18 June 2007 | 10:52
Há algumas semanas eu comecei as aulas na auto escola para tirar minha carteira de motorista. Não foi fácil escolher a auto escola. A maioria esmagadora delas só tem aulas à partir de 4 da tarde. Exatamente a hora em que estou chegando no trabalho. A escola que escolhi, por exemplo, só tem aulas pela manhã às sextas-feiras. Mesmo com o tempo assim meio limitado eu escolhi essa escola pelo fato das aulas serem ministradas no computador. O aluno chega na escola no horário mais conveniente para ele, faz as lições pelo computador, lendo e ouvindo simultaneamente com um fone de ouvido. Tem sempre um instrutor disponível em caso de necessidade. Achei que com esse sistema seria mais fácil para mim, já que posso ler e ouvir ao mesmo tempo, eliminando maiores problemas para entender a língua. Sem falar que posso repetir as lições quantas vezes quiser. Também já encomendei o livro. Fiquei sabendo na escola que esse livro é pouquíssimo usado pelos alunos. Mas expliquei que como o dinamarquês não é minha língua materna eu quero me cercar de todos os recursos possíveis. Com o livro eu vou poder estudar em casa e me preparar para as aulas, tirando dúvidas de vocabulário específico.
Desde outubro do ano passado é obrigatório cumprir 7 horas de aula de primeiros socorros para poder tirar carteira de motorista. Foi o que fiz no sábado passado. A aula foi muito interessante. Tivemos que treinar em bonecos a massagem cardíaca, respiração boca a boca, e um no outro a posição lateral de segurança.
Me assustei com a intensidade da massagem cardíaca. É preciso pressionar tanto ao ponto da caixa toráxica descer 5 cm! O professor chegou a dizer que se ouvirmos um crac, para ficarmos calmos que é assim mesmo(??). Lembrei de ter lido no jornal há um tempinho que o conselho nos EUA era de não se fazer massagem cardíaca pois o risco de ser processado no caso de quebrar um ossinho era muito grande. Imagina?
Bom, mas agora eu tenho um diploma de primeiros socorros. Hurra! Vou sair por aí dando uma de Jack do Lost.
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14 June 2007 | 23:22
As mini-férias foram ótimas! Escolhemos Hamburgo para comemorar nosso primeiro aninho por um misto de diferente razões, mas as principais delas foram o preço camarada e possibilidade de visitar amigos queridos. Uma das minhas grandes amigas da faculdade do Brasil mora hoje em Hamburgo e estuda algo relacionado a cinema. Sorry, Fer, mas nunca lembro exatamente o nome do curso. Ela foi minha professora de alemão no Brasil. Por um mistério desses da vida eu não lembro de nadica de nada da língua, só do quão divertido eram as aulas. Eu não faltava uma aula, mas também não estudava fora dela. Aí minha professorinha me reprovou cruelmente. Mas como eu tenho um coração puro e bondoso a amizade continuou. E nessas voltas que a vida dá, a minha professorinha de alemão e amiga pôde estar presente no meu casamento, o que colaborou pra tornar esse dia ainda mais especial. Tá chorando, Fer? Olha que eu tô me esforçando, hein? A outra amiga era uma também professora do projeto onde eu trabalhava, mas de inglês. Cãmilinha. Arroz de festa, igualzinha a mim, sempre pronta pra uma noitada sacudindo o esqueleto. Hoje ela mora em Berlim, junto do seu alemãozinho. Desde que ela veio morar pra essas bandas de cá que nós tentávamos marcar de se encontrar e nunca que conseguíamos. Mas dessa vez deu e foi muito divertido!
Fomos para Hamburgo de trem. 6 horas de viagem. Duas conexões, uma em Fredericia e outra em Padborg. A compania ferroviária dinamarquesa faz umas promoções maravilhosas junto com a alemã. Tanto que fica mais barato ir de Århus para Hamburgo do que de Århus para Copenhague. É sem dúvida um belo de um disconto. Chegamos em Hamburgo na sexta retrasada por volta das 8 da noite e ficamos esperando a Fer nos buscar na estação central de trem. De repente passa um cara esquisito na nossa frente e para a cerca de um metro e meio de nós. Vem outro cara esquisito e fala alguma coisa para o primeiro cara esquisito, que como um relâmpago dá um soco bem no nariz do segundo cara esquisito e sai sorrindo numa boa. O segundo cara esquisito fica alí parado segurando o nariz todo ensanguentado até chegar os guardas da estação e a polícia. Ruivo e eu ficamos petrificados assistindo ao espetáculo e certos de que sim, tinhamos chegado numa cidade grande.
