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Literatura: Gravidez E Parto

18 October 2008 | 00:09

Vou listar aqui os livros e fóruns que usei durante a gravidez, sobre a gravidez e sobre parto.

Na primeira consulta na médica recebemos um livro com todo o básico sobre gravidez, parto e as primeiras semanas do bebê. Toda grávida na Dinamarca recebe esse livro, que é atualizado todo ano. Graviditet, fødsel og den nye familie 2008. Mas como esse livro é bem resumidinho encomendei outro mais um pouco detalhado: Politikens graviditetsbog, Lene Skou Jensen.

Além desses dois, já tinha comprado bem antes de engravidar o famoso livro da Vicki Iovine,  The Girlfriends’ Guide to Pregnancy, sobre o qual cheguei a comentar aqui na época que o comprei. Nele ela conta a experiência dela sobre estar grávida (ela tem 4 filhos) de uma maneira bem engraçada e descontraída.

Exclusivamente sobre o parto eu li o Parto Ativo, da Janet Balaskas, que me foi emprestado por uma querida amiga. Gostei tanto que comprei a versão em dinamarquês para o ruivo também poder ler. Esse livro é fantástico. Ele é baseado em relatos de muitas mulheres sobre o momento do parto e fala, como o título indica, sobre parir ativamente. O livro dá dicas que ajudam a entender o que acontece no nosso corpo durante a gravidez e no parto e sobre o que nós mesmas podemos fazer para facilitar o processo e vivenciá-lo de uma forma mais consciente. É repleto de fotos demostrando os processos e inúmeros relatos.

O orkut também está cheio de comunidades interessantes. A melhor delas, na minha opinão, é a que se chama Ginecologia-Obstetrícia Baseada em Evidências. Nela obstetras (pró parto normal) trocam idéias sobre o assunto e tiram dúvidas de leigos como eu.

Outras comunidades no orkut:

Parto Humanizado

Parto do princípio

Relatos de Parto

Cesária? Nao, obrigada!

Reportagem interessante sobre parto normal na revista Galileu:

Parto sem cortes

Campanha do Ministério da Saúde pelo parto normal com a Fernanda Lima, que pariu gêmeos:

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Relato Do Parto De Lukas

5 October 2008 | 23:33

Sempre tive muito medo da idéia de dar a luz. Mas ao mesmo tempo nunca tive dúvidas de que queria ter um parto normal. Como sou muito fresca, digo, sensível a dor, me consolava com a certeza de que só deveria lidar com isso num futuro longínquo. Pois o futuro tão longínquo acabou chegando.

Quando soube que estava grávida disse para mim mesma que deveria tomar vergonha e me preparar decentemente para o grande dia. Essa preparação para mim significava adquirir toda informação possível sobre parto normal, ler diferentes relatos de pessoas que escolheram com clareza um parto natural e, finalmente, saber como esse tipo de parto é encarado aqui na Dinamarca, já que era aqui que teria o meu. Foi com muita satisfação, então, que percebi que o tipo de parto normal com o qual eu estava começando a me simpatizar era próximo ao estilo dinamarquês.

Fiz questão de fazer um cursinho de preparação para o parto para saber o que me esperava, passo a passo. Esse curso valeu ouro!  Nele eu aprendi muito sobre parto normal, sobre os muitos mitos que o cercam, sobre como minimizar as dores, as diferentes opções de anestesia e de posições para parir. O legal era poder tirar todas minhas dúvidas na hora com os professores, que são profissionais com muitos anos de carreira na área, uma parteira e a outra pedagoga. O curso era para casais e ruivo me acompanhou. De início mais para me agradar, mas logo no primeiro dia ele percebeu como era interessante e adorou. Ele fez todas as perguntas técnicas possíveis e imagináveis – meu querido marido nerd. :)  

Meu pré-natal foi acompanhado pela parteira e por minha médica. Aqui na Dinamarca parto normal é assistido por uma parteira e não por um médico. Não se choquem, parteiras aqui têm diploma universitário e são profissionais especializados em partos normais, pois na Dinamarca se parte do princípio que todo parto é normal. Cesária ocorre apenas em caso de complicação. Pessoalmente, acho isso ótimo!

Depois de muito me informar com livros, fóruns na internet, muita conversa com minha parteira, minha médica, amigas mães, minha mãe e claro, o ruivo, cheguei a conclusão das minhas preferências para o parto do Lukas. Eu gostaria de tentar um parto natural com o menor número de intervenções possíveis e, se possível, na água. Mas ao mesmo tempo tentava manter minha mente aberta no caso das coisas não irem como o esperado e de que eu deveria estar alerta e saber respeitar meus limites. 

