25 February 2008 | 23:54
Passei as últimas semanas escrevendo um trabalho pra faculdade. Não foi um trabalho difícil. O tema era simples e interessante. Mas o processo pra arrecadar as informações era complicado. Como não existe literatura sobre o tema, foi preciso fazer pesquisa de campo, entrevistas, etc., o que é demorado e trabalhoso. Sem falar que o trabalho foi feito em grupo e haja paciência e jogo de cintura para administrar as longas discussões sobre o que deveria ou não entrar para o relatório. Cansativo, muito cansativo. Finalmente entregamos, mas a novela ainda não acabou. Semana que vem é a apresentação oral do projeto. Mais longas discussões pela frente, imagino.

O lado bom de ter estado ocupada esses dias foi poder preencher a mente com algo além da gravidez. É uma piração só esses primeiros meses. Metade do tempo estou feliz da vida só de pensar que um pedaço de amor está se desenvolvendo dentro de mim, feliz com a expectativa de ver a barriga crescendo e tantas outras coisas. Na outra metade estou extremamente ansiosa com uma infinidade de interrogações, inseguranças. Procuro obviamente me concentrar na metade feliz dessa fase, mas essa é uma tarefa que está longe de ser simples.
Pra quem perguntou do papai ruivo, ele está radiante. É um tanto mais complicado pro pai desenvolver uma relação emocional com o bebê no início da gravidez. A mulher tem o privilégio de experienciar as mudanças físicas no próprio corpo e sentir os inúmeros sintômas que a ajudam a ter uma ligação mais próxima com o bebê. Já o homem fica por enquanto limitado a suas fantasias sobre ser pai, já que a barriga ainda não está grande e o bebê ainda não mexe. Sabendo disso, costumo ler os livros que compramos sobre gravidez em voz alta para ele antes de dormir. É ótimo porque sempre rende altos papos sobre a fase que estamos vivendo, o que está por vir e principalmente porque o ajuda a entender melhor pelo que estou passando agora.
O ruivo vez ou outra conversa com o meu umbigo, como se fosse uma canal direto de comunicação com o filho(a). São em momentos gostosos assim que eu procuro me concentrar.
Escrito por Cat em estudando, gravidez |
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15 February 2008 | 21:05

Não parece ainda que eu simplesmente exagerei no jantar?
Escrito por Cat em gravidez |
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13 February 2008 | 22:08
Fui hoje a minha primeira ultra-sonografia. Foi um dos momentos mais especiais que eu já vivi!
Ruivo e eu tínhamos decidido começar a tentar engravidar em novembro. Escrevo "começar a tentar" grifado pois eu imaginei que levaria meses até conseguirmos. Isso porque eu sempre ouvi dos meus médicos que eu poderia ter problemas para engravidar devido aos cistos nos meus ovários. Ouvi tantas vezes isso que sempre dei como certo de que demoraria. Por isso a minha surpresa quando descobri que estava grávida, no Brasil, nas vésperas da virada do ano.
Comecei a desconfiar porque comecei a sentir os seios doloridos, o que sempre acontece dias antes da menstruação chegar, mas dessa vez, nada da bendita aparecer. Esperei pacientemente o mês de dezembro praticamente inteiro, já que minha regra é muito irregular. Depois do Natal, quando já não aguentava mais de curiosidade, fiz um teste de farmácia que deu positivo. Mostrei a minha mãe, que já foi dando pulos de felicidade, até que eu cortei o barato dela. O resultado desse teste só me deu vontade de fazer logo o exame de sangue, pedi então a ela pra não contar pra ninguém até eu fazer o outro exame. Dois dias depois fomos a um laboratório fazer o exame, que mostrou que minha taxa de HcG era 10 mil e pouco. Apesar de ficar sabendo pelo pessoal do laboratório que era uma taxa positiva, eu ainda não conseguia acreditar completamente no que estava acontecendo. A ficha não caía direito.
