30 April 2006 | 15:11
Muitíssimo obrigada por todos os recadinhos cheios de carinho! Ficamos muito feliz em ler cada um deles. Acho que o post do casório ganhou como o recorde de comentários no Só tô de onda desde o seu nascimento.
O pedido foi bem engraçadinho, né? Tanto que virou piada na minha família no Brasil. A confusão do meu pai se deu por conta da dificuldade do ruivo de pronunciar o som nasalisado do nosso til (~). Ele realmente falou “mau” no lugar de “mão”. Mas eu ainda acho um charminho esse sotaque.
Logo depois do pedido começaram os preparativos. De início eu nem pensava em festa pois sei como é caro por essas bandas e também sei bem o quanto estamos duros no momento. Só que o ruivo é o primeiro filho e primeiro neto da família a se casar, então tanto o ruivo quanto a família fizeram questão de uma comemoração. Mas apesar da animação ser enorme o dim dim continua curto, então não vamos contratar serviço nenhum, faremos todos os itens da festa nós mesmos. Com isso fiquei uma pilha de nervos com tantos preparativos pra dar conta e o pouco tempo pela frente. Mas acabei descobrindo que a sogra é a verdadeira Mulher Maravilha! Além do meu vestido, ela vai fazer o bolo, a decoração e meu buquê. Ela está tão empolgada com tudo que dá gosto de ver. Por gestos como esse e tantos outros é que sinto que não ganhei só uma sogra, mas uma segunda mãe aqui.
Agora estou mais tranquila de ver que as coisas estão se encaminhando como deveriam.
Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo até esqueci de contar que consegui um bico limpando um escritório de advocacia no fim de semana. A mulher que me contratou é um doce e me deixa livre para escolher o meu horário, desde que seja entre sexta depois das 4 e domingo à noite. Só uma hora e meia, não é muita coisa, mas já é um trocadinho extra até o meu visto mudar.
__________________________
Update:
É bem capaz do blog ficar meio abandonadinho esses dias. Meu tempo na internet tem se consumido com pesquisas variadas para os preparativos e conversas longuíssimas com a minha mãe.
Escrito por Cat em família, ruivo & eu |
Junte-se ao papo (10)
____________________________________________________________
20 April 2006 | 22:24
Em um pouco mais de um mês, ruivo e eu diremos “ja” em frente ao juíz de paz em Århus.
Segunda passada, ruivo pediu minha mão ao meu pai em português pelo skype. Ele queria ter feito o pedido oficial sozinho, mas se deu conta que seu português ainda não era suficiente para entender a resposta e acabou me deixando estar presente, mesmo que contrariado.
O que se passou foi o diálogo a seguir:
ruivo: Eu quero pedir a mão de Cátia em casamento.
pai: Quer pedir à Mauro e Cátia o que? (Mauro é meu irmão)
ruivo: Não, só Cátia. Mauro não!
mãe: Ele quer pedir a mão de Cátia em casamento, amor!!!
pai: Ah sim!!! (risos) Tá permitido!
Sorte que a mamãe estava lá pra salvar o ruivo, porque eu só fazia era rir!
A música a seguir traduz bem o meu estado de espírito nesse exato momento:
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
- Belle & Sebastian – If She Wants me -
“Someone above has seen me do alright
Someone above is looking with a tender eye
Upon your face, you may think you’re alone but you may think again
If I could do just one near perfect thing I’d be happy
They’d write it on my grave, or when they scattered my ashes
On second thoughts I’d rather hang around and be there with my best friend
If she wants me”
Escrito por Cat em casamento |
Junte-se ao papo (40)
____________________________________________________________
16 April 2006 | 11:04
Feliz páscoa!
À dinamarquesa, com pintinhos e galinhas dividindo o espaço com o coelhinho.
A minha páscoa está sendo maravilhosa! E a de vocês?
(Já já eu volto pra contar a novidade… )
Escrito por Cat em quotidiano |
Junte-se ao papo (13)
____________________________________________________________
10 April 2006 | 10:07
Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo nesses últimos dias. Suspense! Só conto depois…
Por enquanto, só um comunicado administrativo do blog. Quem recebia as atualizações por email dos posts novos receberão novamente. Finalmente descobri qual era o problema que fez com que os emails parassem. Quem não tinha e quiser as atualizações é só colocar o email aí do lado, no espaço onde está escrito “email” e com o botão “assine”. Simples assim!