Mesmo sabendo que minha mãe tinha parido muito rápido, eu preferi me preparar para o pior. Perguntei no curso e as minhas médicas sobre as possibilidades do meu parto ser igual ao da minha mãe e ouvi de todos que é praticamente impossível de saber, pois não existe estatísticas sobre o assunto. Sem falar que uma mesma pessoa pode ter partos extremamente diferentes um do outro. Complicado de prever. Assim sendo resolvi me preparar para um parto bem longo. Se fosse curto eu só sairia ganhando, pensei. Mas para ser bem sincera não acreditei nem por um minuto que seria mesmo rápido…

No domingo, 24 de agosto, 3 dias antes do dia previsto pro parto, eu estava na varanda conversando com meus pais quando comecei a sentir um leve desconforto que pensei que fosse gazes. Ignorei. Depois de um tempinho, numa visita ao banheiro, notei que estava sangrando e chamei discretamente o ruivo para não alarmar meus pais. Concordamos que eu deveria colocar um absorvente, como aprendemos no curso, pois se a bolsa rompesse, quem me recebesse no hosptial teria uma idéia mais precisa da quantidade de água que saiu. Minutos depois, às 16:45, já comecei a sentir uma dor muito similar a cólica menstrual, que chegava a alcançar as coxas. Começamos então a anotar a frequência das contrações. Para minha surpresa elas estavam vindo com 3 minutos de intervalo. Tínhamos aprendido no curso que quando as contrações começassem a vir com 5 minutos de intervalo já era hora de ir pro hospital, antes disso é muito cedo. Mas as minhas estavam vindo a cada 3 minutos! Fiquei preocupada e ligamos pro hospital. A parteira de plantão nos convenceu a esperarmos mais um pouco para ter certeza de que as contrações eram regulares, ou seja, que vinham todas na mesma frequência. Combinamos com a parteira também que ligaríamos antes de ir. Avisei aos meus pais que estava tendo contrações e me vi tendo que explicar que não pretendíamos ir correndo pro hospital, mas que observaríamos as contrações primeiro. Fui tomar um banho quente, que foi bem ralaxante. Esperamos cerca de meia hora, anotando a hora de cada contração. Notamos apenas que elas passaram a vir a cada 2 minutos e meio. Nesse momento o ruivo foi um grande companheiro, me ajudando bastante a me concentrar na respiração. No meio das contrações nos abraçávamos e ele me ajudava a respirar respirando junto comigo e olhando nos meus olhos. Numa dessas vezes perdi as estribeiras e gritei com ele que era para ele parar de assoprar na minha cara. Ele virou o rosto e passou a assoprar pro lado, o que acabou me fazendo rir, desfazendo a tensão.

De uma hora pra outra as contrações passaram a ficar bem mais fortes e notei que comecei a ficar  distante. Um dos livros sobre parto que li dividia o parto em 5 fases (clique aqui se quiser ler uma breve descrição das fases). Lembrando das descrições desse livro, notei nitidamente que naquele momento eu estava entrando na segunda fase, pois eu me sentia muito distante e simplesmente não conseguia me comunicar direito. Era impossível falar comigo durante uma contração. Fiquei preocupada com a frequência das contrações e praticamente exigi do ruivo que fossemos pro hospital. Ruivo lembrou então que faltavam algumas coisas de última hora na mala, como pasta de dente, etc. e começou a rever a lista que fiz do que deveria estar na mala. As dores estavam tão fortes que não deixei que ele terminasse a lista. Ruivo, muito cético, me pediu pra avisar aos meus pais que nós iríamos para o hospital, mas que provavelmente seríamos mandados de volta pra casa, como tínhamos escutado que acontecia quando se vai muito cedo para o hospital. Traduzi a informação para meus pais, mesmo indignada: "Como assim voltar pra casa? 2 minutos e meio!!!".

Na pressa de levarmos tudo para o carro acabamos esquecendo de ligar novamente para o hospital. No carro, a caminho do hospital, as dores ficaram ainda mais fortes e eu não conseguia mais me concentrar tão disciplinadamente na respiração. Passei, então, não a gritar, mas a emitir uns sons profundos de dor. Ruivo tentando me ajudar a voltar a respirar começou a dizer: "Não, Cátia, respira! Lembra de respirar!" perdi novamente a paciência: "Cala a boca! Eu tô fazendo o melhor que eu posso. Você tá me estressando". Mas assim que a contração passou pedi desculpas rapidamente, arrependida. Afinal de contas ele só queria me ajudar, sabendo que a respiração aliviava a dor.

