31 May 2007 | 00:33
Sei que estou sumidinha, mas estou bem. Só tenho trabalhado muito. Na semana passada inteira, por exemplo, eu fiz hora extra no trabalho. Ao todo foram 11 horas por dia. O cansaço tomou conta de mim. Virei um zumbi monossilábico de olhos vermelhos. Mas valeu a pena porque assim eu pago minha carteira sem dor na consciência. E o que sobrar vai para as férias. Compensei o cansaço com o fim de semana prolongado (segunda foi feriado aqui) mais preguiçoso dos últimos tempos! Dormi tudo o que tive direito, li, vi televisão. Além de ter ido ao cinema, como vocês já sabem. Hoje também trabalho extra, mas é só. Estarei em mini-férias de sexta à terça-feira, com direito à viagem e visita a velhos bons amigos.
Depois volto a labuta de novo e vou encarando todo trabalho extra que rolar. Até o final dos meus dias por lá. Que será em breve, até. Mal posso esperar! Não que eu não goste do trabalho. Eu gosto. Principalmente das pessoas que encontrei por lá. Mas não posso negar que me faz uma falta enorme uma ocupação instigante. Quem diria que eu sentiria tanta falta de dar aula? Até mesmo de preparar as aulas, bolar exercícios e atividades que conseguissem despertar o interesse dos alunos, que para mim sempre foi a parte mais enjoadinha, além de não-remunerada. Ver o meu tempo agora ser usado com uma atividade repetitiva e que exige tão pouco do meu raciocínio me desestimula.
Lembro de ter lido a Marina dizer uma vez que se sentia emburrecendo. Lembro que achei graça, mas talvez eu esteja tendo uma idéia do que ela quis dizer. Presumo que seja a inércia, a falta de estímulo. Mas talvez seja apenas a ansiedade para setembro chegar. Que setembro chegue logo…
Escrito por Cat em quotidiano, reflexões, trabalho |
Junte-se ao papo (3)
____________________________________________________________
28 May 2007 | 18:08
Fui ver o filme La Môme, sobre a vida da cantora francesa Édith Piaf. Chorei cântaros!
Mas vale ressaltar que não foi mérito do filme em si. Para ser bem justa, preciso dizer que ele deixou muito a desejar em vários pontos. Roteiro muito confuso. Para quem não conhece um pouco mais a fundo a vida dela com certeza sai do cinema sem entender vários detalhes. Mas vale a pena. Só para pelo menos ter uma noçaozinha de quem foi Piaf e entender o por que a música Non, je ne regrette rien a representa tão bem.
O que me emocionou de verdade foi escutar as músicas, sentir Paris novamente e a interpretação da atriz. Eu lembro que descobrir Piaf, nos tempos de faculdade, foi um impacto para mim. A força da sua voz, o mixto de romantismo, melancolia e de um humor sarcástico em suas letras e o charme de uma Paris antiga, tudo isso me seduzia muito. Lembro de usar, apaixonadamente, as músicas dela para dar aula, mesmo quando um ou outro aluno adolescente torcia o nariz. Lembro de ter visitado os lugares onde ela morou e cantou na minha temporada em Paris. Pigalle, Ménilmontant, Bellevile. Seu túmulo no Père Lachaise. Um turbilhão de lembranças invandindo o meu peito durante o filme. Não deu pra segurar… Veja o trailer do filme.
Já coloquei essa letra aqui uma vez. Na véspera do dia em que de fato estava vindo viver ao lado do cara que hoje é meu marido. A epítome do romantismo no meu mundo.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
La vie en rose.
