28 May 2007 | 18:08
Fui ver o filme La Môme, sobre a vida da cantora francesa Édith Piaf. Chorei cântaros!
Mas vale ressaltar que não foi mérito do filme em si. Para ser bem justa, preciso dizer que ele deixou muito a desejar em vários pontos. Roteiro muito confuso. Para quem não conhece um pouco mais a fundo a vida dela com certeza sai do cinema sem entender vários detalhes. Mas vale a pena. Só para pelo menos ter uma noçaozinha de quem foi Piaf e entender o por que a música Non, je ne regrette rien a representa tão bem.
O que me emocionou de verdade foi escutar as músicas, sentir Paris novamente e a interpretação da atriz. Eu lembro que descobrir Piaf, nos tempos de faculdade, foi um impacto para mim. A força da sua voz, o mixto de romantismo, melancolia e de um humor sarcástico em suas letras e o charme de uma Paris antiga, tudo isso me seduzia muito. Lembro de usar, apaixonadamente, as músicas dela para dar aula, mesmo quando um ou outro aluno adolescente torcia o nariz. Lembro de ter visitado os lugares onde ela morou e cantou na minha temporada em Paris. Pigalle, Ménilmontant, Bellevile. Seu túmulo no Père Lachaise. Um turbilhão de lembranças invandindo o meu peito durante o filme. Não deu pra segurar… Veja o trailer do filme.
Já coloquei essa letra aqui uma vez. Na véspera do dia em que de fato estava vindo viver ao lado do cara que hoje é meu marido. A epítome do romantismo no meu mundo.
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La vie en rose.
Édith Piaf
Des yeux qui font baisser les miens Olhos que intimidam os meus
Un rire qui se perd sur sa bouche Um riso que se perde na sua boca
Voilà le portrait sans retouche Eis o retrato sem retoque
De l’homme auquel j’appartiens Do homem a quem eu pertenço
Quand il me prend dans ses bras Quando ele me toma nos seus braços
Il me parle tout bas Ele me fala baixinho
Je vois la vie en rose Eu vejo a vida em cor de rosa
Il me dit des mots d’amour Ele me diz palavras de amor
Des mots de tous les jours Palavras de todos os dias
Et ça me fait quelque chose E isso mexe comigo
Il est entré dans mon coeur Ele entrou no meu coração
Une parte de bonheur Uma parte de felicidade
Dont je connais la cause Da qual eu conheço o motivo
C’est lui pour moi, moi pour lui dans la vie Ele por mim, eu por ele na vida
Il me l’a dit, l’a juré, pour la vie Ele me disse, me jurou, pra toda vida
Et dès que je l’aperçois E assim que eu o vejo
Alors je sens en moi mon coeur qui bat. Eu sinto dentro de mim O coração bater
Des nuits d’amour à n’en plus finir Noites de amor infindáveis
Un grand bonheur qui prend sa place Uma grande felicidade toma lugar
Les ennuis, les chagrins s’effacent Os aborrecimentos as tristezas de amor se apagam
Heureux, heureux à en mourir. Felizes, felizes, até morrer
Escrito por Cat em França, quotidiano, vendo |
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19 October 2006 | 18:18
Recebi um email hoje da familia francesa com quem trabalhei como au pair em Paris. Fiquei tão feliz!
É bem legal que mantemos contato desde que eu deixei a França. Não é sempre. Mas de vez em quando nos escrevemos, contamos resumindamente nossas novidades e a mãe me presenteia com fotos das crianças. Eu sou tão boba que fico aqui babando com as fotos, morrendo de saudade dos pentelhinhos. Fico também assustada de ver como eles estão ficando enoooormes. Rapazinhos mesmo.
Mas é meio triste de pensar que eles mal devem se lembrar de mim. O mais velho tinha 4 e o mais novo 2. A mãe diz que sempre lê meus emails para eles e mostra as fotos, quando mando alguma. Mas não sei o quanto eles conseguem entender que sou eu e acompanhar a coisa toda. Eu acho que não conseguem. Mas eu acho legal assim mesmo.
A família tem até um bebê novo, que é a cara do mais novo, ou melhor, o do meio, agora. Espero não perder esse contato nunca.
Escrito por Cat em França, au pair |
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27 October 2004 | 18:35
Essa semana eu recebi uma carta da família pra quem eu trabalhei como au pair na França, com uma carta de referência pra me ajudar em eventuais futuros trabalhos e umas fotos dos meus pimpolhos franceses. Que saudade dessas duas figuras!
Apesar de toda a dificuldade que eu tive (e não foi pouca!) eu me apeguei demais a eles. O mais velho (4 anos na época) era um diabinho, foi muito complicado aprender a me relacionar com ele. Mas depois de um tempo (infelizmente muito tempo), eu comecei a entendê-lo e enxergar nele mais do que um garotinho mimado, pirracento e arrogante. Pude perceber que ele tinha muitos problemas de timidez, auto-crítica e estresse; e que ele sofria muito com isso. Pra uma leiga em crianças como eu, era bem complicado entender que uma criança de apenas 4 anos sofresse com esses problemas "de adulto". Depois de muita cabeçada nós nos entendemos e nos conquistamos. Ele é um artista! Ótimo desenhista, me ensinou tudo o que eu sei sobre desenhar animais!
