6 February 2012 | 11:54
Muita coisa acontecendo. Muita coisa aconteceu. Muito tempo sem escrever. Muita coisa que deixei de contar por aqui. Vontade zero para a vida virtual. Inferninho astral.
Mas agora a vontade voltou e já faz um tempinho que ando ensaiando uma ressurreição do blog. Desconfio que ela será lenta, aos pouquinhos. Um provável fotoblog temporário para me dar tempo para me reacostumar a escrever. Que tal?
O verão chegou e foi embora. O inverno chegou e está tudo bem branquinho lá fora. Um dos fevereiros mais frios desde muito tempo, ouvi na rádio.

nevando às 14:55, 7 graus negativos
Em julho de 2010 compramos uma casa. Nos mudamos e Manuela nasceu aqui. Quero muito reservar um post só para falar da casa. Ela merece.

entrada da garagem
Lukas passou da creche para a escolinha. Grande transição na vidinha dele.

Lukas no Natal de 2011. 3 anos e meio.
Manuela começou na creche. Grande transição na vidinha dela também.

Manuela no parquinho de um shopping em janeiro de 2012. 1 ano e 1 mês.
Jonas lançou uma empresa própria (Lesspainful). Muita sorte para ele. Para nós.

A última grande novidade é que estamos nos preparando para uma temporada de 4 meses e meio no Brasil. Estou aqui entre listas e mais listas do que lembrar, do que levar, do que fazer. Muita coisa. Muita ansiedade. Muito feliz!

Crianças devidamente equipadas para a viagem. Passaportes.

malas (ainda vazias)
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24 March 2011 | 16:34
Minha gatinha faz hoje 3 meses de vida. Minha gatinha, mas o camundongozinho do papai, como ele diz “min lille mus”. ♥
Fotos recentes da nossa bochechuda.
Com olhinhos esbugalhados, mas de vestido e casaquinho que pertenceu ao pai (o casaquinho, não o vestido):

Cabelinhos ruivos aparecendo:

Família de preguiça no sofá num sábado à tarde, assistindo, muito provavelmente, um episódio do George, o curioso.

Com a mamãe, curtindo um passeio num café.

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23 March 2011 | 22:04

*mesma idade – 3 meses.
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21 March 2011 | 15:26
Como disse no outro post, Manuela é tão fácil quanto Lukas foi. Ou melhor, quaaaase.
Lukas foi um bebezinho muito fácil. Com relação a amamentação, por exemplo, assim que a amamentação se estabeleceu bem, ele mamava bastante em cada mamada, à ponto de eu conseguir sentir que o peito esvaziava. Bem cedo ele começou a dormir por várias horas seguidas durante a noite, sem precisar mamar. Ele também era facilmente confortado no peito, qualquer chorinho, qualquer reclamação, era rapidamente resolvida quando eu o oferecia o peito.
Já Manuela é outra história. Desde que nasceu que ela mama pouco, mas em compensação, toda hora. Em média ela mama a cada duas horas. Tanto de dia quanto de noite. Por mamar bem pouquinho a cada mamada, ela dorme consequentemente poucas horas seguidas. Ela não aceita ser confortada no peito. Uma vez chateada, ela precisa primeiro ser confortada de alguma outra forma, para só depois aceitar mamar. Isso se ela estiver com fome, pois ela é uma mocinha bem decidida, que só mama quando tá afim. Sempre tento amamentá-la mais vezes e por mais tempo enquanto ela está acordada, mas ela recusa solenemente o peito. Então só me resta ter paciência e esperar. E acordar para amamentar, assim, 4-5 vezes por noite.
O curioso é que mesmo acordando tantas vezes durante a noite, eu ainda durmo bem melhor do que dormi durante a gravidez inteira com a danada da insônia. A insônia desapareceu num passe de mágica depois que pari. Pelo menos isso!
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4 February 2011 | 22:57

