Ahn?
Desconfio que a única semelhança é que estamos todas meio de perfil!
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Desconfio que a única semelhança é que estamos todas meio de perfil!
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Um pouco de sensibilidade nesse mundo frio e individualista de hoje.
[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4]
Escrito por Cat em internet, notícias, reflexões | Junte-se ao papo (3)____________________________________________________________
Um dos grandes presentes que o orkut me deu foi a preciosa amizade de uma pessoa muito especial, também expatriada, mas morando na Escócia. Ainda não nos conhecemos pessoalmente, mas não tenho a menor dúvida que isso vai acontecer um dia. Só é uma questão de tempo e dim-dim. Ela é uma das pessoas que mais admiro nesse mundo virtual.
Lily, quero te desejar toda a felicidade que o seu coração aguentar. Que sua jornada na Escócia seja cheia de conquistas e muito amor. Parabéns pelo seu dia!

Escrito por Cat em amigos | Junte-se ao papo (1)
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Não sou eu na foto, mas ela ilustra exatamente o que aconteceu comigo hoje de manhã. Peguei uma baita ventania na minha ida de bicicleta até o ponto do ônibus para ir para o trabalho. Eu quase me matava de pedalar e a impressão que tinha era de que eu não saía do lugar. Imaginem a cena: tudo escuro, ruas desertas e o vento uivando feito louco. Sinistro!
Escrito por Cat em Dinamarca, quotidiano | Junte-se ao papo (3)____________________________________________________________
Quem não tiver saco para esse papo de aprender uma língua nova (e louca!) e gramática, pode parar de ler o post aqui mesmo. Não culpo vocês!
Quem tiver coragem de continuar, aconselho a dar uma refrescada na memória com o livrinho de gramática de vocês antes de terminar de ler o post.
A prova nacional de proficiência em dinamarquês está se aproximando e ando rodeada de dicionários, gramáticas e papéis. Queria escrever sobre uma porção de outras coisas (como o dia do professor, o livro que acabei de ler, um guiazinho de como andar de bicicleta na Dk e outras coisas), mas como meu tempo tem se consumindo estudando, acabo ficando um pouco sem cabeça para escrever sobre generalidades. Então, para a felicidade de vocês, vou dividir um pouquinho do meu conhecimento da língua e também o meu drama.
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Uma das coisas com que eu mais tenho dificuldades em usar na língua dinamarquesa é a ordem das palavaras na frase. É barra! Cada classe de palavras tem uma posição na frase, que é quase sempre inflexível. Consequentemente, quanto mais classe de palavras a frase tiver, mais complexo e difícil de lembrar fica. E se a frase tiver mais de uma oração? Mais uma dezena de regras extras sobre a posição das palavras.
A ordem, numa frase simples, fica assim:
sujeito – verbo – objeto
Até aí beleza, né? Igualzinho o português! Mas aí entra o advérbio:
sujeito – verbo – advérbio – objeto
Agora, se forem duas orações:
sujeito – verbo – conjunção – sujeito – advérbio – verbo - objeto
Um advérbio de tempo, por exemplo, só pode ficar no início da oração ou no final. Se ficar no início ele inverte a posição do sujeito e do verbo:
advérbio de tempo – verbo – sujeito – objeto
Essa inversão da posição do sujeito e do verbo acontece em várias ocasiões e me deixa maluca. Na hora de escrever até que é fácil lembrar da regra, mas na hora de falar sempre me escapole e eu não faço. E eu sempre noto que não fiz logo depois de ter falado. Um saco. Tá sendo super difícil de automatizar isso.
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Outra coisa maluca com o dinamarquês são os números. Aqui os números tem a ordem inversa. Se fala a unidade antes da dezena. Por exemplo:
21 – um e vinte
Eu também não consigo automatizar isso de jeito nenhum! Sempre levo um bom tempo pra entender de qual número estão falando. Para minha alegria, se fala os números de telefone em dinamarquês em dezenas (65 56 65 56). Quando preciso anotar o telefone de alguém, eu sempre começo pela unidade e depois a dezena. Não sei como os dinamarqueses conseguem escrever normalmente.
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E tem muito mais… Mas agora tenho que dormir que amanhã trabalho cedo. Boa noite!
Escrito por Cat em estudando, línguas | Junte-se ao papo (5)____________________________________________________________
Corte novo – nyt hår
Originally uploaded by maturana.
Escrito por Cat em eu-moi-mig | Junte-se ao papo (8)
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Caramba. Li esse post no blog dela e achei que merecia ser "roubado". Conheço muita gente que tem muito apego ao passado. Também não condeno. Mas na minha vida isso não funciona direito.
"Não sou nem contra nem a favor, apenas não curto o saudosismo. Desde que descobri o sentido da vida, 'sempre em frente', constatei que não faz sentido viver nem das glórias nem das mágoas do passado. Claro que não podemos esquecer as origens, raízes, folhas e caules, evidentemente. Não é esquecer é só não glorificar.
No entanto, tenho percebido que muitos homens, como escritores, cineastas, à medida que envelhecem, dão mais e mais importância à infância.
São cronistas de sessenta anos falando da primeira amada, escritores falando da infância pobre na cidade de origem, cineastas recriando os tempos de menino.
O que não gosto no saudosismo é que sempre se tem a impressão de que tudo era melhor, mesmo que mais sofrido, mais lírico, poético e que já não se fazem mais passados como antigamente. O que me parece é que nossa memória é que romanceia o passado. Não é um arquivo jornalístico e imparcial mas literário e totalmente ficcionado.
