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Feliz Ano Novo!

31 December 2006 | 17:43

Escrito por Cat em celebrando | Junte-se ao papo (8)

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Nosso natal

28 December 2006 | 22:34

Voltamos hoje pra casa. Ainda estamos desfazendo as malas, cheia de roupas sujas e presentes do nosso natal na casa dos sogros. 

O natal foi ótimo. A ceia, então… Eu adoro tudo o que é servido na ceia dinamarquesa. Batatas carameladas, repolho vermelho cozido, batatas cozidas, pato, etc. Eu comi tanto, mas tanto nesse natal que mal aguentei dançar em volta da árvore, como é a tradição dinamarquesa. Eu lembro bem que no meu primeiro natal aqui, eu achei que esse detalhe de rodear a árvore de natal de mãos dadas cantando músicas natalinas fosse só uma brincadeira pra tirar sarro com a minha cara. Que nada! Tradição das mais antigas, que hoje respeito e acho até muito bonito.

Depois da cantoria em volta da árvore, fomos aos presentes. Uma pessoa se voluntaria para pegar o primeiro presente e ler na etiqueta do embrulho de quem e pra quem o presente é. O presenteado abre o presente na frente de todos. O presenteado, então, é encarregado de pegar o próximo presente e ler de quem e pra quem é, e assim por diante. É um ritual lento, que pode levar a noite inteira depedendo do tamanho da família, já que cada presente é experimentado, admirado, muito comentado e discutido por todos. 

O dia 25 de dezembro é reservado para não se fazer nada na casa da família do ruivo. Ou melhor, é reservado para se curtir os presentes sossegadamente. Mas nós quebramos a tradição e passamos o dia na casa dos pais de um amigo de infância do ruivo, que estava na casa dos pais para o natal. A família inteira era simpática, doce e divertida, do mesmo jeitinho que o amigo do ruivo é. Passamos praticamente o dia inteiro lá e nem sentimos o tempo passar. 

Os dois dias seguintes foram agitados com visitas a familiares. Na terça foi um almoço na casa de um tio, no extremo sul do país. Não fui porque eu tinha que trabalhar na quarta de manhã. Vim para casa sozinha, trabalhei na quarta e fui direto pra casa de uma tia do ruivo para um outro almoço de natal. Comida gostosa regada a vinho e Baileys. Mmm… Mais uma noite dormida na casa dos sogros e slut. Férias de natal encerradas e de volta à vida normal, temporariamente.

Agora é só esperar pelo réveillon, que será festejado com a presença de uma amiga brasileira hospedada aqui em casa! Yey! 

Respostas aos emails, comentários e visitas a blogs amigos ficam para amanhã, ok? O cansaço aqui está brabo… zzz 

Escrito por Cat em celebrando, Dinamarca, família | Junte-se ao papo (0)

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Natal

23 December 2006 | 12:46


Já estamos na casa dos sogros, curtindo a vida no campo. Ontem foi o dia de fazer doces, biscoitos e chocolates pra ceia de natal. É uma oportunidade de colocar a criatividade pra funcionar e relembrar as brincadeiras de massinha da infância. A casa dos sogros está cheia! Coisa boa! Mas parece que não teremos um Natal branco esse ano. Esse está sendo um dos dezembros mais quentes dos últimos tempos. Uma pena!

 Quero desejar a todos um Natal cheio de alegria, de amor e boas surpresas! 

 Beijinhos!

Escrito por Cat em celebrando, família | Junte-se ao papo (13)

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Disconto

20 December 2006 | 21:01

Compras de natal, ruivo no caixa pra pagar. Ele pergunta para o vendedor, como sempre faz, se eles têm algum disconto para estudante. O cara responde que tem sim, para todo mundo até. Aí, o cara pega uma jarra cheia de balinhas com a palavra "rabat" estampada no embrulho delas. Rabat significa disconto. Vocês precisavam ver a cara do ruivo! Impagável! Eu ri muito! ;P

rabat

Cliquem na foto para ampliar

PS. Ele agradeceu e pegou a balinha dando um sorriso meio forçado. 

Escrito por Cat em abobrinhas, quotidiano | Junte-se ao papo (7)

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Festa de encerramento

19 December 2006 | 23:22

Hoje a tarde foi a festa de encerramento da escola de dinamarquês, quando recebemos nossos diplomas da prova nacional de proficiência em dinamarquês, o PD3. Apesar de que para muitos o PD3 não significa o fim do curso, já que ainda tem o módulo 6, para a grande maioria o PD3 é mesmo o fim da escola. Como já expliquei antes, o módulo 6 é opcional. 