Fer chegou e nos mandamos pro hotel para deixar as malas. O hotel era na verdade um apart-hotel, com cozinha. Bem simpático. Fomos então curtir o resto da noite de sexta, num bar-restaurante em Schanze. Um charme! Eu comi uma batata assada com brocolis, queijo e um molho maravilhoso. E tomei uma Carlsberg, que foi a escolha segura, dentre tantas cervejas alemãs de nomes esquisitos e provavelmente encorpadas demais para o meu gosto. Noite gostosa e bom papo com a Fer e um amigo dela da faculdade, o Felipo. Papo sobre filmes e cinema, o que me fez pensar e falar muito sobre minhas primas Gi e Ju, que são da mesma área no Brasil.
No sábado nós fomos nos deliciar com o metrô de Hamburgo. Não que o metrô de lá tenha algo de tão excepcional, é que nós adoramos metrôs! Tão prático e tão rápido. Com metrô é impossível se perder. Meu sonho é que Århus e Niterói tivessem também cada um o seu. Bom, mas continuando, fomos direto para o centro da cidade, saímos em frente à Rathaus, a prefeitura. Foi um choque! Percebi que a idéia que eu tinha de Hamburgo estava completamente equivocada. Hamburgo é enorme, cheia de construções imponentes. Eu esperava algo mais próximo à Århus, imagina… Ledo engano.
Depois de um passeio básico pelo centro da cidade, pegamos novamente o metrô em direção a St. Pauli, para passear pela Reeperbahn, a rua mais famosa de Hamburgo, repleta de sex shops, onde também tem o clube onde os Beatles começaram a carreira. Como ainda era por volta de meio-dia, estava tudo fechado, com a calçada cheia de punks dormindo ou pedindo dinheiro. Fomos então para o porto e fizemos um passeio de barco. Para quem não sabe, Hamburgo é uma cidade portuaria e seu porto é conhecido como um dos maiores do mundo. A cidade também é muito comparada à Veneza e Amsterdam pela quantidade de rios e lagos que ela contém. Além de contabilizar 2300 pontes!
Pegamos o barco em Landungsbrücken e descemos na terceira parada. Passeamos pelas margens do rio Elbe e paramos num bar chamado Strandpauli. Bar com temática de praia, com areia, cadeiras de praia, colchões. Achamos graça, mas sentamos na areia e tomamos uma cerveja enquanto olhávamos o Rio Elbe correr.
O primeiro dia foi ótimo, apesar do desencontro com a Fer e a Camila. Meu celular se rebelou contra mim e não recebia mensagens nem ligações. Mais tarde parou também de fazer ligações. Mas o que é uma viagem sem contratempos? Cansados de andar fomos pro hotel e marcamos com as meninas de nos encontrarmos à noite. Depois de mais um tanto de desencontros na estação de metrô, finalmente encontramos as meninas e o Alex e fomos nos aventurar por Reeperbahn à noite. A rua que vimos pela manhã estava irreconhecível: lotada! Parece ser o lado mais alternativo da cidade. Se vê de tudo por lá. Me fez lembrar muito a Boulevard de Clichy, a rua onde fica o Moulin Rouge em Paris. O lugar onde o decadente e o chique se encontram. O mais curioso foi reparar na organização do distrito da luz vermelha. Prostituição é legal na Alemanha desde 2002, e com isso vimos uma concentração de prostitutas numa esquina bem em frente à delegacia de polícia. Outro ponto curioso é que é muito fácil indentificá-las. Todas usam calça jeans e pochete. Com esse código de vestimenta elas podem ficar na delas, só esperando a clientela se aproximar.