Fui contando lentamente a novidade para os amigos e familiares no Brasil, mas no fundo ainda tinha o pé muito atrás sobre a situação toda. Sinceramente eu não queria sair contando porque me sentia insegura ainda, ficava pensando: "Vai que é uma gravidez psicológica!" e outras muitas besteiras. Juntando o fato de que é costume dinamarquês contar sobre a gravidez só depois dos 3 primeiros meses completos, que é quando o período mais vulnerável da gravidez já passou. Eu achava estranho todo mundo no Brasil saber, mas manter ao mesmo tempo o segredo na Dinamarca. Nada justo. Mas por outro lado, eu precisava aproveitar que estava no Brasil e contar pessoalmente para minha família e amigos próximos a grande novidade. Foi delicioso contar, apesar do meu pé atrás.
Deixei pra ir a minha médica daqui da Dinamarca, já que não tenho mais convênio no Brasil. Tive que esperar 2 semanas depois da minha volta para poder ter a minha consulta, o que foi super angustiante. Fiquei muito ansiosa nessas duas semanas de espera, pois não sabia o que estava acontecendo comigo, se os sintômas que sentia eram normais, se estava tudo bem, etc, mas eu queria ir mesmo na minha médica. Aguentei a espera e não me arrependo. Gosto dela porque ela já me conhece e responde as minhas trocentas perguntas idiotas sem me fazer sentir mal, sempre de bom humor e com aquela voz suave dela (ruivo acha, aliás, suave demais, ao ponto de dar sono… rs).
Preciso confessar que a forma que me sentia no início da gravidez (e que as vezes ainda sinto) não é lá uma coisa muito romântica. Os sintômas, principalmente nas primeiras semanas, foram bem desconfortáveis. Seios doloridos, cólica intestinal, gazes, cansaço e sonolência. Tudo isso muito exagerado, em excesso mesmo! Mas de uma coisa eu não posso reclamar: não sofri nada com enjôos. Nem uma vezinha sequer! Ufa, pelo menos dessa eu escapei. O cansaço e sonolência ainda permanecem, mas o resto já deu uma aliviada.
Hoje foi a primeira ultra-sonografia. 12 semanas de gravidez. Eu estava muito ansiosa antes dessa ultra. Passava mil coisas pela minha cabeça, era complicado me concentrar em outras coisas. Fazer essa ultra me deixou mil vezes mais leve, mais despreocupada, mais confiante. Agora sim eu tenho certeza que estou mesmo grávida. Não foi nenhuma listrinha ou taxa hormonal que me disse. Eu vi!!! Um bebezinho de 12 centímetros se mexendo, dando pulinhos, mexendo os bracinhos e perninhas. Emocionante ver os pulinhos dele e ouvir o coração super acelerado. Um profundo suspiro de alívio me fez liberar umas poucas lágrimas. Também de alívio, imagino. E felicidade também, claro. Agora eu também sei que essa saliência na minha barriga não é (apenas) porque comi muito. Existe mesmo um serzinho nadando dentro de mim. Um pedacinho meu e do ruivo.
A previsão pro nascimento é dia 27 de agosto.
A próxima surpresa é: menina ou menino?
Mas a surpresa final mesmo será: ruivo ou moreno?
Escrito por Cat em gravidez |
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2 February 2008 | 23:44
Apesar de todo lirismo da foto do post anterior eu já estava impaciente para vir aqui postar e quebrar essa inércia agonizante do blog. Um conjunto de fatores me roubava a vontade de postar. Um deles é a cabeça cheia e a correria do dia a dia já no dia seguinte da volta do Brasil. Além, claro, da fatídica tristeza da volta, que é uma mistura de saudade e sentimento de culpa/frustação por não ter feito tudo o que queria, por não ter encontrado todos os amigos que gostaria e por não ter passado o tempo "suficiente" com aqueles que encontrei. Essa melancolia da volta sempre me ataca e parece inevitável, mesmo eu sabendo que ela irá aparecer.
Fora esse banzo sutil, eu estou muito bem. Já faz 3 semanas que voltamos do Brasil. 3 semanas do casamento do meu irmão. Dia lindo, muito feliz! A festa foi a cara deles. Alegre, discontraída, com churrasco e banho de piscina. Ontem, aliás, foi aniversário dele e eu quero deixar aqui meus parabéns. Meu maninho, um homem casado, com a menina mais gente fina que existe nesse mundo. Felicidade infinita pra vocês!
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Estou super atolada de trabalhos pra faculdade, mas vou tentar fugir de uma nova hibernação.
Escrito por Cat em Blogs, Brasil, família |
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