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Mes Petits Garçons…

19 October 2006 | 18:18

Recebi um email hoje da familia francesa com quem trabalhei como au pair em Paris. Fiquei tão feliz!

É bem legal que mantemos contato desde que eu deixei a França. Não é sempre. Mas de vez em quando nos escrevemos, contamos resumindamente nossas novidades e a mãe me presenteia com fotos das crianças. Eu sou tão boba que fico aqui babando com as fotos, morrendo de saudade dos pentelhinhos. Fico também assustada de ver como eles estão ficando enoooormes. Rapazinhos mesmo.

Mas é meio triste de pensar que eles mal devem se lembrar de mim. O mais velho tinha 4 e o mais novo 2. A mãe diz que sempre lê meus emails para eles e mostra as fotos, quando mando alguma. Mas não sei o quanto eles conseguem entender que sou eu e acompanhar a coisa toda. Eu acho que não conseguem. Mas eu acho legal assim mesmo.

A família tem até um bebê novo, que é a cara do mais novo, ou melhor, o do meio, agora. Espero não perder esse contato nunca.

Escrito por Cat em França, au pair | Junte-se ao papo (8)

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Au Pair Ii – Alerta

24 May 2005 | 22:07
Escrevi o post abaixo porque muitas das meninas que me escrevem com dúvidas sobre o programa de au pair querem saber também como foi minha experiência. Essa página, então, é uma maneira prática de contar a história. Mas esse é um assunto complexo, que realmente não dá pra ser abordado em um só post, nem em dois.Acabou que por causa desse post, recebi vários emails de meninas empolgadas em ser au pair. o que já me incomodou um pouco, pois a minha intenção não foi incentivar todo mundo a ser au pair. Eu estava falando sobre a minha experiência, como aconteceu comigo, o que não significa, obiamente, que será da mesma forma com outras pessoas. Dou muita força, sim, mas pra quem está ciente do que está por vir! Pra piorar, muitas dessas meninas que me escreveram mostraram ter uma idéia levemente (outras completamente) equivocada sobre o que é ser au pair. Achei por bem fazer um alerta para as desavisadas: vida de au pair não é fácil, viver num país estrangeiro não é moleza, não!

É preciso ter consciência de diversas coisas antes de tomar a decisão de ser au pair:

1º) Por mais que o termo “au pair” signifique em condições iguais e de na teoria a au pair desempenhar o papel de uma irmã mais velha, a família e a au pair tem, no final das contas, um vínculo empregatício, um contrato a ser respeitado e cobrado.

2º) Na grande maioria dos casos, a au pair deve morar na mesma casa da família hospedeira, e mesmo que não more, convive diariamente com eles. É muito importante lembrar que essa família é formada por pessoas com cultura (costumes e atitudes) diferentes da nossa, ou com a qual estamos acostumados. Portanto, a au pair precisa estar disposta a se adaptar e respeitar os costumes da casa, mesmo que lhe pareçam “errados”.

3º) Tomar conta de criança requer muita responsabilidade, além de paciência. Outro adjetivo que me vem a mente quando penso na atividade de au pair é independente. Essa família não está contratando uma au pair para ser babá da mesma. Por mais atenção, apoio e ajuda que a família hospedeira deva oferecer a essa estrangeira que estão acolhendo dentro de casa, ela está lá para cuidar das crianças da casa, enquanto os pais não estão! Isso quer dizer que além de paciente, responsável e independente, é preciso ter uma boa dose de inciativa.

4º) Se a au pair ainda não fala a língua do país que escolheu, é ainda mais delicado. É preciso muita força de vontade e dedicação para aprender, ainda mais se cuida de crianças que só falam a língua do próprio país. Claro que o aprendizado nesse caso, é muito mais rápido, mas muito penoso também.

