Terra Estrangeira » 2007 » July
 

25 July 2007 | 09:33

Tragédia, morte, dor, revolta.

Tenho lido tanto sobre o acidente em Congonhas. Tantas especulações diferentes. Ainda não sei o que dizer. Só não acho tão fácil sair criticando e apontando culpados tão agressivamente como do jeito que tenho lido por aí.

A dor e a tristeza prevalecem.

Escrito por Cat em Brasil, notícias | Junte-se ao papo (1)

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Natureza

24 July 2007 | 13:15

Domingo foi dia de passeio em família. Fomos visitar o Skandinavisk Dyrepark que fica aqui perto.

Por falta de tempo e uma bela dor de cabeça, vou deixar apenas alguns cliques do dia.

Escrito por Cat em Dinamarca, família | Junte-se ao papo (4)

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esclarecendo…

19 July 2007 | 13:31

Eu não fui tomada por uma vontade irresistível de costurar minhas cortinas. Tudo começou por pura falta de opção. Nós procuramos uma cortina pronta que coubesse nessa janela do quarto (que na verdade é uma porta), mas nenhuma cabia. Como eu tenho uma máquina de costura, que uso normalmente para pequenos reparos, resolvi eu mesma fazer a cortina do quarto na medida ideal. Afinal de contas, cortina não podia ser assim tão difícil, né? Um pedaço de pano quadrado, que só precisa de bainhas nos quatro cantos. Moleza.

Realmente não foi difícil. É só comprar pano pelo dobro da medida da largura da janela, ou mais, dependendo do quanto de pregas que se quer na cortina. Mas o resultado saiu melhor do que esperávamos e com isso me empolguei para fazer as cortinas da sala também. Pras da sala eu quero fazer as cortinas um pouco mais altas, para tapar o metal que as sustenta, e também um pouco mais longas para tocar o chão.

O ruivo se empolgou tanto com o resultado. Me elogiou tanto. Sempre que olha para a cortina tece um comentário positivo sobre meu "novo" talento. Não adianta eu revidar que não é pra tanto. Ele está desmesuradamente impressionado.

A máquina de costura ainda está montada na sala, esperando novos desafios. Se continuar desse jeito eu vou acabar me tornando uma daquelas matronas que faz roupas idênticas para os 5 filhos.

Escrito por Cat em casa, quotidiano | Junte-se ao papo (6)

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costura

18 July 2007 | 12:58

Domingo foi um dia produtivo. Consegui começar e terminar minha primeira cortina. Não ficou perfeita. Mas fiquei satisfeita com o resultado, e agora já sei o que vou fazer diferente nas cortinas da sala.

Depois de 7 meses que nos mudamos, já era hora das janelas se vestirem.

Escrito por Cat em casa, quotidiano | Junte-se ao papo (5)

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consumismo

7 July 2007 | 11:06

Nós vamos a um casamento daqui a pouco. Casamento esse aliás que estava marcado desde que me mudei pra Dinamarca por causa da data tão badalada (?) 07/07/07. Mas eu deixei pra ver roupa bem em cima da hora, assim, só pra variar um pouco. Andei procurando vestido nas duas últimas semanas sem sucesso. Aí resolvi ir com um vestido antigo, que já usei num casório de um casal da mesma tchurma do casório de hoje. Iria burlar o mandamento nº1 feminino de não repetirás roupas de festa. Mas chutei o balde. Não queria mais me estressar. Mas aí na segunda eu achei um vestido preto basiquinho e estiloso. Na promoção. Era um sinal. Comprei. Então fui ontem comprar um casaquinho de festa que combinasse com o preto basiquinho porque deu uma esfriada esses dias e ele tem as costas nuas. Mas aí, além do casaquinho, encontrei também um vestido liiindo, alegre, colorido. Não aguentei e experimentei. Aproveitei para tirar uma foto com cel e mandar pro ruivo em mms, dizendo que eu estava considerando comprar esse e devolver o outro preto basiquinho. Ele respondeu "… ou você não vai resistir e ficar com os dois, né? eu te conheço!"  Hoho… conhece! :)

Esse ato bárbaro de consumismo foi um fato isolado, viu? Não faz exatamente parte da minha natureza. Mas acidentes acontecem.

Escrito por Cat em abobrinhas, quotidiano | Junte-se ao papo (9)

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Até a próxima, Pancho!

7 July 2007 | 00:39

O estudante de intercâmbio chileno que estava na casa dos pais do Ruivo está indo hoje para casa depois de um ano. Um ano de muita farra, estudo e emoções. O Pancho, apelido de praxe para Francisco, é um menino cheio de vida, brincalhão e estudioso. Aprendeu dinamarquês rapidinho. Até mesmo o dialeto do leste esse menino dominou. E de quebra, ainda aprendeu português. De tirar o chapéu.

 

Esse menino arteiro vai deixar muita saudade na Dinamarca! 

Espero que nos encontremos em breve! No Brasil, Chile ou Dinamarca. :)  

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Os pais do ruivo quiseram receber um intercambista um pouco a pedido da irmã do ruivo e outro tanto por curiosidade. Eles pediram uma pessoa da América do Sul, e desconfio que foi um pouco por minha causa. A família toda já conhecia bem todo o processo do intercâmbio porque o próprio ruivo foi intercambista nos EUA quando era adolescente. Foi uma experiência muito marcante na vida do ruivo, que abriu os olhos e o horizonte dele para muita coisa importante e enriquecedora. Um pouco como a minha experiência como au pair. Cada qual com suas características. Intercambista é adolescente e au pair é geralmente um pouco mais velha. Mas ambas são experiências valiosas e nós dois recomendamos. 

