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Voltamos…

31 January 2007 | 11:38

… de viagem na segunda, mas só reuni forças para escrever aqui agora. A viagem foi uma delícia! Não só pela viagem em si, mas também pelo tempo livre para pensar na vida e tomar algumas resoluções importantes. Resoluções que vão melhorar minha qualidade de vida e tirar um peso enorme da minha consciência. Mas esse é um assunto para depois. Esse post é sobre a viagem. 

 

 

 

 

Fomos esquiar com a família do ruivo, em Hemsedal, na Noruega. É tradição dos pais do ruivo levar a gente pra esquiar em algum lugar em janeiro. Dessa vez foi a família inteira: irmãos, namorada do irmão e o chileno intercambista. A viagem até a estação de esqui foi longa. Levou quase 24 horas e incluiu ônibus de turismo e navio. A região era linda. Repleta de montanhas decoradas com o branco da neve.

Os dinamarqueses em geral babam quando vêem montanhas, pois a Dinamarca é totalmente desprovida das mesmas. A montanha dinamarquesa mais alta, Møllehøj, mede 171 metros. Chega a ser meio cômico para mim, que cresci vendo montanhas para todos os lados, ver a reação deles ao ver uma. O ruivo me cutucou várias vezes para olhar para uma ou outra durante a viagem de ônibus. 

Chegando na estação de esqui, fomos diretamente alugar as botas e os esquis. Eu estava meio apreensiva, incerta de que lembraria o que aprendi na escola no ano passado. (Post do ano passado aqui) Mas superado o nervosismo inicial, eu acabei me surpreendendo com a naturalidade com a que conseguia esquiar. Ouvi dizer que é como andar de bicicleta, depois de aprendido se torna intuitivo. Eu não sei, só posso falar por mim e para mim foi exatamente assim. Acompanhei o ruivo até o ponto mais alto do lugar e não cai uma vez sequer. Uma glória! :) Infelizmente o Pancho, o intercambista chileno, não teve a mesma sorte e machucou o joelho no segundo dia. Uma pena. Ele estava indo surpreendentemente bem no snowboard até o acidente. 

Apesar de termos levado a camera, não tiramos nenhuma foto na estação. Uma droga, eu sei. Mas temos duas razões para sermos tão relapsos: 1) a falta de coragem de tirar a luva para tirar a foto e perder a sensibilidade das mãos, mesmo que por segundos; 2) ninguém querer ter a responsabilidade de cair com a camera e danificá-la. Por outro lado, vocês serão poupados de me ver com as roupas de esquis mais berrantes do universo. Para uma pessoa discreta como eu, chegava a ser dolorido vestir aquele casaco amarelo ovo e a calça vermelha, ambos de pelo menos uns 4 numeros maior do que o meu. Mas são emprestados, aceitos de muito bom grado, pela terceira vez já. Mas nada como usar suas próprias coisas, né? Prometi pra mim mesma, que se formos esquiar ano que vem, terei minha própria roupa. :)

Na viagem de volta para casa eu passei mal o tempo todo no navio. Nunca fui de me sentir mal no mar. Foi a primeira vez e foi horrível! Era como se eu tivesse completamente bêbada. Meu mundo rodava em volta da minha cabeça numa velocidade alucinante. A solução foi dormir o tempo todo. Uma pena também, porque eu me amarro nas atividades daquele navio. Cassino, Tax free shop, discoteca super brega, etc. Fica para a próxima…

Agora estamos de volta a arrumação do apartamento e a um ritmo um pouco mais ameno. Mas isso são cenas do próximo capítulo.

Trilha sonora da minha viagem foi:

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acompanhe com a letra >> Leia mais…

Escrito por Cat em viagens | Junte-se ao papo (9)

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Estamos saindo de viagem hoje.

25 January 2007 | 17:53

 Voltamos já já. Se comportem! 