5º) Falam muito que au pair é explorada. Isso acontece muito, é verdade! Em muitos casos por desinformação, pois muitas meninas não sabem exatamente o papel da au pair e se submetem ao que lhe foi proposto sem questionar. Em outros casos porque têm medo de sair da casa onde estão e ficar sem amparo e sem dinheiro num país estranho. Mas au pair é uma atividade legal em muitos países e isso significa que ela pode pedir ajuda das autoridades em caso de troca de família, etc. E para evitar esse tipo de problema, deixei algumas dicas, que considero valiosas aqui.

Além da vida de au pair, é preciso encarar a vida de estrangeiro num país desconhecido. Depois da primeira fase de deslumbramento por estar morando num país de “primeiro mundo”, muitas pessoas entram em depressão por não se adaptarem aos novos costumes, por não entenderem as atitudes e o modo de ser tão diferentes do povo onde vivem, por não gostarem do ambiente onde vivem e muitas vezes por simples medo do desconhecido. Acabam desenvolvendo um nacionalismo, muitas vezes exarcebado, com o Brasil. A Denise, escreveu um post hiper pertinente um tempo atrás com dicas para evitar isso.

Claro que isso tudo depende da pessoa, uns se adaptam fácil, curtem bastante, mas outros não.

Se você leu isso tudo e continua achando a idéia de ser au pair o máximo, vai fundo! Mas se você hesitou, eu te aconselharia a refletir muito sobre o assunto antes de tomar qualquer decisão. Acho imprescendível estar consciente do que pode acontecer, preparado pra encarar as dificuldades e arcar com as consequências dessa empreitada!

Escrito por Cat em au pair | Junte-se ao papo (1)

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Au Pair

22 May 2005 | 10:14
Tentando responder as mensagens que recebo de meninas interessadas em ser au pair, criei uma página, explicando mais ou menos o que é o programa de au pair, o que fazer, dando dicas e links interessantes. Está no link AU PAIR aí do lado. Fiz uma outra contando um pouco sobre minha primeira experiência, mas essa eu vou colocar aqui também, ja que é bem pessoal:

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* Porque au pair? *

Sempre pensei em morar fora do Brasil por um tempo, por curiosidade, para conhecer novas culturas, para um crescimento pessoal e profissional, etc. Mas esses planos não pareciam muito reais, nem praticáveis para mim pois minhas prioridades eram outras: faculdade, decidir minha carreira e conquistar minha independência. No entanto, minhas prioridades mudaram de rumo quando conheci alguém especial, mas bem longe de mim. Na época eu tinha 23 anos, tinha me formado e ainda trabalhava num estágio da minha faculdade. Eu já tinha vindo à Dinamarca conhecer meu viking e ele ido ao Brasil conhecer minha família e minha terra, mas sabíamos que não poderíamos arcar com constantes viagens Brasil-Dinamarca e estávamos encurralados nessa sinuca sem saber o que fazer.

Foi diante dessas circunstâncias que decidi: vou pra França como au pair! Se eu não for agora, provavelmente não vou nunca mais! As vantagens eram muitas: fico mais perto desse viking, nossas viagens ficam mais viáveis, vivo essa experiência de viver fora que sempre sonhei e praticando a língua que tinha estudado por tantos anos. Nesse período de um ano como au pair na França, o viking e eu teríamos mais oportunidades de nos conhecermos melhor e amadurecer esse relacionamento que parecia tão irrealizável. Se não fosse pra ser, tudo bem! Eu teria adquirido uma experiência de vida valiosa e estaria com a consciência limpa por não ter deixado uma possível história de amor feliz escapar por puro conformismo.

O que aconteceu a seguir foi exatamente o que planejamos e pretendíamos: amadurecemos nosso relacionamento, decidimos que queríamos mesmo estar juntos e vivemos momentos inesquecíveis visitando um ao outro nesse período.

* Como eu fiz pra ser au pair? *

Uma amiga da faculdade tinha ido para Paris como au pair fazia algum tempo. Mandei então um email para ela perguntando o que ela achava da idéia, se ela tinha gostado da experiência, etc. Ela respondeu me dando muita força, então eu me animei. Me cadastrei em vários sites (gratuitos) de au pair e comecei a minha busca por famílias hospedeiras. Para minha surpresa essa minha amiga me escreveu novamente uns dias depois, comentando que sua ex-família hospedeira comentou com ela que estava procurando outra au pair e ela tinha me indicado.