Já a minha relação com o mais novo (2 anos na época) sempre foi um mar de rosas! Ele me conquistou desde a primeira semana. Sempre bem-humorado, brincalhão, obediente, etc. Não foi nada difícil aprender a lidar com ele! Quando eu cheguei lá, ele só balbuciava "mama", "papa", "dada" e semelhantes. Eu tive o privilégio de acompanhar a evolução dele até ele se tornar o anjinho tagarela que eu deixei ao ir embora. "Catiá" foi uma das primeiras palavras que ele falou e eu, claro, não coube em mim de tanta felicidade! Desde o princípio eu me acostumei a chamá-lo de bebê e não pelo seu nome. Quando finalmente aprendeu a falar, ele deixou bem claro pra mim que o nome dele não era bebê e que ele não gostava desse apelido. Mas já era tarde, eu não conseguia chamá-lo pelo nome e ele acabou acostumando e pedia mais!
Assim que eu botava o pé dentro de casa ele gritava lá do quarto: "Catiá, tu peux dire bébé?" (Cátia, você pode me chamar de bebê?). Detalhes bobos que iluminavam o meu dia!
Depois dessa minha experiência eu adiquiri um olhar com relação as crianças completamente diferente do que eu tinha antes. Antes era tudo muito bonitinho e engraçadinho, mas com cada um no seu canto. Depois de um certo tempo a criança já se tornava muito chatinha pro meu gosto. Agora eu sinto muita falta daquela convivência, daquele apego, do carinho inocente, das pequenas descobertas, de acompanhar o mundo de um ser humano se desenvolvendo. É muito gostoso!
Hoje quando eu vejo uma grávida na rua, uma mãe encantada falando do seu bebê, uma cena de nascimento na televisão eu fico toda derretida, emocionada. Hoje eu me identifico com isso tudo. Hoje eu sei que eu quero ter a minha hora também. Engraçado que há uns anos atrás a idéia de ser mãe nem passava pela minha cabeça. Mas acho que isso não se deve só à minha experiência com crianças não. Acho que estar apaixonada por um cara incrível e sentir que esse amor é recíproco faz com que eu sonhe com meus pimpolhos com ele (e o mais gostoso é que ele sonha junto comigo). Mas é só sonho gente, calma!
Escrito por Cat em França, memórias, ruivo & eu |
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24 June 2004 | 21:15
Segunda passada foi a festa da musica aqui em Paris. Em todo canto da cidade estava tendo shows ao vivo de tudo quanto é ritmo e de graça! Impressionante! Pena que estava frio e chovendo. Eu sai do trabalho e fui pra casa da Catarina e Arnaud pra com eles ir encontrar Romain.
Começamos a nossa noite em frente a Notre Dame com um show de batucada. Adorei! Essa praça em frente a igreja me fascina! Com tanta gente dançando ao redor entao, foi marcante! Depois fomos encontrar os amigos do Romain no Marais, o famoso bairro gay de Paris. Dançamos “Wake me up bafore you go go” em frente a um bar numa ruelinha bem interessante. E contiuamos explorando o caminho… E terminamos a noite (00h30 tudo termina) numa festança gay no meio da rua, com varios cuecoes de couro pra onde você olhasse! Muito engraçado!
Para saber mais sobre a festa clique aqui!
Escrito por Cat em França, celebrando |
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26 April 2004 | 21:53
Semana retrasada me despedi do meu ruivo numa estacão de metrô e fui trabalhar de mochilão nas costas para partir mais uma vez com a familia para a Normandia. 9 dias isolada no meio do verde, rodeada de vacas, carneiros e cavalos; mas ocupada constantemente com dois mostrinhos ultra mimados. Nesse cenario, a minha semana tinha tudo pra ser entediante e estressante ao mesmo tempo, mas miraculosamente eu consegui relaxar e curtir da melhor maneira possivel. E obvio que o sol teve uma grande participação no meu humor: o tempo estava deslumbrante! Finalmente depois de meses eu pude ficar apenas de camiseta ao ar livre. Parece um detalhe idiota quando a gente vive a vida inteira no sol escaldante do Rio, mas foi uma sensacao unica! A minha decepção ao descobrir que tinha esquecido minha camera tambem foi grande. Eu queria ter tirado fotos da primavera de Bonneville La Louvet. Uma pena! Porque apesar da semana agradavelzinha que passei eu espero não ter que voltar mais la. Eu me sinto uma verdadeira prisioneira sem poder ir embora no fim do dia pro meu cantinho e comer a minha comidinha. Além, claro, de ser atacada todo o santo dia por dois diabinhos cheios de energia… Mas… Eu voltei até bronzeadinha pra Paris!
Escrito por Cat em França, viagens |
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14 March 2004 | 19:46
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My little ice skating
ballerina |
MUUUACK back! |
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| The girls |
Us at Sacré Caeur |
Escrito por Cat em França, ruivo & eu |
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30 December 2003 | 14:09
Não contei aqui o resultado da corrente positiva de vocês, né? Muito obrigada!!! Adorei a forca de todos nos comentários! A família topou e eu vou morar com as minhas amigas! Vou morar nesse apartamento que vocês podem ver nas fotos do post anterior. Tem um quarto só, mas é bem grandinho e já tem tudo! É completamente mobiliado. E vai ser muito bom ter companhia o tempo todo!
Atendendo a pedidos calorosos do meu pai, aqui estão algumas fotos do nosso Natal:
Escrito por Cat em França |
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