A festa foi bem simples, na cantina da escola. Pra começar um coro de professores e alunos cantaram algumas músicas de natal e depois foi servido æbelskiver (uns bolinhos doces) e gløgg (vinho quente com frutas). Depois da comilança começou a entrega dos diplomas e foi bem bonito. Cada professor foi chamando seus alunos, um por um, lá na frente para buscar o diploma enquanto todos aplaudiam. Uma das professoras fez um discurso sobre como é gratificante e enriquecedor ser professor para estrangeiros, pois os coloca em uma posição privilegiada para um aprendizado constante sobre as mais diversas culturas e lugares. Ela fez questão de frisar sobre a importância da influência que nós, estrangeiros, exercemos na vida deles, professores. Foi um discurso bem bonito. Me deixou com lágrimas nos olhos.

Mas o mais legal e emocionante de tudo foi mesmo ver a alegria e orgulho de tanta gente que estava lá recebendo o diploma, que foi, claramente, conquistado com muito esforço. Gente de todo canto do mundo, com filhos no colo, vibrando tanto ao receber aquele papel. Tinha até um senhor e seu filho, recebendo o diploma juntos, cada um o seu. Muito emocionante. Pode ser difícil pra certas pessoas entender a importância desse momento para alguns. Para essas pessoas que estavam lá hoje receber esse diploma na mão é o reconhecimento de um trabalho árduo e penoso, conquistado apesar de tantos obstáculos culturais e físicos. Uma tal conquista cuja dimensão eu nem sei se consigo imaginar. Mas foi muito emocionante estar lá e compartilhar essa alegria com eles.

Escrito por Cat em estudando, imigração | Junte-se ao papo (5)

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1m80

19 December 2006 | 12:21

Outro dia a família do ruivo por parte de mãe (incluindo eu) se reuniu no estúdio de uma fotógrafa para tirar um retrato que será dado de presente de Natal para os avós. A fotógrafa arrumou a família no estúdio, alguns sentandos num banco de 5 lugares e os outros em pé atrás desse banco. Eu, naturalmente, fui colocada em pé atrás do banco. A medida que ela ia tirando as fotos, ela continuava arrumando nossas posições. Em um certo momento ela me pergunta: "Você pode tirar o seu salto alto?". :l Eu respodi que não e todo mundo riu. Não posso tirar porque não uso salto, sou alta mesmo.

E olha que os dinamarqueses são altos, o que me faz me sentir bem mais a vontade do que eu me sentia no Brasil com relação a isso. No Brasil eu era seeempre a mulher mais alta de qualquer um dos círculos que fazia parte. Desde criança. Nem preciso dizer que eu era complexada com isso, né? Ainda mais na infância e adolescência, épocas em que o que mais queremos é sermos, de uma forma ou de outra, como os outros, "normais". Mas aí passou… Vim para Dinamarca e me vi integrada nesse sentido, dentro do padrão de altura feminino. Meus problemas com altura acabaram, pensei eu. Mas, de repente, me deparo com um comentário desse, vindo de uma mulher tão alta quanto eu. Vai entender, né? :P

Escrito por Cat em eu-moi-mig | Junte-se ao papo (4)

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Hoje às 8:30

19 December 2006 | 08:47

Dois anos já se passaram e eu ainda acho super esquisito acordar e começar o meu dia ainda no breu total. A minha querida cama me atrai desesperadamente de volta. 

Quando tirei essa foto pensando em colocar aqui, de imediato pensei o seguinte para o título do post: "Acordar cedo tem suas vantagens". Mas 8:30 não é acordar tão cedo assim, né? 

Escrito por Cat em Dinamarca, quotidiano | Junte-se ao papo (6)

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Voilà!

17 December 2006 | 22:14

Como os probleminhas do blog estavam nos dando dor de cabeça, resolvemos cortar o mau pela raíz e mudar de vez o template. Escolhi um bem próximo ao anterior porque já estava apegada à ele.

Se os problemas para comentar persistirem, por favor, me avisem pelo link de contato alí no alto à direita, ok? Obrigada!

Espero que gostem da cara nova do estabelecimento tanto quanto eu. :P

Escrito por Cat em blogosfera | Junte-se ao papo (6)

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Problemas técnicos

16 December 2006 | 16:17

O blog tá cheio de probleminhas.

Muita gente tem me avisado que não está conseguindo comentar nos posts. Eu não tenho idéia ainda do que está acontecendo. Mas estou tentando consertar. 