Manuela fez 6 semanas hoje. Na consulta com a médica constatamos que ela está medindo 60 cm e pesando 5kg e 200g. 6cm e 1kg à mais desde que nasceu. Uma meninona.
As 3 primeiras semanas de vida dela foram um pouco conturbadas. Na primeira semana a amamentação estava complicada. O bico do meu seio esquerdo rachou logo nos primeiros dias e Manuela recusou o bico de silicone. Foi uma angústia só, fiquei morrendo de medo da amamentação não dar certo dessa vez. Comecei a tirar o leite do peito esquerdo com a bombinha e amamentar ela só com o peito direito. Fiz isso por dois dias e nesse tempo fiquei tratando intensivamente do bico do peito rachado. Muito creme lansinoh. Quando o bico melhorou, insisti novamente com o bico de silicone no início da mamada só para ajudar a formar um bico no meu bico do peito, que é arredondado e depois tirava. Depois de um dia já não precisava do bico de silicone. Vitória!
Na segunda semana ela começou a vomitar muito, de 3-4 jatos. Mamava muito pouco por vez, mas toda hora. Fomos ao médico, que nos mandou pro hospital para nos certificar de que estava tudo normal. Fizeram uma bateria de exames e como estavam todos normais, os médicos concluíram que ela precisava aprender a mamar, que muito provavelmente ela estava vomitando porque mamava além da conta. Poucos dias depois dessa visita ao hospital ela parou de vomitar. Alívio.
Ela é um bebê muito calminho, assim como Lukas foi. Só chora com fome ou sono. Reclama um pouquinho quando fica entediada. Fora isso ela está normalmente com uma carinha de satisfeita como essa alí da foto de cima.
Lukas até agora está sendo um irmão mais velho exemplar. Sempre que a vê, a enche de abraços e beijinhos, conversa com ela, traz brinquedinhos. De vez em quando pede para pegá-la no colo também. Mas fica angustiado quando ela chora. Numa ocasião, ela começou a chorar muito no colo dele e ele, assustado, começou a chorar muito também, achando que fosse o culpado pelo choro dela. Foi de cortar o coração. O abracei e expliquei que ela só estava com fome e ele acabou aceitando a explicação com um sorriso tímido.

Com o Ruivo e comigo o comportamento é outro. Ele está exigindo muito mais atenção do que antes, principalmente a minha e principalmente se eu estiver com a Manuela no colo. Estamos dando toda a atenção, chamego e denguinho que podemos, mas mesmo assim a fase do “não” dos dois anos se acentuou bastante. O curioso é que o humor dele muda muito. Uma semana ele está ótimo, cheio de amor pra dar, fácil de lidar e alegre. Na outra já está o oposto, dizendo não para tudo, fazendo cenas por pouca coisa, chateado. Haja paciência e muito, mas muito jogo de cintura.
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16 January 2011 | 01:02
A data prevista pro parto da Manuela era dia 24/12. Mas eu estava certa de que ela viria antes. Quando completei 39 semanas de gestação eu passei a sentir muitas contrações de braxton hicks, as tais contrações falsas, sentia também leves cólicas menstruais e dores na região lombar. Estava convencida de que Manuela estava se preparando para vir e que ela viria a qualquer momento. Daí fiquei doente. Um gripe feia me derrubou. O que aconteceu então? As contrações de braxton hicks e as cólicas menstruais sumiram. Eu só sentia dor no corpo, na cabeça e tossia sem parar. Na última consulta com a parteira ela me explicou que o corpo normalmente espera a gente se reestabelecer de uma doença para entrar em trabalho de parto. Ou seja, muito provavelmente a Manuela só chegaria depois que eu melhorasse da gripe. Passei vários dias de cama. No primeiro dia que me senti bem novamente o que aconteceu? As contrações começaram! Dessa vez as verdadeiras.