Troquei emails e telefonemas com a família, acertei tudo no consulado e pouco tempo depois estava embarcando no coração de Paris. Nos primeiros 4 meses eu tinha meu quartinho, com cozinha, televisão, etc, no último andar do mesmo prédio onde ficava o apartamento da família. Nos meses restantes a família se mudou e eu passei a dividir um grande apartamento com amigas que estavam morando em Paris na época. A família tinha dois meninos de 4 e 2 anos. Nunca liguei muito para crianças, mas depois dessa experiência me apaixonei completamente!

*Minhas impressões sobre minha experiência*


Minha experiência não foi perfeita. Não foi um mar de rosas. Primeiro porque eu não tinha experiência com crianças, e lidar com elas diariamente requer muita paciência e jogo de cintura. Segundo porque a mãe das crianças tinha um temperamento muito difícil e muito diferente do meu. O que requer até muito mais paciência e jogo de cintura.

Muitos dos meus erros foi por ser marinheira de primeira viagem e engolir seco muitas das coisas que me incomodavam e não conversar abertamente com a família. Apesar disso, não me arrependo um segundo! Amadureci muito com essa experiência, aprendi muito sobre relacionamentos humanos, sobre tolerância e respeito. Aprendi a valorizar as pessoas pelo que elas têm de bom. Aprendi a valorizar o meu país pelo o que ele tem de bom. E o que acho mais importante: aprendi a tentar entender o comportamento das pessoas sempre pensando no ambiente em que ela vive, nas suas experiências de vida, e seus hábitos.

O que eu quero dizer com tudo isso? Quero dizer que eu acredito que viver numa cultura diferente da nossa nos ajuda a abrir os olhos pra muita coisa que temos como certas e óbvias na nossa vida, que existem realidades muito diferentes da nossa, e que o que separa o certo do errado é muito relativo. Ou seja, ser au pair me proporcionou, um amadurecimento pessoal, uma experiência de vida super rica. Por isso, dou muita força para quem está interessado no programa!

Escrito por Cat em au pair | Junte-se ao papo (0)

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Yes!

3 February 2005 | 13:52
Boas notícias: encontrei uma família! Respondi um anúncio na Eaupair e finalmente obtive uma resposta positiva! A família é a mãe (separada do pai) e Marcus, 4 anos. Eles moram numa fazenda linda com 6 cavalos e uma casa deslumbrante em Skanderborg (15km de Århus)! A mãe trabalha metade da semana de casa e metade viajando, então meu trabalho basicamente vai ser fazer compania ao Marcus enquanto ela está trabalhando de casa e quando ela estiver viajando (e Marcus com o pai) eu fico encarregada dos cavalos. Em média vou trabalhar apenas 20 horas por semana, o que me dá tempo de sobra pra estudar e o que mais me der na telha.Estou começando aos poucos para o Marcus poder se acostumar comigo e eu com os cavalos. Marcus, pelo que pude reparar até agora é muito agitado, independente e alegre. E parece que gostou de mim! :) O único probleminha é que ele já fala e eu não! Mas acho que pelo menos agora o meu dinamarquês vai realmente aparecer. Na marra, mas vai sair! Off topic: Perguntaram no post anterior como vai o meu dinamarquês. A resposta é: o escrito vai bem, obrigada! :D Mas o oral… ehrm… nada bom! Só entendo algumas palavras soltas quando ouço e ainda não consigo formar frases! :( Tô adorando também a idéia de lidar com os cavalos. Eu adoro animais e poder ter essa experiência vai ser muito legal! O meu trabalho com eles vai ser soltá-los pela manhã, dar comida e colocá-los no estábulo novamente a tardinha. Tenho até permissão de montar se quiser! :D Bem, as notícias são ótimas, mas eu só vou ficar mesmo tranquila quando tiver meu contrato, visto e inscrição na escola nas mãos! Então:

Escrito por Cat em au pair, trabalho | -

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(quase) Emprego

30 December 2004 | 10:51
Como alguns já sabem eu estou aqui a procura de uma família para poder trabalhar como au pair e tirar assim o visto de permanência. Desde que eu cheguei eu tenho colocado anúncios em classificados onlines, espalhado cartazes pela cidade, feito tudo que eu posso pra encontrar uma família. Poder trabalhar como au pair vai ser a salvação pra mim aqui. Primeiro de tudo porque eu vou poder me ocupar, o que é muito importante, já que como todo mundo sabe, mente parada só sabe criar minhocas! Depois porque o dim-dim vai ser super bem-vindo agora que precisamos nos mudar pra um apartamento mais adequado. Também porque com o visto de au pair eu posso estudar dinamarquês gratuitamente, o que vai me ajudar a sair dessa agonia de viver num mundo só meu e possibilitar uma comunicação maior com o mundo que me rodeia, além de muitos outros fatores positivos.Nas últimas semanas apareceu uma família interessada. A família parecia um sonho: aqui pertinho, salário ótimo, só cuidaria de um bebê e estaria livre às 15h. Procurei não ficar empolgada demais, mas foi difícil sentindo a expectativa do Jonas, amigos e familiares. Trocamos vários emails, eu expliquei detalhadamente minha situação e marcamos uma entrevista para o dia 29 (ontem). Dia 28 recebi um email curto e grosso da família informando que a vaga não estava mais disponível. Fiquei arrasada, com raiva, chorei, mas passou. Eu preciso é enxugar as lágrimas e correr atrás de outra oportunidade. Tem um reloginho sussurrando tic-tac no meu ouvido me alertando que só resta dois meses para eu encontrar uma família e poder tirar o meu visto. Eis o meu principal desejo para 2005!

Escrito por Cat em Dinamarca, au pair | Junte-se ao papo (0)

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Visto De Turista X Visto De Au Pair

15 November 2004 | 20:09
A Mi fez uma pergunta super oportuna nos comentários no penúltimo post, vou respoder aproveitando pra esclarecer essa questão: não acho que seja moleza trocar o visto de turista pelo de au pair, não! Troquei emails com o Consulado da Dinamarca no Rio e eles me informaram que não é aconselhável tentar tirar o visto já estando lá como turista, mas que existem casos de pessoas que já conseguiram e que não é impossível. A nossa esperança é fazer parte desses casos e por isso vamos tentar.Quero deixar bem claro esse assunto aqui porque sei que o blog é visitado por meninas que pensam em ser au pair e não quero que ninguém se iluda com informação pela metade. Uma coisa muito importante pra ser levada em consideração: cada país tem suas próprias leis pra lidarem com o sistema de au pair e vistos. Então o melhor é se informar com o consulado do país desejado. Por exemplo, o Consulado da Dinamarca me informou que eu posso procurar o Ministério da Imigração lá quando eu já tiver encontrado uma família, com o contrato de trabalho nas mãos e explicar minha situação (antes de completar os 3 meses máximos de estadia permitido para turista), que eles irão estudar o meu caso e talvez darão o meu visto. Se se não conseguir (toc toc toc na madeira!!!!) eu volto pro Brasil. Já na França não tem essa de estudar o caso particularmente, a “conversa” lá é a papelada. Pelo comentário da Mi parece que na Alemanha também é assim.

Outro ponto importante: estou indo nessas condições porque eu tenho o Jonas, tenho lugar pra ficar e tenho gente que me apóie e me ajude nessa procura. Se você quiser ir pra Dinamarca como au pair procure uma família hopedeira enquanto você estiver no Brasil e vá com o visto em mãos. Na seção de links aí à esquerda do blog eu agrupei em AU PAIR alguns sites interessantes de agências onlines e gratuitas onde você pode procurar famílias ou obter mais informações de como ser au pair. Boa sorte! :)

Escrito por Cat em au pair | Junte-se ao papo (0)

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