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Dois dígitos \o/

11 April 2011 | 09:58

Ontem foi o primeiro dia realmente quentinho do ano. O pessoal da meteorologia prometeu um dia com temperatura de 2 dígitos, ou seja, maior de 10 graus. Uau, né? DOIS dígitos!!! Pra vocês terem uma idéia da gravidade das coisas aqui e como nós, cariocas, tomamos tempo bom como coisa certa. Dinamarquês faz (e agora eu também) uma festa danada porque a temperatura alcançou os dois dígitos, deu pra entender? É um festival de sorrisos, gente na rua, braços e pernas de fora. Ontem foi um dia desses.

Ontem também foi o aniversário do sogrão e fomos lá festejar almoçando com ele.

Fotos do dia:

Vovô aniversariante com netinha

o aniversariante e a netinha

Bandeira erguida no quintal, tradição dinamarquesa, que sinaliza que se está festejando um aniversário na casa.

bandeira simbolizando o aniversário

Homem bolo, outra tradição dinamarquesa em aniversários.

homem bolo

Família curtindo o sol. Foi só aí que me dei conta que estava realmente quente.

curtindo o sol

Tia Lykke e Lukas dando uma corridinha pra celebrar o tempo bom.

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Depois fomos passear um pouquinho (os malucos do Ruivo e o irmão ainda de casaco).

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Lukas desapontado que não saía água da mangueira.

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Papai ensinando o Lukas a subir na árvore.

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Depois que chegamos em casa também fomos aproveitar as últimas horinhas de tempo bom do dia.

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com mamãe

Agora olhem a previsão do tempo pra hoje:

 

Vamos torcer por 17 graus pra que a família ruiva possa curtir a vida um pouco fora de casa? :)

 

 

Escrito por Cat em celebrando, família, fotos, frio, passeios | Junte-se ao papo (14)

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Mãe pela segunda vez

6 April 2011 | 23:16

Ser mãe pela segunda vez tem se mostrando, por enquanto, surpreendentemente mais fácil do que eu esperava. Me preparei para evitar e eventualmente lidar com os desafios que enfrentei quando me tornei mãe pela primeira vez. Aí, adivinhem! Os desafios são ooooutros! Parece até coisa de video game, sabe? Quando a gente fica bem treinadinho no jogo, passamos para a segunda fase e os obstáculos são completamente diferentes! É bem por aí mesmo.

Pra começar, o que foi mais difícil em se tornar mãe pela primeira vez foi exatamente isso: estava experienciando tudo pela primeira vez. Minha vida como eu a conhecia tinha acabado e começado outra, bem diferente, onde eu era responsável por um outro ser humano completamente indefeso e dependente de mim. Eu era a única fonte de alimentação dele e também a fonte principal de proteção e amor. Tudo isso praticamente 24 horas por dia. Essa mudança tão drástica, de um dia pro outro, foi dura. Por mais que eu soubesse, na teoria, que ela iria acontecer e tivesse passado a gravidez inteira me preparando e sonhando com isso, a realidade na prática foi sim, bem mais difícil. Meu corpo não era mais só meu. Meu tempo, meu sono, minha cama, nada. Por mais que essa viagem, que é a maternidade, seja fascinante e maravilhosa, tem hora que a gente quer dar uma pausa e poder tirar uma soneca sem se preocupar em manter a orelha em pé no caso do bebê chorar. Isso era meio frustrante, ainda mais juntando a dor na consciência que acompanha essa frustração. É uma pressão danada: “Eu não posso reclamar, não posso me sentir frustrada com a maternidade. Ser mãe é uma dádiva e eu só posso me permitir ficar feliz e agradecida por ter esse privilégio.” Mas a coisa não é bem assim. Esta frustração rola sim, e pode ser ainda pior reprimí-la e fingir que ela não existe. Essa ambivalência toda também era novidade pra mim. Além, claro, de todos os detalhes práticos de como cuidar de um bebezinho. O que, como fazer e quando? Todo dia, todo momento, eu tinha que lidar com uma coisa nova, aprender um aspecto novo do que era ter um bebê em casa. Era muita informação ao mesmo tempo e pouco tempo pra processar tudo. TUDO era novo! E olha que Lukas foi um bebê muito, muito, mas muito fácil!

Já na segunda vez, bom, é a segunda vez, né? Eu nem me lembro direito mais como era a minha vida antes de ser mãe. Os últimos anos da minha vida têm sido mesmo isso: ser responsável por um ser humano indefeso, dependente de mim e para quem eu sou uma das fontes principais de proteção e amor. Até aí me tornar mãe pela segunda vez não trouxe nenhuma mudança drástica na minha vida. Até a tal frustração por não ter tempo para mim não é mais a mesma. Ela ainda existe, mas num nível completamente diferente. Esses anos com o Lukas fizeram com que eu me conformasse com a falta de tempo, sono e privacidade. Essa já é a minha vida. Com a chegada da Manuela meu tempo, meu sono e minha privacidade diminuiram ainda mais, mas nada tão drástico como na primeira vez.  Toda essa parte prática de como lidar com um bebezinho, logo depois de uma breve amnésia inicial no bom estilo “como é que era mesmo?”, também passa a ser feito no automático. Trocar fraldas, colocar pra arrotar, dar banho, cortar unha, etc., é feito sem nervosismo e insegurança. Manuela é um bebê mais complexo do que o Lukas foi, mas ainda assim acho mais fácil lidar com ela, pois hoje tenho facilidade em ler os sinais dela, e assim poder suprir as necessidades dela na hora certa. Claro que me deparei com problemas que não tive na primeira vez também e sendo assim, não tinha uma fórmula pronta e testada para aplicar. Mas acho que só pela minha forma de encarar os problemas dessa vez ser mais serena tem ajudado.

O que tenho achado difícil de verdade dessa vez é encarar a arte de ser mãe de dois. Tinha me preparado psicologicamente para essa tarefa, se não impossível, então complicadíssima de se executar. Imagina, um já dá trabalho, já é difícil… dois então, o trabalho seria dobrado, só fabricando um clone meu para dar conta de tudo e manter minha sanidade mental. Mas nem é o trabalho prático que tenho achado realmente difícil. Essa parte se resolve com muita ajuda do Ruivo, que é um papai super presente. A parte mais complicada em ser mãe de dois é dividir a atenção. Não importa o que eu tente fazer, eu sempre sinto, mesmo que as vezes só lá no fundinho, que estou negligenciando um deles. Quem precisa de mais atenção e quando? Como? Não tem como escolher!  Tem hora que a incapacidade de me clonar consegue despedaçar meu coração.

E pra vocês que se perguntam se é possível amar o segundo filho tanto quanto o primeiro, o que posso dizer é que pela minha experiência eu tenho percebido que o amor não se divide, ele se multiplica.

Escrito por Cat em maternidade, reflexões | Junte-se ao papo (5)

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