As contrações começaram por volta das 11:30 do dia 24/12. Elas vinham com 10 minutos de intervalo. Quando comecei a ter contrações no parto do Lukas, elas já viram com apenas 2 minutos de intervalo, então 10 minutos dessa vez me parecia muito tempo e imaginei que seria um looongo parto. Ficamos um pouco na dúvida se era pra ligar pro hospital ou se era pra esperar as contrações ficarem com intervalos mais curtos. Resolvemos ligar logo e deixá-los tomar a decisão se viriam na mesma hora ou não. A parteira se prontificou a vir imediatamente, levando em consideração o parto relâmpago do Lukas.
Não demorou muito a parteira chegou de taxi com sua maletona. Conversamos um pouco e ela me examinou pra ter uma idéia do avanço do trabalho de parto. Para a minha surpresa, apesar do “grande” intervalo entre as contrações, eu estava com 5cm de dilatação. A parteira nos aconselhou então a a encher a banheira. Fiz um lanchinho rápido enquanto o Ruivo enchia a banheira. Minha mãe, que chegou na Dinamarca uma semana antes junto com meu pai, estava ao meu lado, empolgada com a chegada da netinha e com a oportunidade de poder acompanhar tudo tão de pertinho.
Com a banheira cheia, entrei na água quentinha.
Além de relaxante, a água quentinha ajudava a aliviar as dores. Nisso o irmão do Ruivo chegou para ajudar a tomar conta do Lukas, já que ele não está muito acostumado com a presença dos meus pais. O irmão do Ruivo é o grande herói do Lukas, então para ele seria fácil manter Lukas distraído na sala enquanto nos preparávamos para a chegada da Manuela no quarto. Logo depois da chegada do cunhado, as contrações da fase de dilatação começaram, que eu sinto como dores mais intensas, na região lombar. A partir daí as contrações passaram a vir com intervalos bem mais curtos, mas eu continuava calma, conversando com a parteira e minha mãe e servindo de intérprete entre elas. O ruivo ainda estava às voltas com pequenos detalhes práticos e de vez em quando saía do meu lado para fazer alguma coisa na sala ou na cozinha. Uma hora Ruivo me diz que vai avisar ao irmão onde o presente de Natal do Lukas estava guardado, no caso do Lukas ficar enjoado, mas eu aperto bem a mão dele e digo que do meu lado ele não sairia mais. Eu já conseguia sentir que as contrações de expulsão estavam chegando. O ruivo, ajoealhado ao meu lado, do lado de fora da banheira, segurava minha mão e me abraçava durante cada contração. A parteira, também ajoealhada, estava de frente para mim. Minha mãe estava em pé, atrás da parteira. A parteira era tão tranquila que parecia que ela nem estava presente. Eu só percebia sua presença nas horas em que realmente precisava dela. Em um momento, um pouco confusa entre as dores, eu cheguei a perguntar pra parteira se era pra eu empurrar, ela respondeu que meu corpo saberia direitinho quando fosse a hora. Nem sei se cheguei a sorrir de verdade, mas lembro nitidamente que eu ri de mim mesma, pelo menos por dentro. Adorei a resposta dela, tão óbvia, tão natural, que me fez lembrar da razão pela qual eu escolhi um parto em casa. Essa resposta me ajudou a relaxar novamente e a me concentrar nos sinais que meu corpo me dava. Realmente não tive dúvidas quando tive que empurrar.
Durantes as contrações de expulsão eu comecei a suar muito e pedi uma toalha molhada com água fria para minha mãe. Lembro que tive dificuldade com a tecla SAP e construí a frase em português com dificuldade. Trocar de uma língua pra outra na fase de expulsão de um parto definitivamente não é uma tarefa fácil! Ruivo pôs a toalhinha na minha testa e lembro que o alívio foi tanto que achei que fosse cair no sono de tão relaxada que fiquei. Mas que nada! A dor inconfundível na contração seguinte não me deixou dúvidas: a cabecinha dela estava coroando. A parteira sorriu e disse que eu já podia tocar a cabecinha da minha filha. Foi o que fiz e Ruivo também. Pude sentir o cabelinho comprido dela “nadando” na água. Reclamei que eu podia sentir que quando eu empurrava a cabecinha dela saía, mas que quando eu parava de empurrar a cabecinha voltava pra dentro. A parteira me acalmou dizendo que era verdade, mas que a cada vez que eu empurrava a cabeça saía mais, ou seja, era como 3 passos pra frente e 1 pra trás. Disse também que se eu estava na dúvida se estava acontecendo alguma coisa era só eu ver a expressão no rosto da minha mãe que eu não tería dúvidas. Cada vez que eu empurrava os olhos da minha mãe se arregalavam mais e o sorriso também conseguia aumentar ainda mais. Dividir esse momento com ela era um sonho meu e fiquei tão feliz de ver a alegria dela bem ali na hora. Na contração seguinte a cabecinha dela saiu. Essa parte é sem dúvida a que dói mais. Mas lembro de pensar na hora que pelo menos dessa vez não ardeu tanto quanto na última e que talvez seja graças à água. Depois de mais duas contrações saiu também o corpinho dela.