Wink

Escrito por Cat em viagens | Junte-se ao papo (3)

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lata de likso e espeurro

21 January 2007 | 22:22

Na noite do Ano Novo, vieram dois amigos do ruivo que eu não conhecia aqui em casa. Ficaram só meia hora e foram embora antes do jantar. No meio da visita um deles foi ao banheiro. Quando voltou, ele parou na minha frente com uma expressão bem concentrada e falou: "una lata de likso". Eu fiquei paralisada por uns segundos olhando para ele tentando decifrar aquela charada. Sem sucesso. Aí ele soltou outra: "uno espeurro". Aí não deu mais pra segurar e eu soltei um sonoro "ÃHN?". Mas aí a Fernanda, minha amiga brasileira que veio passar o réveillon comigo, matou a charada e me alertou que ele estava tentando falar uma lata de lixo e um espelho

Só aí foi cair a minha ficha. Como somos um casal de línguas maternas diferentes, a casa inteira é cheia de adesivos com os nomes dos objetos da casa em dinamarquês e em português. Então aqui em casa se aprende um pouco de língua (muito mal, por sinal) enquanto se faz as necessidades fisiológicas diárias. Interessante, não? :P

Escrito por Cat em línguas | Junte-se ao papo (8)

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Tempo escasso

21 January 2007 | 13:16

Pela primeira vez na vida eu entendo perfeitamente aquelas pessoas que dizem: "bem que o dia poderia ter umas 4 horas a mais". Me tornei uma delas.

Semana passada foi a minha primeira semana no trabalho novo. Semana de treinamento. O trabalho em si é muito tranquilo e as pessoas são muito legais, simpáticas, prestativas e super pra cima. Essa semana que passou foi de trabalho normal, no meu turno normal de 16 às 24. Tudo correu muito tranquilamente também no trabalho. O problemão é acordar no dia seguinte às 7 pra chegar na escola às 8. Está sendo um sofrimento descomunal. zzz

Eu tenho certeza absoluta que isso é uma mera questão de costume. Pode levar um tempinho, mas eu vou me acostumar com esse rítmo mais puxado. Teve época no Brasil em que eu também tinha um rítmo bem puxado como esse. A diferença pra agora é que aqui eu durmo muito mais do que costumava dormir no Brasil. Talvez pela diferença climática, a escuridão invernal, ou o que seja. O fato é que eu durmo mais e está sendo uma dificuldade cortar isso. Só espero que eu me acostume bem rapidinho.

Pra completar esse quadro de correria todo, nossa mudança foi fim de semana passado. Só ontem e hoje que consegui curtir realmente o nosso apê novo. Que delícia! Que diferença! A sensação é de que nos mudamos para um palácio! O apartamento anterior tinha o teto inclinado, por ser o sótão do prédio e isso consumia praticamente a metade do nosso espaço. Agora além do novo apê ser efetivamente maior, o teto é normal e as janelas idem. Que paraíso! Eu estou numa felicidade indescritível. Imaginem só, é a minha primeira casa de "gente grande", se é que vocês me entendem. :)

Agora me dêem licença que vou terminar de desencaixotar nossas coisinhas.

Escrito por Cat em quotidiano, ruivo & eu, trabalho | Junte-se ao papo (8)

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língua padrão e sotaques regionais

9 January 2007 | 16:19

Eu fico cada vez mais impressionada com a Dinamarca e a língua dinamarquesa. Esse país, pra quem não sabe, tem o tamanho do estado do Rio de Janeiro e o mesmo número de habitantes da cidade do Rio de Janeiro. A densidade demográfica, então, é pequena e acredito que isso tenha um grande efeito na língua.

A língua dinamarquesa tem particularidades muito distintas dependendo da região do país. Não é nada raro uma notícia no telejornal aparecer com legendas, mesmo que a pessoa entrevistada esteja falando dinamarquês, porque consideram o sotaque dela muito forte. 

São tantos sotaques regionais e tão fortes para um país tão pequeno, que é de impressionar mesmo, sem falar nos dialetos.

Tenho um exemplo na família do ruivo mesmo. Uma parte da família do sogro mora no extremo sul do país. Um dos irmãos do sogro, tio do ruivo, tem um sotaque tão carregado que eu não entendo praticamente nada do que ele diz. Meu próprio sogro pronuncia muitas coisas completamente diferente do que o jeito que eu aprendo na escola.