Chegando no hospital nos dirigimos diretamente para o corredor das salas de parto e não para a recepção, onde deveríamos. No corredor das salas de parto, a secretária se encarregou de chamar a parteira para que não precisássemos descer para a recepção. Os minutos de espera pela parteira me pareceram uma eternidade, mas segundo o Ruivo não passaram de dois minutos. Mas alí, em pé na sala de espera, eu já comecei a sentir o peso do Lukas lá embaixo. Parecia que ele simplesmente "cairia" se eu andasse muito. Sentia também muita vontade de ir ao banheiro fazer o "número 2". Lembrei novamente da descrição das fases do livro. A parteira de plantão chega meio contrariada reclamando que não ligamos antes de vir. Entro na sala de exame já querendo tirar a roupa e ela me adverte que ainda não é a hora pois ela só vai me examinar. Deito na maca e ela começa a cutucar minha barriga bem devagar enquanto eu aviso que estou com muita vontade de empurrar. Ela me explica pacientemente que ainda estou sendo examinada e por isso ainda não é hora de empurrar. Ela escuta também o coração do Lukas com o aparelho do ultrassom e diz que tudo parece estar muito bem. Finalmente ela diz que posso tirar a calcinha para ela fazer o exame de toque. Me assustei com a quantidade de sangue no meu absorvente, mas ela explica que é muito normal. Ela me examina rapidamente e com os olhos arregalados diz: "10 centímetros de dilatação. Você está pronta para parir!". Apesar de saber que estava num estágio avançado, ainda me surpreendi com a constatação. Perguntei se podia empurrar e a parteira explica que precisamos, na verdade, ir para a sala de parto. Levantei e saí correndo na direção da outra sala, sem calcinha, sem nada. A parteira logo atrás de mim, rindo, tentando me cobrir e me perguntando se tudo bem eu estar andando no corredor nua. Não cheguei a responder por estar no meio de uma contração, mas pensei: "Estou me lixando se o mundo inteiro está me vendo pelada agora! Só quero saber de parir meu filho!!". 

Na sala de parto a parteira que me examinou me apresenta a uma outra parteira que me auxiliaria no parto e uma enfermeira. Durante a gravidez me preocupei muito em não ser a parteira que fez meu pré-natal que me auxiliaria no dia do meu parto e realmente não foi. Mas felizmente ela foi fantástica. Calma, irreverente e direta. Procurei ficar calma e me concentrar para seguir bem os conselhos dela. O primeiro deles foi para que eu segurasse minhas pernas com meus braços e que as puxasse de encontro ao meu corpo durante as contrações. Imaginei que a fase de expulsão fosse um trabalho constante de empurrar, como se vê tanto em filmes e novelas. Que nada! As contrações duravam menos de um minuto e eu fazia força 3 vezes durante cada uma. A posição em que eu estava parece que me ajudou a dar tudo de mim, toda a força do meu corpo em cada contração. Os intervalos entre uma contração e outra duravam vários minutos, ou pelo menos assim me parecia, longos intervalos em que eu relaxava completamente. A impressão que eu tinha era de que cada músculo do meu corpo apagava e que cairia no sono a qualquer momento. Lembro de dizer para a parteira que eu iria dormir e ela me responder: "Fica tranquila que se você dormir a próxima contração se ocupará de te acordar". Era nos intervalos que eu mais sentia a presença do Ruivo. Sempre com uma palavra doce, me encorajando, me dizendo como eu estava me saindo bem e me dando suco pelo canudinho. Foi também num intervalo que ouvi o Ruivo dizer que o cabelo do Lukas era escuro. A cabeça do Lukas estava coroando. Me inclinei para poder ver também e vi a parteira puxando o cabelo dele e fazendo um penteado punk. "É escuro e longo", ela disse. Foi um grande conforto ver a cabecinha do Lukas. Finalmente aquele momento tão surreal estava acontecendo.