A parteira ajudou a levanta-la da água e trazê-la direto pro meu colo. Dia 24/12/10 às 15:32 Manuela veio ao mundo com 4kg e 200g e 54cm. Lembro de olhar pra ela meio incrédula, ainda surpresa com a rapidez e tranquilidade que tudo aconteceu. Ruivo chorou, minha mãe chorou, enquanto eu segurava e observava aquele corpinho tão pequeno, todo enrugadinho e coberto de gordura do líquido aminiótico. Olhei pro rostinho dela e falei: “Oi, neném. Então é você que morou na minha barriga por todo esse tempo? Eu sou a mamãe.” Ela chorava e eu queria poder amamenta-la, mas tive uma certa dificuldade em achar a posição certa. Já tinha desaprendido a segurar um corpinho tão pequetitinho. Ri de mim mesma mais uma vez. Já não lembro quanto tempo levou desse momento até sairmos da banheira e ir pra cama. Na minha memória parece uma eternidade, em que estudava cada centímetro do corpinho da minha filha e procurava me convencer que tudo tinha mesmo acontecido do jeito que aconteceu. Mas sei que não levou tanto tempo assim, pois eu ainda precisava “parir” a placenta, e precisava sair da água para isso.
Levantar da banheira foi um sacrifício. Não porque sentia dores, mas porque minhas pernas estavam bambas e tremiam muito. Repeteco do parto do Lukas, pensei. A parteira explicou que é porque um parto é para os músculos do corpo o equivalente a correr uma maratona. Ou seja, eu tremo descontroladamente depois dos partos porque estou em péssima forma física.
Deitei na cama e expulsei a placenta com uma certa facilidade. Tive uma laceração pequena e levei um pontinho só. Deitada na cama encontrei uma posição confortável para amamentar Manuela. Nisso chega Lukas, que curioso ao ouvir o choro de Manuela lá da sala pediu para entrar no quarto. O primeiro encontro dos irmãos. Agora a mamãe aqui também chorou. Os olhinhos curiosos do meu filho, que de repente parece tão grande, tão maior do que há poucas horas atrás, olhando pra sua irmã. Irmã, o que é isso? Será que ele entende? Ele olhou bastante pra ela, indagou algumas coisas na língua dele, ainda incompreensível para nós e fez carinho na cabecinha dela.
Logo depois que a Manuela chegou ao mundo, meus sogros e cunhada também chegaram na nossa casa. Além do dia do nascimento de Manuela, também era véspera de Natal. A família do ruivo chegou trazendo a ceia de Natal. Depois de amamentar Manuela e curtir minha mais nova filhotinha enquanto descansava por algumas horas na cama, levantei e me juntei aos outros na sala. Cheguei a participar da dança em volta da árvore de Natal, que é tradição aqui na DK. Com isso eu não contava, mas eu estava ali, Lukas queria a mamãe dele pra dar a mão e acabei indo. Mas acabei também encurtando o ritual. Aproveitei que ninguém lembrava das letras das músicas mesmo e insisti em pedir a música que Lukas iria achar mais legal, que costuma ser a última. Participei também da troca de presentes e ajudei a colocar Lukas pra dormir. Logo depois já era minha hora de me juntar ao meu novo bebê e dormir também.
Deitei a cabeça no travesseiro muito satisfeita com o dia, apesar de ainda meio incrédula. Ainda não acreditava de conseguir ser tão sortuda. Ter o privilégio de poder ter um parto tão tranquilo, tão descomplicado, tão desprovido de sofrimentos. Fico muito agradecida por tudo isso. Sei que o mais importante é ter minha Manuela nos meus braços, perfeitinha e saudável. Mas poxa, como eu fico feliz também por ter tido o parto que tanto sonhei: natural, sem intervenções, sem medicamentos, sem anestesias, na água, no meu quarto, com meu marido, minha mãe, meu filho no cômodo ao lado e o resto da família de um certo modo também presente. Boas vindas à Manuela de um jeito mais humano do que esse eu não consigo imaginar.
Sinta-se muito bem-vinda, meu amor. Você já é muito amada!
P.s.: Um post sobre a nossa escolha por um parto em casa já está a caminho.
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1 January 2011 | 00:58
O final dessa gravidez foi bem chatinho. Talvez por causa do inverno. Final de gravidez durante o inverno dinamarquês significa malabarismos pra calçar/tirar as botas de inverno, ter que investir em casacões maiores que cubram a barriga, etc. Não recomendo não. Além dessas incoveniências práticas, acredito que o aspecto psicológico também conta. O frio, a escuridão e a famosa depressãozinha de inverno que essas coisas trazem não combinam com o já sensível humor de uma grávida. Para completar isso tudo, eu tive uma deficiência de vitamina D, que me deu dores musculares chatíssimas.
Mas claro que ter um rapazinho de 2 anos agitando pela casa e a danada da insônia persistente também influenciou a minha disposição, ou falta dela, no final dessa gravidez. Eu não podia tirar aquela soneca no meio do dia, como fiz na gravidez do Lukas.

Barrigão com 35 semanas.

Barrigão com 39 semanas.

Ainda 39 semanas. Beijo do irmão.
Com 29 semanas fizemos uma ultra 3D e podemos ver nossa menininha com mais detalhes. .

Descobrimos que ela era bochechudinha.

Tinha queixo duplo.

E era cabeludinha.
A essa altura já sabíamos que ela se chamaria Manuela e a expectativa pra sua chegada só aumentava.
Escrito por Cat em gravidez, Manuela, maternidade |
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