Encucada com isso há um tempo atrás, fui perguntar na escola se existe um dinamarquês padrão, oficial. Aprendi que existe sim e ele se chama Rigsdansk. É um dinamarquês sem sotaque regional e sem maneirismos de linguagem. É o que se fala normalmente pela maioria das pessoas que trabalham na televisão e no rádio. Mas nem sempre. Eu já consigo reparar que algumas dessas pessoas são nitidamente de Copenhague ou de Århus. 

Mas isso de língua padrão é bem discutível, né? É possível mesmo manter essa língua padrão longe dos sotaques e dos maneirismos?  Complicado.

Fui perguntar então se o que aprendemos na escola é o Rigsdansk. O professor substitudo que estava lá no dia disse que é algo entre o Rigsdansk e o dinamarquês de Århus. Explicou também que teoricamente Rigsdansk é a língua ensinada nas escolas, mas na prática isso é bem diferente. É praticamente impossível para os professores se livrarem por completo de qualquer traço de sotaque regional ou maneirismo. 

Aproveitando o assunto o professor escreveu a seguinte frase no quadro para exemplificar o modo que as pessoas no leste da Jutlandia (Vestjylland) falam: a æ u o æ ø i æ å. Isso é apenas a transcrição de como a frase soa, as palavras dessa frase, na verdade, não são só de vogais. Coloquei essa frase no blog em dinamarquês também para ver se alguém lá advinha o que é. 

Essa frase me fez lembrar de uma outra, em português, que diz:

Ó o auê aí, ô! 

Preciso explicar o que significa? :)

Escrito por Cat em Dinamarca, línguas | Junte-se ao papo (13)

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Bonança

8 January 2007 | 15:48

Uma anja maravilhosa aqui em Århus me ajudou a conseguir uma entrevista de emprego, pra qual eu fui hoje de manhã e de onde saí praticamente empregada. Incrível, foi tudo tão rápido. Não estou me contendo de tanta empolgação. É um trabalho de escritório, coisa que eu nem imaginava poder fazer nesse momento, usando meu dinamarquês. Yes! Um obrigada gigante para minha anja! De coração!

Bora todo mundo se juntar a mim na dança da felicidade?

 

Escrito por Cat em trabalho | Junte-se ao papo (12)

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Túnel do tempo dinamarquês

6 January 2007 | 00:24

Com essa gripe fiquei plantada em frente a tv essa tarde assistindo Vild med dans, que é o programa equivalente ao Dançando com os artistas aí da Globo. Não é esse o nome?

Uma viagem de volta aos primórdios dos anos 90 na Dinamarca. Reparem nos sintetizadores! Diversão garantida.

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Kom tilbage nu

(Danseorkesteret) 

Det kom som et chok
Da hun forlod mig
Den nat hun blev væk
Den dag hun sendte brevet til mig
I brevet der stod
At hun var blevet træt af mig
Træt af at vente
Hele tiden skændes med mig
Nu er jeg helt alene
Går søvnløs rundt
Jeg føler mig så ensom
Mit hjerte gør ondt
Sket er sket
Og jeg fortryder nu
Gjort er gjort
Jeg må have hende igen
De ting hun gør
De ting hun siger
Jeg elsker ingen andre piger
Kom tilbage til mig
Jeg elsker kun dig (Kom tilbage nu, kom tilbage nu)
Kom tilbage til mig
Jeg elsker kun dig (Kom tilbage nu)
Vi kunne prøve igen, rejse langt langt bort
Oh sig du vil, sig du vil
Give mig, give mig en chance til

Escrito por Cat em música dinamarquesa, ouvindo | Junte-se ao papo (6)

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Tudo ao mesmo tempo agora.

