1 mês

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Como vocês devem imaginar, já estamos em casa faz tempo! Mas só agora estou podendo aproveitar as brechas da nossa nova rotina (ou falta dela) para retomar minha vida virtual.
Meus pais foram embora para o Brasil no domingo. Ter a presenca deles aqui na chegada do Lukas foi um grande presente para mim. Fiquei extremamente feliz em poder dividir essa alegria com eles ao vivo, dia a dia. A estadia deles também foi ótima. Eles dormiram no quarto de hóspedes do nosso prédio, que é um quarto com banheiro e uma geladeira pequena. Emprestei uma boca de fogão portátil que temos aqui e assim eles tiveram um pouco mais de autonomia e privacidade. Meu pai, que tinha medo de voar, venceu o medo e se deu conta que não era aquele pesadelo que ele imaginava. Ele ainda me surpreendeu mais ainda durante sua estadia aqui. Ele se comportou como um adolescente intercambista na Dinamarca. Extremamente curioso, queria aprender tudo o que podia em dinamarquês, fez questão de andar pela vizinhanca, fazer compras no supermercados, pegar ônibus, etc. Eu imaginava que o Lukas viria depois da data prevista e estava satisfeita com isso, pois prentendia passear com meus pais pela cidade e ensinar o básico para eles poderem se virar sem mim depois do parto. Não deu tempo. Lukas chegou 3 dias depois da chegada dos meus pais. Mas meu pai surpreendeu a todos se virando muito bem sozinho, mesmo sem falar inglês ou dinamarquês. Isso me deixou bem despreocupada. Foi um grande alívio perceber que eles podiam ser independentes nesse momento em que eu não estava tão flexível como gostaria. Pena que a visita deles acabou. Lukas vai sentir saudade da vovó e do vovô.
Lukas é um anjo, muito calminho, só chora quando está com fome. Ele ainda mama (no peito) numa frequência muito irregular. Com isso não adquirimos ainda uma rotina de verdade. Quando ele dorme eu alterno entre dar um trato na casa, me dar um trato e dormir também. A última opcão costuma vencer. Por isso a falta de posts no blog. Mas quero me esforcar pra poder vir aqui contar o relato do parto.
Para quem perguntou muito sobre a razão de ser do título do post anterior "meu leãozinho", lamento em desapontá-los, mas não há nenhuma relacão com astrologia. Assunto, aliás, sobre o qual eu não entendo bulhufas. Nunca me interessei. Só sei que meu signo é um tanto controverso pois sempre que digo que sou de escorpião os "entendedores" torcem o nariz.
O título do post anterior foi esse pois é assim que chamo o meu bebê. O pai dele me lembra um leão com sua juba dourada. Nada mais natural, então, que o filho seja um leãozinho, né? O apelido acabou tomando forca de tanto ouvir a música homônima do Caetano na gravidez e me debulhar em lágrimas (hormônios, vocês sabem…).
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Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão raio da manhã;
Arrastando o meu olhar como um ímã…
O meu coração é o sol, pai de toda cor;
Quando ele lhe doura a pele ao léu…
Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar numa


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