Édith Piaf
Des yeux qui font baisser les miens Olhos que intimidam os meus
Un rire qui se perd sur sa bouche Um riso que se perde na sua boca
Voilà le portrait sans retouche Eis o retrato sem retoque
De l’homme auquel j’appartiens Do homem a quem eu pertenço
Quand il me prend dans ses bras Quando ele me toma nos seus braços
Il me parle tout bas Ele me fala baixinho
Je vois la vie en rose Eu vejo a vida em cor de rosa
Il me dit des mots d’amour Ele me diz palavras de amor
Des mots de tous les jours Palavras de todos os dias
Et ça me fait quelque chose E isso mexe comigo
Il est entré dans mon coeur Ele entrou no meu coração
Une parte de bonheur Uma parte de felicidade
Dont je connais la cause Da qual eu conheço o motivo
C’est lui pour moi, moi pour lui dans la vie Ele por mim, eu por ele na vida
Il me l’a dit, l’a juré, pour la vie Ele me disse, me jurou, pra toda vida
Et dès que je l’aperçois E assim que eu o vejo
Alors je sens en moi mon coeur qui bat. Eu sinto dentro de mim O coração bater
Des nuits d’amour à n’en plus finir Noites de amor infindáveis
Un grand bonheur qui prend sa place Uma grande felicidade toma lugar
Les ennuis, les chagrins s’effacent Os aborrecimentos as tristezas de amor se apagam
Heureux, heureux à en mourir. Felizes, felizes, até morrer
Escrito por Cat em França, quotidiano, vendo |
Junte-se ao papo (12)
____________________________________________________________
16 May 2007 | 11:15
Acabei de chegar da entrevista na faculdade e no final dela as duas professoras que me entrevistaram já me comunicaram que estou dentro! Ainda vou receber uma carta me comunicando que fui admitida e que devo responder se aceito. Mas segundo as professoras, a papelada é mera formalidade já que elas sabem na hora da entrevista quem entra ou não.
A entrevista foi a conversa mais descontraída e irreverente que já tive com dois desconhecidos dinamarqueses! Elas queriam saber basicamente a minha história: o que fazia no Brasil, porque vim parar aqui, o que faço aqui e minhas experiências. Elas me deram também o panorama completo das minhas possibilidades depois do primeiro ano.
Meu primeiro ano vai ser um curso especial para estrangeiros, que eu decidi fazer para obter aquele conhecimento que para os dinamarqueses é evidente, pelo simples fato de eles serem dinamarqueses, que é sobre cultura e sociedade. Nesse curso se tem aulas de dinamarquês, direito, serviço social, entendimento cultural, psicologia, pedagogia, drama e pronúncia dinamarquesa. Após esse primeiro ano, o aluno escolhe se quer continuar o bacharelado em serviço social ou læreuddannelse, que é o curso para se tornar professor de ensino fundamental e médio. Eu prentendo continuar o curso em serviço social, que pensando em mercado de trabalho é uma área cheia de oportunidades para estrangeiros. Mas as professoras me alertaram que eu tenho grande possibilidade também em trabalhar com língua se eu quiser, que é aliás a minha formação no Brasil. Mas isso eu vou descobrir no decorrer do meu primeiro ano.
Que alegria que eu fiquei depois da entrevista! E eu pensando que só teria uma resposta lá pra julho. Imaginam minha surpresa? O curso começa em setembro. Mal posso esperar.
Escrito por Cat em estudando |
Junte-se ao papo (19)
____________________________________________________________
15 May 2007 | 12:20
Há duas semanas atrás eu fui ao show do Nephew, uma banda de rock dinamarquesa, originária daqui de Århus e que eu gosto muito. Além do estilo musical deles ser bem o meu gosto, também admiro as letras, muitas vezes sofisticadas, irreverentes, cheias de duplo sentido e críticas.
Quando eu cheguei pra ficar na Dinamarca, final de 2004, essa banda estava estourando. Era o ano de lançamento do segundo álbum da banda, o USADSB. Mas o sucesso da banda não se deve unicamente a esse segundo álbum, mas principalmente ao sucesso de um grupo de comediantes do qual o vocalista do Nephew também faz parte, Drengene fra Angora. Eu lembro que conseguia me divertir muito com esse programa na televisão apesar de não entender nada de dinamarquês na época porque alguns dos personagens também falavam inlgês.
Praticamente todas as músicas do álbum tocaram na rádio constantemente. E o mesmo está acontecendo agora com o terceiro álbum, Interkom kom ind, lançado em 2006. Os rumores agora são de que a banda despertou o interesse de Timbaland, famoso como o produtor do Justin Timberlake e que agora está tomando conta do mundo musical atual. É esperar para ver.
