J e CH
Não existe o nosso fonema (vou chamar de som aqui no post) J em dinamarquês. A letra J em dinamarquês é pronunciada como o nosso I. O nome do ruivo, por exemplo, é Jonas mas se proncuncia "iônas". O resultado de não existir o som na língua é que os dinamarqueses normalmente não fazem idéia de como pronunciá-lo. Quando eles precisam falar uma palavra em outra língua que tem J, eles pronunciam como CH. E não vêem diferença entre os dois sons.
Peça a um dinamarquês para que ele diga Xis e Giz.
A minha professora de psicologia outro dia foi citar o Jean-Paul Sartre na aula. Um aluno não entendeu o nome do filósofo e ela repetiu bem devagar: "Chean Paul Sartre". Ainda completou dizendo que era a mesma pronúncia do nome em francês. Ela acredita de verdade que é a mesma coisa, já que o ouvido dinamarquês dela não consegue discernir os dois sons.
Isso de um determinado som não existir na nossa língua materna complica demais a pronúncia de uma segunda língua. Quem não teve problemas para fazer o som do TH em inglês? Ou o R francês? Mas o problema é ainda muito maior quando não conseguimos nem ouvir a diferença entre o som que precisamos produzir e aquele som mais próximo que conseguimos produzir.
Acredito que esse problema se resolva com o tempo. Depois de escutar repetidas vezes o mesmo som e de tanto tentar pronunciá-lo, encontramos de repente o jeitinho certo de articula-lo. As vezes é uma coisa consciente, sabemos exatamente o movimento ou posição da língua (boca, ou o que seja) para emetir o tal som, mas as vezes nem temos idéia de como fazemos, mas fazemos.
Assim vou consolando o ruivo, que tem vergonha de não poder falar tantos nomes de familiares e amigos meus como Juliana, Gisela, Joelma… E não ajuda nada o fato das duas primeiras serem irmãs gêmeas e de todos dizerem Ju e Gi. E o apelido de Joelma? Jojô!
Paciência, ruivo! Você chega lá…
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OI,tdo bom?
Olha nem me fala sobre pronuncia….rsrs ando sofrendo para aprender a pronuncia correta(no dinamarques)mas um dia sei que vou saber direitinho
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imagino que não lhe faltem fonemas em dinamarquês q vc não sofra pra fazer.
nunca tive problema com o R francês, ao menos não que minhas professoras tenham dito. será que sempre pronunciei errado e não sabia? huahuahhauhaua mas, pra mim, o q me matava no francês eram as vogais arredondadas. oe, especialmente.
e o ruivo aprende portugues com vc ou em aula msm?
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Vanda – Quando você menos esperar vai estar falando tudo direitinho. Vc vai ver.
Natália – Meus problemas em dinamarquês são vários! Além de fonemas que eu não consigo fazer, ainda têm muitos entre os quais eu não vejo diferença nenhuma ainda. Haja paciência… O ruivo fez um curso de português, mas de Portugal. Agora sou só eu que encho o saco dele com essas “nerdices” mesmo. hehe. O problema com o R do francês a que estou me referindo é em palavras como “très”. Vc sempre conseguiu falar très direitinho? Vc é uma exceção então! Sinta-se privilegiada!
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Que nem o raio do ø o å!! Ai q raiva! rs
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pelo menos ele tenta, cat… fique feliz…
sunshine me chama de “iuila” e nada o faz mudar… eu odeio odeio odeio… e português ? qual português ? vai aprender é NUNCA ! quer neeeeeem saber…
ai ai ai
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Fer – O ø tem o mesmo som do oe do francês. Será que isso te ajuda? Eu sei que vc estudou francês!
Julie – O ruivo também só aprende pq sou chata. Falo português do nada com ele, repito a mesma frase trocentas vezes em situações diferentes até ele pegar o espírito da coisa. rs… Mesmo entendendo alguma coisa ele tem muita vergonha de falar ainda. Cada um tem o seu rítmo. Não submestime o pobre do sunshine!
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Dei boas risadas agora! Há 2 meses estou ensinando português para 4 rapazes – entre ele so meu loiro. Desde o princípio eu usava cartazes com palavras com esses sons, e com o Z também (eles pronunciam “Brassil”, heheheh). Eles não conseguem ouvir a diferenca entre Z e S também… Damos boas risadas com eles repetindo mil vezes a mesma palavra…
Eu mando eles colocarem a mão na garganta quando eles pronunciam o Z e o J, e depois mando sentirem na garganta de novo o CH e o S. Daí eles percebem que um som é “silent” e o outro é vocalizado (existe essa palavra, vocalizado??? Deu branco…)
Bjinhos!!!
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Boa, Fla! Nem lembrava mais desse truque da garganta. Vou ver se o ruivo consegue fazer o som vocalizado (acho que é assim que se diz – vergonha essas meninas letradas!).
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vc esqueceu de mim… enviei novas fotos de clarinha para o seu email. bjs
jana, léo e clarinha
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Em alemão também é assim. O meu marido sempre fala “chins” para “jeans”…
Em compensação o “CH” em alemão é meio chato porque não existe em português.
Sobre o post anterior, por curiosidade fiz também e a frase foi: “Ele havia metido uma bala na cabeça, acima do olho direito, e os miolos saltaram para fora.” Hehehe :-S (Werther, de Goethe).
Beijos!
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Jana – Verdade! Seu nome vira “Chanaína”.
Clarinha está enorme! Como o tempo passa rápido. Os olhos iguaizinhos aos do avô, né? Saudades!!!
Ione – Gente! Que frase mais trágica! Hahahaha! Saudade do seu blog! Beijinho
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que engracado!!! e a gente nunca pensa que esse tipo de coisas pode ser um problema até que conhece alguem…
boa sorte pro ruivo com os Js
beijos
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hehehehehhe, acabei de comprovar q vc esta certa….pedi pro Morten dizer xis e giz hahahahaha, tadinho so sai xis!!! hahahahaha, a minha vinganca dos o, å, , ø finalmente chegou!! hahahahaha. adorei!!!!
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pois é, amiga!
Cada idioma tem sua pronúncia e suas peculiaridades sonoras e escritas que só o tempo, aliado com a prática e persistência, e a convivência com estrangeiros/nativos, para podermos superar ou minimizar essas falhas normais.
Semana passada recebi a minha prima da Alemanha e um casal amigo (uma amiga dela, natural da Lituânia e que mora já há 12 anos na Alemanha, casada com um alemão) e tive que “desenferrujar” meu inglês (muitos anos de Cultura Inglesa e 3 anos parada”, apesar da minha prima falar português (a mãe dela é brasileira e é minha madrinha de batismo), alemão e um pouco de francês.
Me ofereci para levá-los p/ conhecer a parte histórica de Olinda (igrejas/museus/ladeiras) no domingo retrasado e na terça passada pela manhã eles conheceram a Oficina/Ateliê de Francisco Brennand e à tarde fomos p/ o Instituto Ricardo Brennand.
E mesmo não falando fluentemente o inglês (parei no nível intermediário) foi ótimo falar e ser entendida por eles! Very good!
Também senti uma vergonha de falar, no início, mas é ótimo estar entre amigos! ;-D
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