O ruivo quis deixar seu recado sobre o assunto:

If you want to experience a tiny part of the world in a way that you can never do as a tourist, being an exchange student is a great way to do it. But keep in mind, that it takes a lot to be a good exchange student and not just a tourist living with a family.

Traduzo: "Se você quiser experienciar uma pequena parte do mundo de um modo que você jamais poderá como turista, ser um intercambista é um ótimo modo de fazer isso. Mas lembre-se que é preciso esforço para ser um bom intercambista e você não é um turista vivendo com uma família". 

Escrito por Cat em amigos | Junte-se ao papo (2)

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Just another day…

6 July 2007 | 23:03

O último post me lembrou uma música antiga do Paul McCartney. Acordei com ela na cabeça hoje e ainda martelou o dia inteiro. Vou postar pra ver se exorciza, né?

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Every day she takes a morning bath, she wets her hair
Wraps a towel around her as she's heading for the bedroom chair
It's just another day

Slipping into stockings, stepping into shoes
Dipping in the pocket of her raincoat
It's just another day

At the office where the papers grow she takes a break
Drinks another coffee and she finds it hard to stay awake
It's just another day
Du du du du du du, it's just another day
 
So sad, so sad, sometimes she feels so sad
Alone in her apartment she'd dwell
Till the man of her dreams comes to break the spell
Ah, stay, don't stand her up
And he comes and he stays, but he leaves the next day
So sad, sometimes she feels so sad

As she posts another letter to the sound of five
People gather 'round her and she finds it hard to stay alive
It's just another day
Du du du du du du, it's just another day
 
So sad, so sad, sometimes she feels so sad
Alone in her apartment she'd dwell
Till the man of her dreams comes to break the spell
Ah, stay, don't stand her up
And he comes and he stays, but he leaves the next day
So sad, sometimes she feels so sad

Every day she takes a morning bath, she wets her hair
Wraps a towel around her as she's heading for the bedroom chair
It's just another day

Slipping into stockings, stepping into shoes
Dipping in the pocket of her raincoat
Ah, it's just another day
Du du du du du du, it's just another day

Escrito por Cat em ouvindo | Junte-se ao papo (0)

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Contagem regressiva

2 July 2007 | 11:23

Desde que comuniquei ao meu chefe que vou sair do trabalho que eu estou numa ansiosa contagem regressiva para o grande dia. O dia de volta a liberdade!

Trabalhar à noite não é fácil. Há 6 meses já que eu sinto que minha rotina virou de pernas pro ar. Desde que eu comecei a trabalhar que eu não consigo por ordem no meu dia a dia. Meu dia sempre começa numa angústia enorme de se querer fazer tudo ao mesmo tempo. A primeira tarefa é de tentar acordar antes do ruivo sair, para também tentar tomar café junto com ele. Essa tarefa é a que ganha, de disparada, como a mais mal sucedida de todas. Eu sempre durmo mais do que deveria. Depois de finalmente acordar e tomar café eu dou uma geral na casa – o que geralmente eu consigo. Mas daí por diante é sempre uma sucessão de tarefas feitas pela metade, por causa daquela angústia de se querer fazer tudo ao mesmo tempo. Leio meus emails e só respondo um terço deles, porque o resto requere um pouco mais de tempo para ser respondido do jeito que eu quero. Obviamente que eles acabam por não serem respondidos ou respondidos com semanas ou até meses de atraso. Leio rapidamente meus blogs preferidos. Mas raramente escrevo um comentário. Vergonha, vergonha! Leio rapidamente as notícias do Brasil. Dou uma navegada nervosa e apressada, tentando lembrar o que pensei em pesquisar na internet enquanto estava no trabalho no dia anterior (é proibido entrar na internet no trabalho).  Leio o jornal, sempre sublinhando as palavras que não conheço na esperança de pesquisar com calma os significados mais tarde. Esse mais tarde nunca chega e os jornais todos riscados de vermelho terminam indo pro lixo passadas duas semanas. Snif. Bato um papo rápido com meu pai ou minha mãe pelo google talk, quase sempre enquanto faço outra coisa. Daí já está na hora de tomar banho e me arrumar pro trabalho. Nessa hora a sensação é que o meu dia acabou e só vou ter a chance de fazer aquilo que eu não consegui hoje no dia senguinte. Nisso são 14:30. Quando eu chego em casa do trabalho já é meia noite e meia e só vou conseguir dormir mesmo uma hora e meia depois apesar do cansaço.  

Não consigo fazer nem metade das coisas que eu fazia antes. A principal delas, e a que eu mais sinto falta é escrever. Aqui no blog e nos meus carderninhos. Escrever no blog sempre me ajudou demais. Esse momento de pausa para respirar, refletir e colocar essa enxurrada de vivências em palavras me ajuda a pôr ordem nos meus pensamentos e a entender o que se passa ao meu redor e dentro de mim. Ler os comentários então! Sempre me ajudou a encarar essas vivências a partir de um outro ângulo, o que me ensina muita coisa. 

Já tentei de tudo para organizar a minha rotina apesar do horário louco. Afinal de contas, eu não sou a única que trabalha à noite. E as pessoas que trabalham de madrugada então? Como elas fazem? Como elas se organizam? Como elas são felizes? Achei que com o tempo eu me adaptaria, mas o tempo só fez aumentar minha frustração. Eu sinto falta de uma rotina de "gente normal". Sinto falta de cozinhar junto do ruivo para a janta. Jantar com ele à luz de velas do jeito que gostamos. Sinto falta de encontrar com os amigos, de ver televisão. 

Por isso tudo que estou nessa contagem regressiva.  Faltam 6 semanas. 40 dias.

Escrito por Cat em quotidiano, reflexões, trabalho | Junte-se ao papo (9)

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