A parteira disse que em 15 minutos ele provavelmente já estaria entre nós. Ela me explicou que dos 3 empurrões que eu dava durante as contrações, o primeiro era sempre o mais potente e me pediu para que eu me concentrasse neles. Procurei então a dar tudo de mim no primeiro. Logo depois ela diz que podia ver que o Lukas estava com a cabeça virada para o lado e que isso iria complicar um pouco para mim. A posição normal é o nariz do bebê estar apontando para as costas da mãe. Continuei empurrando e nisso vi a parteira separar uma seringa e uma tesourinha. Logo depois ela me pergunta o que eu prefiro: 1) esperar e continuar empurrando; 2) que ela ajudasse a virar a cabeça dele com a mão; ou 3) episiotomia, que é um corte no períneo para facilitar a saída do bebê. Respondi que eu preferia que ela ajudasse a virar a cabeça dele. O que eu não sabia é que ela usaria dois dedinhos para rebaixar o períneo e aí virar a cabecinha dele. Lembro que ela pediu para que eu fizesse toda força que eu pudesse no momento em que ela ajudasse, mas a dor dessa manobra foi tão forte que não consegui fazer força nenhuma. Pelo menos a manobra deu resultado logo e depois de algumas contrações mais a cabeça do Lukas saiu. A parteira perguntou ao Ruivo se ele queria cortar o cordão umbilical, pois deveria ser naquele momento, já que o cordão estava enrolado no pescocinho do Lukas. Ruivo respondeu que não e a parteira cortou o cordão bem rapidamente, com o corpinho dele ainda dentro de mim. O corpinho dele saiu logo na contração seguinte, bem mais fácil do que a cabeça.

Às 18:19 Lukas veio direto para o meu peito, ainda sujinho de sangue e gordura do líquido amniótico. A mamãe e papai chorões aqui não se contiveram. Ver aquele serzinho todo enrugadinho, mas perfeitinho bem na nossa frente foi um momento mágico. Nosso filho estava bem alí, estávamos abraçando ele… Duro de acreditar! A mágica do momento foi interrompida pela enfermeira que achou Lukas pálido demais e o levou para ser examinado. Ruivo ainda brincou dizendo que a julgar pelo pai não era de se surpreender que o filho também fosse pálido. Mas elas precisavam checar se tudo estava bem, pois ele já tinha nascido há 5 minutos e ainda não tinha chorado direito. Uma pediatra foi chamada. Ela o fez chorar, o examinou e constatou que ele era perfeitinho. Ruivo foi chamado para ajudar a limpá-lo enquanto a parteira me ajudava a expulsar a placenta. Para nossa surpresa não houve laceração nenhuma e não precisei levar ponto. Logo depois Lukas voltou para mim e mamou pela primeira vez

O parto do Lukas não foi nada perto do que eu esperava, mas foi com o menor número de intervenções possíveis, como eu preferia. Não tive anestesia nenhuma. A única intervenção foi a manobra de rebaixar o períneo, que sinceramente, não sei se concordaria novamente. Com relação a falta de anestesia, fico feliz que não precisei, mas por outro lado, tenho que admitir que foi pura "sorte" já que o trabalho de parto foi tão rápido – duas horas e meia. Porque se tivesse que passar pelo que passei por mais de 10 horas tenho quase certeza de que pediria sim algum tipo de anestesia. Mas não me arrependo nem por um segundo de ter tido um parto natural. Já estou animada para o próximo! ;)

Escrito por Cat em Lukas, gravidez, parto | Junte-se ao papo (30)

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1 + 1 = 3

25 August 2008 | 15:44

Lukas nasceu ontem, dia 24/08/08, às 18:19, pesando 3.540 gramas e medindo 53 centímetros. 

Do momento que comecei a sentir contrações até o momento do Lukas vir ao mundo, passaram-se apenas duas horas e meia. Parto relâmpago! 

Estamos agora no hotel de pacientes do hospital, pois eu quero me assegurar de que o início da amamentação será bem sucedida antes de voltar pra casa. Até agora está tudo indo muito bem. Estamos os 3 muito felizes e curtindo cada segundinho dessa vida nova.

Faço um relato detalhado do parto quando voltarmos pra casa em alguns dias.

P.s. O "ruivinho", na verdade, é um morenaço lindo!!! ;)

Escrito por Cat em Lukas, gravidez | Junte-se ao papo (29)

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Fui Buscar Minha Felicidade Ontem

22 August 2008 | 22:19

E ela chegou de trem…

 

Depois de uma longa viagem Rio-Lisboa-Copenhague, com a ajuda de uma querida amiga no aeroporto de Copenhague (não vou cansar de te agradecer, Fla!), meus pais chegaram de trem em Århus.

Eles são a pecinha que estava faltando para minha felicidade ficar ainda mais completa nesse momento. 

