinha uma ou duas semanas ainda pra curtir lá com o ruivo e eu inexplicavelmente voltei antes da hora! Então bate um desespero, uma tristeza, uma raiva de mim mesma por não ter pensado bem no que estava fazendo ao voltar. Daí eu acordo de sopetão novamente e levo alguns segundos pra perceber que ainda estou lá, que ainda tenho exatamente o tempo que no sonho eu sabia ainda ter pra curtir com o ruivo e vem aquele alívio. É engraçado esse sonho, porque eu sempre tenho a sensação de que eu voltei no tempo, que estou tendo uma segunda chance de aproveitar tudo, nos pequenos detalhes, sem pressa e sem ter que me arrepender depois.Mas é siniiiiiistro ter sonho repetido, né não?
Escrito por Cat em memórias, ruivo & eu |
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20 October 2004 | 17:42
Na minha primeira visita ao meu ruivo, dezembro de 2002, eu tive um pesadelo assustador uma noite, daqueles em que acordamos com a nítida sensação de que é tudo verdade.Estava eu, a donzela, passeando inocentemente quando comecei a me sentir perseguida por seres estranhos. Inicialmente eu não conseguia vê-los, só sentia a presença. Aos poucos esses seres gradalhões e cabeludos se deixavam notar e se aproximavam de mim. Pude notar que eles estavam vestidos como homen das cavernas. Não pareciam ameaçadores, mas eu estava muitíssimo assustada! Acordei de sopetão, como se tivesse caído, ou algum deles tivesse pulado no meu pescoço. Perdi o sono, meu coração estava muito acelerado. De manhã, contando pro ruivo o meu terrível pesadelo fui percebendo como aquilo soava ridículo e caímos na gargalhada.

À noite no jantar, com a família dele toda reunida, ele contou sobre o meu sonho. O mais legal foram as análises. A mãe disse que era tudo culpa dele por andar de barba desfeita, sem trança, na minha frente! Ele me assustou, mesmo que inconscientemente! O pai disse que era tudo devido a um aspecto “sensorial” meu de estar no velho mundo em contato com descendentes de homens da caverna. Ih, nem lembro mais qual foi a análise mais viagem! Desde então eu chamo o ruivo carinhosamente de my neanderthal. Dei pra ele até um mascotinho que veio dentro de um kinder ovo: um homem das cavernas ruivão escrevendo num laptop! A cara dele!!!
Escrito por Cat em memórias, ruivo & eu |
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12 April 2004 | 19:21
Sábado pela manhã meus pais me ligaram pra me dar a notícia que meu bêbe se foi… Resistiu uma semana internada, mas não conseguiu mais. Muito triste não poder estar com ela no finalzinho da vida, muito frustrante não poder fazer nada… Nem mesmo um cafuné pra dizer adeus. Só espero que não tenha sofrido muito! Vou sentir muito a falta do meu neném!
Descanse em paz, minha querida!
Felizmente meu outro neném ruivo estava comigo quando recebi a notícia. Ele chegou sexta a noite à tempo pra festa de despedida da Izabel que voltou mais cedo pro Brasil. Estamos tentando aproveitar o solzinho super agradável durante o dia pra fazer passeios e pique niques no parque. Ontem fomos em um parque lindíssimo, o Butte Chaumont! Fizemos igual aos parisienses: deitamos na grama pra curtir o sol, uma delícia! Hoje, segunda, como é feriado aqui, tentamos fazer o mesmo, mas eu exagerei na leveza da vestimenta e fomos embora correndo depois de apenas 10 minutos no parque pois eu estava congelando.
Espero que todos tenham tido uma páscoa muito gostosa, com direito a muito chocolate!
Escrito por Cat em memórias, ruivo & eu |
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11 April 2002 | 02:49
Conheci essa música numa situação bem interessante. Eu estava com uns amigos em Paris em julho de 2001, sem saber direito para onde ir, o que fazer, quando passamos em frente à um bar de karaokê. Nos entreolhamos e entramos. Não se via muita gente no bar, exceto por um grupo grande de amigos numa mesma mesa. O grupo, claro, monopolizava o karaokê. Mas uma menina em especial chamava a atenção. Toda vez que subia ao palco ela hipnotizava todos, cantava com uma perfeição de deixar todos nós boquiabertos. O repertório também se destacava: zombie – crambarries; love me or leave me – billie holiday; etc. Quando ela começou a cantar Wuthering Heights eu me arrepiei! Foi tudo impecável… afinação, interpretação, tudo! Lembrei do livro e do filme (O morro dos ventos uivantes). Aí tudo se encaixou… a letra da música, o romance, o inusitado da noite, foi mágico! Foi um daqueles momentos que ficam marcados pro resto da vida, e eu tinha plena consciência disso. Logo depois da música nós fomos embora. Já estava tarde. Essa música sempre me traz uma sensação muito boa, não é a toa que ela faz parte da minha trilha sonora.
"
Out on the wiley, windy moors
We'd roll and fall in green
You had a temper, like my jealousy
Too hot, too greedy
How could you leave me?
When I needed to possess you
I hated you, I loved you too
Bad dreams in the night
They told me I was going to loose the fight
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights
Heathcliff, it's me, Cathy come home
I'm so cold, let me in-a-your window
Oh it get's dark, it get's lonely
On the other side from you
I pine a lot, I find the lot
Falls through without you
I'm coming back love, cruel Heathcliff
My one dream, my only master
Too long I roam in the night
I'm coming back to his side to put it right
I'm coming home to wuthering, wuthering
Wuthering Heights
Oh let me have it, let me grab your soul away
Oh let me have it, let me grab your soul away
You know it's me, Cathy "
- Wuthering Heights, Kate Bush -
Escrito por Cat em memórias, ouvindo |
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