Bom mesmo é hoje, é estar vivo, é saber que podemos mudar de vida, de atitude, que a felicidade é efêmera mas acessível, que podemos ser donos do nosso caminho.
A vida é como um blog: um fluxo contínuo em transição. Um rio de acontecimentos. Post velho, cai no arquivo. E em primeiro lugar, o agora."
E vocês? Curtem?
Escrito por Cat em reflexões | Junte-se ao papo (5)____________________________________________________________
Cortei meu cabelo hoje. Tá diferente. Ainda estou me acostumando com o novo estilo, mas acho que gostei. Com essa ida ao cabeleireiro, lembrei de contar aqui minha saga a procura deles.
Depois que me mudei pra Dinamarca, levei um bom tempo sem cortar o cabelo por ser muito caro por aqui. Acostumada a pagar 20-50 reais no Brasil, eu ficava chocada em pensar em ter que pagar no mínimo 80 reais, e isso nos salões mais simples e baratinhos daqui. Com o tempo, já me adaptando aos preços dinamarqueses, meu problema mudou. Não eram mais os preços que me assustavam, mas a eficiência do cabeleireiro. Sempre ouvi histórias desanimadoras sobre o assunto, contadas por brasileiros vivendo há mais tempo aqui. Apesar do pé atrás com que essas histórias me deixavam, eu acreditava que não passava de um questão de estilos diferentes de trabalhar e lidar com as clientes. Esse preço que mencionei, por exemplo, é, normalmente, apenas para o corte. Para lavar antes ou fazer uma escova depois, se paga à parte. Isso já é um choque para brasileiros acostumados a ter o pacote completo, sem ter que pedir.
Mas venci meu medo e fui encarar o cabeleireiro pela primeira vez. Cheguei lá e disse que gostaria de cortar o cabelo. Nada especial, queria apenas aparar e manter o corte. Ela me pediu para sentar e para meu estarrecimento total ela veio com a tesoura e começou a cortar meu cabelo no ar! Sem ao menos segurar as mechas com a outra mão! Nem mesmo molhou antes, que dirá, lavar! Eu poderia muito bem ter mandado ela parar e explicar melhor o que eu queria, mas como naquela época eu ainda não falava nada de dinamarquês e ela não falava inglês muito bem, acabei desistindo. Paguei meus suados 80 reais bem desapontada. Chegando em casa, fui imediatamente lavar o cabelo e constatar que tinham várias pontas sobrando.
Depois dessa primeira experiência levei novamente um bom tempo para ter coragem de encarar outro cabeleireiro. Mas não tinha jeito, da forma que meu cabelo cresce rápido, não tem como não cortar por muito tempo, pois eu viro a Juma Marruá. Respirei fundo e fui num salão aqui pertinho de casa, onde já tinha visto há tempos que eles ofereciam lavagem + corte pelos famosos 80 reais. Dessa vez, eu falava um tiquinho mais de dinamarquês, mas mesmo assim falei em inglês para ter certeza que iriam entender o que eu queria. Contei a minha terrível primeira experiência e a moça foi bem solidária. Ela me explicava tudo o que fazia e o resultado que teria. Fiquei muito feliz com o resultado e com a atenção. Tanto que foi ela que fez o meu cabelo no dia do meu casamento.
Foi lá que fui hoje. Comentei com ela que queria ter levado uma foto do casamento para mostrar para ela, mas que tinha esquecido em casa na hora de sair. Ela respondeu que não tinha problema, pois ela tinha cortado a nossa foto que saiu no jornal e me mostrou o recorte. Achei tão bonitinho da parte dela!
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Meu maridinho estava inspirado e com tempo ontem e deu um jeitinho no meu problema com spams aqui no blog. Como já tinha comentado, eu estava recebendo muitos comentários-spam. Só que o número de spams por dia estava aumentando muito. Já estava ficando desanimada de abrir minha caixa de emails, ver aquela lista enorme de spams e ter que pescar emails verdadeiros no meio daquela bagunça toda.
Para me livrar desse problema, eu estava procurando um sistema eficiente de proteção, mas não encontrava nada que eu achasse adequado. Por fim, comentei meu grande drama com o ruivo e ele teve a brilhante idéia de programar para que o blog só aceitasse comentários feitos em no mínimo 10 segundos. Pronto, resolveu meu problemão. Agora vocês vão ver que o botão salvar da caixinha de comentários tem um contador e não funciona antes de completar os 10 segundos. Achei prático e perfeito. Afinal de contas, ninguém escreve um comentário em menos tempo que isso. E mesmo se escrever, não custa esperar um pouquinho, né?
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Recebi um email hoje da familia francesa com quem trabalhei como au pair em Paris. Fiquei tão feliz!
É bem legal que mantemos contato desde que eu deixei a França. Não é sempre. Mas de vez em quando nos escrevemos, contamos resumindamente nossas novidades e a mãe me presenteia com fotos das crianças. Eu sou tão boba que fico aqui babando com as fotos, morrendo de saudade dos pentelhinhos. Fico também assustada de ver como eles estão ficando enoooormes. Rapazinhos mesmo.
Mas é meio triste de pensar que eles mal devem se lembrar de mim. O mais velho tinha 4 e o mais novo 2. A mãe diz que sempre lê meus emails para eles e mostra as fotos, quando mando alguma. Mas não sei o quanto eles conseguem entender que sou eu e acompanhar a coisa toda. Eu acho que não conseguem. Mas eu acho legal assim mesmo.
A família tem até um bebê novo, que é a cara do mais novo, ou melhor, o do meio, agora. Espero não perder esse contato nunca.
Escrito por Cat em au pair, França | Junte-se ao papo (8)____________________________________________________________
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