5 January 2007 | 15:45

Ainda estou meio tonta de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Logo depois da prova de dinamarquês eu fui informada de que só teria aula do módulo 6 pela manhã ou à noite. Eu já estudei à noite e sei que não é bom. São apenas duas vezes por semana e é muito devagar. Minha prioridade é manter o rítmo de estudo para conseguir terminar tudo em junho. Como só sobrava as aulas pela manhã, me vi na difícil tarefa de pedir demissão do trabalho. Arrumar prateleiras em supermercado não era meu trabalho ideal, mas também não era ruim. Eu gostava do ambiente e das pessoas, e ainda treinava meu dinamarquês. Mas, oh well… C'est la vie! Só me resta me manter firme na idéia de que vou encontrar outra coisa em breve. Algo tão bom quanto ou ainda melhor. Não custa sonhar um pouquinho alto… 

O desemprego não caiu bem com a outra novidade que é a nossa mudança. Estávamos numa lista de espera para mudarmos para um apartamento maior aqui dentro do condomínio mesmo, e em novembro recebemos uma oferta. Com o bico de programação do ruivo e mais o meu trabalho dava para dar conta de um lugar maior. Aceitamos sem hesitar. Ainda dá para dar conta, claro. Só voltamos ao lema de economizar sempre e com tudo até eu encontrar outra coisa. Dedos cruzadinhos para que seja logo.

 

 

 

 

Mas estamos super empolgados com a mudança. São só dois andares abaixo do nosso apê atual, mas ganhamos 30m2 a mais do que temos agora. Comparando, é um palácio. Só vendo mesmo para entender. Estamos super envolvidos com a mudança esses dias. Não pensamos nem falamos sobre outra coisa. Hoje escolhemos as cores das paredes de cada cômodo. Cores calmas e claras para não cansar. Acredito que nos primeiros meses nossa casa vá ficar meio deserta, já que os móveis que temos só vão ocupar 1/3 do espaço total. Mas só com o fato de termos mais espaço, já estamos radiantes.

Nessa semana já começou o curso e já deu pra sentir que o nível é realmente outro. A professora já veio criticando os jornais que eu leio, que segundo ela, são básicos demais e insuficientes para o nível que estou me preparando. Eita, vida. Mas é assim, né? Mais um ano que se inicia, trazendo novos desafios e perspectivas. O lance é respirar fundo e encarar! 

Mas agora estou com uma gripe das brabas, vou alí descansar e encaro 2007 depois, prometo!

Escrito por Cat em quotidiano, trabalho | Junte-se ao papo (5)

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25

5 January 2007 | 15:30

O homem da casa fez aniversário ontem. A família apareceu e cantamos a musiquinha tradicional que é…

I dag er det Jonas fødselsdag!
Hurra! Hurra! Hurra!
Han sikkert sig en gave får
som han har ønsket sig i år
og dejlig chokolade med kage til.

Hvor smiler han, hvor er han glad
Hurra! Hurra! Hurra!
Men denne dag er også rar,
for hjemme venter mor og far
med dejlig chokolade med kage til.

Og når han hjem fra skolen går,
Hurra! Hurra! Hurra!
Så skal han hjem og holde fest,
og hvem der kommer med som gæst,
får dejlig chokolade med kage til.

Til slut vi råber højt i kor.
Hurra! Hurra! Hurra!
Gid Jonas længe leve må
og sine ønsker opfyldt få -
og dejlig chokolade med kage til.

Estou tentando achar um podcast com alguém cantando a música, mas não está fácil. Quem sabe eu não convenço o próprio aniversariante a gravar um para vocês ouvirem aqui? Mas não prometo nada! :P  

Escrito por Cat em celebrando, ruivo & eu | Junte-se ao papo (2)

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Réveillon com a “louca”

5 January 2007 | 15:15

Nossa virada foi ótima! Com a alegria da companhia de uma queridíssima amiga, a Fernanda, dos tempos da faculdade no Brasil, e que hoje em dia mora numa país vizinho ao "meu". Importamos a Fernanda de Hamburgo, Alemanha, para passar a virada aqui com a gente e foi tudo de bom! 4 dias de papos até altas horas, relembrando histórias loucas do passado, regados a muita tequila, caipirinha e nenhum champagne, já que o esquecemos dentro da geladeira.

Para vocês terem idéia do nível de loucura da Fê, eu preciso contar para vocês que ela está aprendendo dinamarquês por, assim digamos, diversão. Preciso dizer mais alguma coisa? Apesar do parafuso a menos da Fê, a amizade é forte e bem especial. 

Mulher, obrigada pela visita e volte sempre! :P

Escrito por Cat em amigos, celebrando | Junte-se ao papo (0)

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