Além da satisfação natural por ter meus pais comigo, minha alegria é ainda maior pois meu pai, que tinha pavor de voar, tomou coragem de vir. Nunca achei que um dia ele conheceria minha casa. Ainda é difícil de acreditar que ele está mesmo aqui, que ainda por cima achou a viagem super tranquila e que pretende vir mais vezes. Milagre histórico! Lukas ainda nem nasceu e já está demostrando seu poder de persuasão. Minha família no Brasil está acompanhando o fenômeno boquiaberta, como eu.

Eles trouxeram uma mala só de presentes dos amigos e familiares do Brasil. Muito obrigada a todos pelo carinho! :D

Não quero pressionar o meu filho, mas confesso que seria mais conveniente se ele viesse mesmo no dia previsto ou depois. Assim eu teria mais tempo pra curtir meus fofos, enquanto minha atenção e energia ainda podem ser divididas pacificamente. Mas não passa de uma preferência minha, no final das contas é o Lukas mesmo quem vai decidir. Poderoso o rapaz, mais uma vez.

O álbum de fotos da visita deles está aqui

Escrito por Cat em família, gravidez | Junte-se ao papo (13)

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38 Semanas

17 August 2008 | 23:08

Completamos na quarta passada 38 semanas. Isso signifca que Lukas não é mais considerado prematuro. Ele já está, como se diz em bom dinamarquês, bagt færdigt, o que quer dizer assado. Uma das primeiras coisas que ouvi do ruivo quando contei que estava grávida era que eu estava com um bolinho no forno, uma expressão popular em dinamarquês, du har en kage i ovnen, que eu acho uma graça. Agora o meu bolinho está assado, pronto pra sair do forno. Mas como mamãe de primeira viagem que sou, o mais provável de acontecer é o Lukas atrasar pra chegar, ou melhor, chegar depois do dia previsto, que no meu caso é 27 de agosto. Então veremos se ele vai querer nos surpreender e chegar logo, ou virá de acordo com as estatísticas, no dia previsto ou depois.

De qualquer maneira, prometo para vocês que o blog será atualizado assim que houver novidades. Provavelmente não por mim, mas por colaboradores extraordinários. ;)

Me perguntam muito se estou ansiosa ou nervosa porque está chegando a hora. Estou ansiosa sim, mas é mais para ver a carinha do meu filho ao vivo e a cores. Com relação ao parto ainda estou surpreendentemente muito tranquila. Estou me sentindo pronta, na medida do possível. A parte prática também parece pronta: mala para levar para o hospital feita e as roupas do Lukas todas lavadas. Passo os dias fazendo pequenas tarefas de casa bem lentamente e com muitas pausas no meio. 

Semana passada tivemos a visita ilustre da Gi, uma amiga brasiliense, que conheci quando ela veio estudar por um semestre aqui em Århus. Numa viagem pro Brasil nós a visitamos em Brasília e agora foi a vez dela de vir nos visitar em Århus. E ainda aproveitou para estreiar o quarto do Lukas! Foi muito bom rever a Gi e falar pelos cotovelos horas a fio. Tão bom conversar com quem fala a nossa língua, e não estou falando só da língua portuguesa… Gi vai deixar saudades.

Escrito por Cat em amigos, gravidez | Junte-se ao papo (10)

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A Cômoda Do Quarto Do Lukas

7 August 2008 | 11:16

Muita gente me perguntou sobre a cômoda do quarto do Lukas. O que fizemos, onde compramos, se desenhamos os bichinhos ou compramos prontos. Ah! Quem me dera ter o talento de desenhar assim!

Mas vamos começar do começo… A cômoda é velhinha, julgando pelo visual que ela tinha, era certamente dos anos 70 e foi doada a nós por um tio do ruivo. Nós, então, a pintamos de branco e trocamos os puxadores, que eram dourados e super sérios, por uns pretos redondos, mais joviais.

Nós queríamos dar um ar alegre ao quarto, com desenhos. Pensamos em decorar a cômoda e não as paredes, pois deixaria o quarto mais flexível, ou seja, poderíamos mudar a posição dos móveis com mais liberdade. Os adesivos que colocamos na cômoda achamos, por acaso, na nossa viagem à Praga. São adesivos próprios para decoração da casa. Dando uma procurada no google por Wallies, Wallstickers, etc., dá para achar muita coisa bonita. 