No domingo nós fomos passear com a Fer, a Camila e o Alex. Fizemos um passeio de ônibus. Passamos por bairros chiquérrimos, com mansões de fazer o queixo cair. Visitamos um mirante. Andamos e conversamos bastante. Foi um dia bem relax e gostoso. No fim da tarde fomos comer comida asiática. Yummy! Ruivo e Fer comeram tanto que quiseram disputar pelo título da maior barriga. Mas acho que o ruivo tem uma "leve" vantagem… Nos despedimos da Camila e do Alex, com muitos convites de irmos para Berlim e deles virem para Århus.
Na segunda, último dia em Hamburgo, fomos almoçar no "bandejão" da faculdade da Fer, com uma amiga alemã dela que acabou de voltar do Brasil, onde encontrou com nosso queridíssimo Gean. Que inveja! Saudade absurda desse menino… Depois fomos encontrar outros amigos da Fer, dessa vez brasileiros. Um casal muito fofo e gente boa toda vida, o Jean e a Cíntia. Tão especiais que até conseguiram que o ruivo conversasse em português com eles! Proeza que nem eu consigo normalmente. Mas isso só vem a confirmar que ele sabe muito mais do que gosta de aparentar. Safado!
Hamburgo vai deixar saudade. Principalmente os amigos que estão por lá. O consolo é de que é tão pertinho, que uma próxima visita não parece assim tão improvável. O único problema é que existem tantos lugares pra se conhecer, que não soa muito razoável visitar o mesmo mais de uma vez. Mas veremos…
Escrito por Cat em amigos, viagens |
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14 June 2007 | 21:19
Estou doente. Garganta inflamada, dor de cabeça, febre. Uma beleza! Mal consegui sair da cama hoje. Agora que a dor de cabeça me deu uma folguinha, eu vou tentar aproveitar para atualizar isso aqui. Vou tentar publicar os posts que comecei a escrever e não terminei dos últimos passeios que fizemos. Mesmo que eu não termine de escrevê-los do jeitinho que eu gostaria, porque senão esse blog não sai do lugar.
A única parte boa de estar doente é que o maridinho me enche de mordomia e mimos. Não que eu goste de ser paparicada o tempo todo, mas quando estou doente… Ah, só a minha mãe mesmo sabe o quanto eu sou dengosa nessas horas. E nesse quesito o ruivo é nota mil! Pra se ter uma idéia, ele até encheu a geladeira de litros de coca-cola para a esposinha viciada aqui. Coisa que normalmente ele regula sem dó nem piedade. Refrigerante aqui em casa só quando tem visita ou quando eu contrabandeio do trabalho. Coca-cola então… é o produto do mal! Coisa de ruivo ultra-saudável.
Imaginem minha alegria! Plena quinta-feira, eu em casa, na cama e maridinho me servindo coca-cola com um sorriso no rosto. É o paraíso! Assim eu até esqueço que minha garganta está praticament fechada.
Escrito por Cat em eu-moi-mig, quotidiano |
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6 June 2007 | 12:36
Há 7 anos atrás ele era apenas um amigo virtual. Há 5 meu namorado distante. Há 3 meu namorado bem do ladinho. Há 1 se tornou o meu marido e adotou o meu nome.
Ele mudou minha vida de tantas formas diferentes. Ou melhor, me fez querer mudar. Sempre tentando ser uma pessoa melhor e mais feliz. E a cada dia eu vejo o quanto é bom viver ao seu lado. Cada dia mais e mais.
Tak fordi du er min bedste ven. Tak for at du gør livet nemmere.
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"Never been here- How about you?"
You smile at my answer
You've given me the chance
To be held and understood
You leave me laughing without crying
There's no use denying
For many times I've tried
Love has never felt as good
Be it downtown or way up in the air
When your heart's pounding
You know that I'm aware
You make it easy to watch the world with love
You make it easy to let the past be done
You make it easy
How'd you do it? How'd you find me?
How did I find you?
How can this be true?
To be held and understood
Keep it coming – no one's running
The lesson I'm learning
Cause blessings are deserved
By the trust that always could
Be it downtown or way up in the air
When your heart's pounding
You know that I'm aware
You make it easy to watch the world with love
You make it easy to let the past be done
You make it easy
Escrito por Cat em casamento, ouvindo, ruivo & eu |
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3 June 2007 | 11:24

Escrito por Cat em casamento, ruivo & eu |
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1 June 2007 | 12:12
Estamos indo para Hamburgo. Voltamos já.
Se comportem!
Escrito por Cat em viagens |
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