O show foi ótimo! Dancei até não aguentar mais. Até mesmo o ruivo, que foi meio a contragosto só para me acompanhar, adorou! O vocalista, Simon Kvamm, fez juz a sua veia cômica e fez o público gargalhar com seus comentários nos intervalos. Outro ponto alto foi o show do público exibindo espadas florescentes de Guerra nas Estrelas durante a música Wannabe Darth Vader. Fiquei sabendo depois que isso é tradição dos fãs nos shows. Mas acho que mesmo sendo tradição esse carinho não deixa de emocionar.
Já que faz parte do post, vou deixar Wannabe Darth Vader pra vocês:
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Clips:
Wannabe Darth Vader
Igen og igen og
E a minha preferida: Movieclip
Escrito por Cat em música dinamarquesa |
Junte-se ao papo (2)
____________________________________________________________
13 May 2007 | 14:32
Obviamente que não posso deixar de homenagear a melhor de todas…
A minha!

Linda! Te amo e morro de saudades!
Todos os dias!
Escrito por Cat em celebrando, família, quotidiano |
Junte-se ao papo (3)
____________________________________________________________
13 May 2007 | 13:18
E aí que ontem, assim, num reflexo inconsciente eu comprei um livro sobre gravidez. Aí vocês me perguntam porque raios eu fiz isso se não estou nem grávida, né? Pois é, se acalmem, não estou grávida mesmo, não! Mas cara, eu mesma não sei porque exatamente eu comprei o livro. Só pode ser culpa dos hormônios histéricos que querem a todo custo me convecer de que está na hora. Esses hormônios não são fáceis. Não adianta eu argumentar que é melhor esperar pelo menos o primeiro ano da faculdade (isso SE eu eu entrar). Não, não adianta nada! Eles insistem em me ignorar, e me empurrar esses reflexos absurdos, como a compra do livro, meus gritinhos descontrolados ao ver um bebê adorável pela rua, sonhos de gravidez de trigêmeos, e daí pra pior.
Mas preciso ser justa e credenciar essa loucura toda às tantas grávidas e mães recentes por aí, que apesar de toda sutileza que demonstram, eu nunca deixei de perceber a real intenção das mesmas: me induzir! Pois sintam-se responsáveis pelo meu desequilíbrio: Carol, Jana, Déa (DK), Maria, Luciana, Analu (D), Simone (FR), Rebeca, Amle e minhas primas Andreia e Adriana. Espero não estar esquecendo de ninguém, se estiver puxem minha orelha nos comentários, please.
Feliz dia das mães para as mamães leitoras do blog e para as futuras mamães! Incluindo eu, né? Mesmo sendo num futuro longínquo, porque não?
Escrito por Cat em abobrinhas, blogosfera, eu-moi-mig |
Junte-se ao papo (10)
____________________________________________________________
13 May 2007 | 12:10

Estou mostrando a área de trabalho do meu computador, como a Maira sugeriu.
Escrito por Cat em abobrinhas, blogosfera |
Junte-se ao papo (1)
____________________________________________________________
8 May 2007 | 12:40
Estou aqui. Não desisti do blog. Só tirei umas férias da blogosfera, digamos, não planejada. Estou um pouco sem energia ultimamente. Venho sempre aqui, escrevo uns posts e salvo, mas não publico. Coisas para contar é o que não faltam, o que falta é minha energia de escrever decentemente.
Fiz minha inscrição na faculdade. Agora estou tentando relaxar e não pensar muito sobre o assunto enquanto espero a resposta.
Estou também juntando dinheiro para finalmente tirar minha carteira de motorista. Porque cá pra nós, eu já estou ficando velha demais para não ter carteira, né? Só que a bendita vai custar praticamente meu salário inteiro. Então lá vou eu, laiá laiá, escrava Isaura, pra labuta, pegando tudo quanto é hora extra possível no trabalho.
Nesse meio tempo São Pedro andou se divertindo muito nos presenteando com muito sol com quase 30 graus e em questão de poucas horas de diferença com muita chuva e frio. Uma aventura porque nunca se sabe o que se esperar pro resto do dia.
Prometo voltar em breve e contar dois eventos recentes que me tiraram da rotina: show do Nephew e passeio pra Legoland.
Inté!
Escrito por Cat em quotidiano |
Junte-se ao papo (11)
____________________________________________________________