Estou também sempre de olho em sites de decoração para tirar uma inspiraçãozinha. Principalmente no Apartment Therapy, que tem uma seção de Nursery, que é só de quartinho de bebê. O site é cheio de dicas para arrumação e decoração. O mais legal do site, na minha opinião, é a parte de House Tours e Nursery Tours, que são geralmente leitores do site que mandam fotos da decoração da casa deles, e explicam como fizeram e dão dicas. Muitas das decorações são minimalistas demais pro meu gosto, nosso estilo é mais pro rústico, que eu considero mais aconchegante. O quarto de bebê que eu mais gostei lá do site foi esse aqui. Não é um arraso a parede com os desenhos? E nesse caso sim, foram eles mesmos , os pais do bebê, que pintaram!

Escrito por Cat em casa, gravidez, internet | Junte-se ao papo (10)

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Chá De Bebê Do Lukas

31 July 2008 | 22:31

Dia 20 de julho minhas amigas brasileiras em Århus e minha família dinamarquesa me presentearam com um Chá de bebê surpresa pro Lukas. Foi um festival de carinho, comida gostosa, e presentinhos.  :)

Obrigada, meninas! Foi um domingo iluminado!

As fotos do dia:

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Derrubada

31 July 2008 | 21:02

Passei os últimos quatro dias de cama, me tratando contra uma infecção urinária que me derrubou completamente. Pela primeira vez na gravidez tive um desconforto realmente desconfortável.

Pelo que li, a incidência de infecção urinária durante a gravidez é considerada alta. São 4 os tipos de infecção urinária. A que eu tive parece se chamar Pielonefrite aguda. O primeiro sintôma que senti foi quando as tais contrações falsas, que são, até certo ponto, normais no final da gravidez, se intensificarem tanto ao ponto de ocorrerem várias vezes a cada hora, o dia inteiro. Logo depois, no meio do sábado, comecei a sentir uma dor muito forte nas costas, que mais tarde fiquei sabendo que era, na verdade, nos rins. Logo depois veio a febre, a dor no resto do corpo e as náuseas.

Foram 4 dias sofridos, tomando religiosamente os remédios prescritos, esperando que essa infecção deixe logo o meu corpo e meu filho em paz. Estou me sentindo bem melhor hoje. Amanhã vejo com a médica se preciso continuar o tratamento ou se estou livre. Espero que a sentença seja a última para trazer de volta minha tranquilidade.

Escrito por Cat em gravidez | Junte-se ao papo (4)

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O Quartinho Do Lukas

17 July 2008 | 19:13

Querem acompanhar a arrumação do quartinho do Lukas? Então esse é o post! Sempre que pintar uma nova foto da arrumação ela virá pra cá, então é só voltar aqui nesse post, ok?

;)

(é só clicar na foto para passar para a próxima)

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34 Semanas

17 July 2008 | 17:47

♦ O cansaço voltou. Minha energia já não é mais a mesma tem umas semanas. Voltei a dormir mais do que o costume, assim como no início da gravidez. Por vezes me sinto uma velhinha centenária, que anda em camera lenta e que tem dor nas cadeiras por ter feito esforço quase nenhum.

♦ As costas também sofrem nesse estágio da gravidez. Por causa do peso da barriga, a espinha procura reencontrar o centro de equilíbrio e faz esse movimento aqui. O que acaba forçando a coluna. Pra quem já sofre de escoliose lombar, como eu, a situação não é das melhores. Mas evitando sobrecarregar essa área dá pra evitar maiores problemas e desconfortos.

♦ Os movimentos que sinto do Lukas já não são mais pontapés, mas sim ele por inteiro. Sinto o corpinho dele mudando de lugar, se esticando, virando. É engraçado observar minha barriga se movimentando como se abrigasse um alien como o do filme. Parece que o Lukas está ficando sem espaço lá dentro, pois muitas vezes ele empurra minhas costelas quando se movimenta e nossa… como dói! Procuro me empinar bastante quando ele começa a se movimentar pra não sobrar para as minhas costelas. As vezes parece funcionar, as vezes não. 

♦ As vezes sonho que acordei e minha barriga não estava mais ali. Fico triste e choro. Talvez seja um sinal de que vou sentir falta dessa parte do meu corpo que é minha, mas ao mesmo tempo não é minha. Só quero curtí-la o máximo que eu puder.

♦ Meu umbigo, que antes era um buraco profundo, agora é um botãozinho. Primeira vez que sou apresentada à parte de dentro do meu umbigo e ainda não ficamos íntimas. Ainda me pego explorando concentradamente esse botão negro que brotou na minha barriga. Narcisista? Eu? :P

Escrito por Cat em eu-moi-mig, gravidez | Junte-se ao papo (5)

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