Volto assim que der um jeitinho nisso.

Escrito por Cat em blogosfera | Junte-se ao papo (2)

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2 anos de Dinamarca

7 December 2006 | 23:58

No dia 2 de dezembro de 2004 eu cheguei na Dinamarca. Dessa vez pronta pra ficar. Foram 3 meses como turista, tempo em que procurava desesperadamente por um trabalho de au pair para poder ficar. 6 meses como au pair, época cansativa, mas muito gratificante, que me deu oportunidade de conviver com cavalos, coisa que eu adorava. 1 ano como estudante, mas apenas 6 meses realmente no mestrado, até que decidi admitir que não era o que queria para mim. Um dois piores momentos da minha vida, fico feliz que tenha acabado. Mais 6 meses me concentrando no dinamarquês e… Casamento! Um dia mágico, extremamente feliz. E logo depois, Brasil! 6 semanas corridas, mas deliciosas. De volta para cá e mais 6 meses de muito dinamarquês. E finalmente a satisfação de terminar os cinco módulos obrigatórios do curso. Agora o futuro promete. Mas também preciso me lembrar de curtir o agora, de estar presente no meu presente.

 

Vez ou outra alguém me pergunta se sou feliz aqui, se me arrependi ou se já me adaptei. É um assunto que dá pano pra manga, e sobre o qual sempre tenho algo a acrescentar.

Eu gosto muito daqui. Apesar dos pesares. Nunca me arrependi. Não tenho uma vida perfeita e 100% feliz o tempo todo. Claro que não. É complicado, sofro muito nesse processo de adaptação. Mas minha luta é não me concentrar no que me puxa pra baixo, mas no que me leva pra frente, sempre em frente. Eu não tenho uma fórmula ou segredo para uma adaptação mais suave. Afinal de contas, não é porque uma coisa dá certo pra mim, que vai dar certo para outra pessoa. Mas acredito que certas coisas bem básicas me ajudaram e não custa dividir.

Por exemplo, antes de vir para cá, quando estava ainda considerando a possibilidade, eu lia tudo o que encontrava sobre Dinamarca e Escandinávia, descobri vários blogs de pessoas que moravam por esses lados há tempos (cuja maioria continuo lendo fielmente até hoje), e claro, conversava muito com o ruivo sobre o assunto. Não tenho dúvida de que isso tenha ajudado muito. Só o fato de saber pelo menos um pouco o que iria encontrar por aqui, de ter consciência do que teria que aguentar, de tentar me preparar para encarar tudo de bom e ruim que a Dinamarca tinha pra me oferecer me deixou, de uma forma ou de outra, um pouquinho mais forte. Me ajudou pelo menos a não deixar as coisas ruins me cegarem, sem permitir que eu encontrasse as coisas boas, e também que eu não me arrependesse radicalmente logo de cara. Informação é sempre o primeiro passo e nunca é demais.

Outra coisa foi a consciência de que sem dominar a língua eu estaria sempre à deriva. Torna tudo mais difícil. Mais difícil de se encontrar trabalho, de fazer novos amigos, enfim, de fazer parte de um todo. Sempre soube que isso era essencial para que eu me sentisse bem aqui. Essencial pelo menos para mim. Eu conheço pessoas que vivem aqui há anos sem falar dinamarquês e isso não os incomoda. Mas sempre me incomodou. Não saber a língua sempre foi uma das razões principais em todas as vezes que me vi depressiva aqui. Me sentia isolada, presa dentro de mim mesma, um peixe fora d'água. Não que a língua não seja mais um problema hoje em dia. Ainda tenho muito a melhorar. Mas só o fato de entender e conseguir me comunicar razoavelmente bem já me faz me sentir livre, cheia de planos e opções. Sabendo que a língua é de longe a minha maior luta aqui, o que vai me abrir portas em todos os setores da minha vida, tratei de me concentrar nela. É preciso traçar planos e prioridades ou a frustração de não estar saindo do lugar consome a gente.

Outro fator importantíssimo, é que eu só tomei a decisão de vir para cá tendo certeza absoluta do que queria. Mesmo não tendo idéia se meu relacionamento com o ruivo daria certo ou a minha química com o lugar funcionaria. É impossível prever essas coisas. Mas eu sabia que o que eu mais queria naquele momento era tentar. Sem essa certeza no peito, não acredito que eu teria vindo.

Escrito por Cat em Dinamarca, imigração, memórias, reflexões | Junte-se ao papo (7)

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