Escrito por Cat em blogosfera |
Junte-se ao papo (11)
____________________________________________________________
8 April 2006 | 21:49
Ontem de manhã chegou um pacotinho pelo correio. Ruivo, que estava em casa, recebeu e não aguentou de curiosidade e me ligou na escola pedindo permissão pra abrir. Abriu e dentro tinham dois CDs: Corinne Bailey Rae e Sandrine Kiberlain. Eu já não tinha dúvidas de quem era o remetente, mas o ruivo ainda contou que a assinatura era uma desenho de homem carequinha. hoho! Não é a coisa mais fofa? Eu adooooro esse menino, cada dia mais e mais!
Cidão, amei a surpresa! Você não existe! Te adoro, viu?
Beijocas mil!
Escrito por Cat em quotidiano |
Junte-se ao papo (1)
____________________________________________________________
7 April 2006 | 18:14
Oba! Hoje eu vou balançar o esqueleto!
___________________________________________
Update:
Fui nocauteada pelo vinho e minha noite foi consideravelmente encurtada… Passei o dia de hoje grogue grogue, só dormindo e comendo. (n) Tsc tsc tsc…
Escrito por Cat em quotidiano |
Junte-se ao papo (2)
____________________________________________________________
4 April 2006 | 22:30
Preciso trabalhar! Preciso! Preciso! Preciso! Buáá!
Desde o ínicio do ano que estou atrás de emprego, mas a coisa tá complicadíssima. E olha que nem estou muito exigente, quero apenas um bico, porque, afinal de contas, só tenho direito à trabalhar no máximo 15 horas por semana com o meu visto atual. O probleminha é que com o meu dinamarquês, infelizmente ainda precário, as opção são muito poucas.
Semana passada um cara ligou me oferecendo um bico limpando escritórios. 8 horas por semana. Beleza! Fiquei fazendo altos planos com os trocados que ganharia. Ontem acordei às 5 da manhã e fiquei esperando ele vir me buscar, conforme o combinado. Fiquei esperando, esperando, esperando… Levei um bolo fe-de-ral! Nem acreditei! Liguei para ele para saber o que houve e ele, totalmente perdido, não sabia como se desculpar, disse que tinha esquecido completamente do nosso combinado e deu o trabalho para outra pessoa. Pediu milhões de desculpas e eu acabei o tranquilizando, naturalmente. Só que o embaraço dele não resolve o fato de não ter trabalho para mim. Ai God…
Agora passo o dia todo procurando outro bico, pela internet e em jornais locais. Frustrante! Praticamente todos os anúncios, até mesmo os de limpeza, pedem que a pessoa fale, entenda, leia e escreva dinamarquês. Ainda não estou me sentindo segura no meu dina, mas estou me candidatando para tudo o que vejo pela frente. O pior que pode acontecer é rirem do meu dansk e eu não conseguir o trabalho, o que não vai ser muito diferente da situação atual. Então vamsimbora!
Escrito por Cat em trabalho |
Junte-se ao papo (15)
____________________________________________________________
3 April 2006 | 23:21
A mulherada brazuca daqui de Århus resolveu se reunir uma vez por semana. O primeiro encontro só de mulheres aconteceu aqui em casa, semana passada. 6 mulherões, muito bom humor, muita história pra contar, muitas risadas pra dividir. Muito bom!
Tão engraçado reparar como o nosso jeitão de conversar é tão diferente dos escandinavos. Tom muito mais alto, sem falar no rítmo da conversa, frenético, uns interrompendo os outros, bem naturalmente. Lembro de ter lido a Maria falar sobre essa diferença há um bom tempo atrás e poder finalmente entender a minha estranheza numa conversa com eles. Os escandinavos, normalmente, esperam você terminar de falar pra poder falar também, enquanto nós falamos continuamente, interrompendo uns aos outros. Para nós isso não é necessariamente falta de educação, mas uma forma de demostrar que estamos atentos ao que o outro está falando e que temos algo para dividir sobre o assunto.
Lembro que assim que cheguei eu costumava falar como uma matraca, sozinha, monopolizando a conversa. Eu acabava me sentindo super desinteressante, pois esses dinamarqueses não tinham nada a dizer sobre o que eu falava. Mas depois de ler o que a Maria escreveu sobre o assunto, pude me tocar que eu simplesmente não dava oportunidade para os pobres se manifestarem.
Hoje em dia eu me policio para fazer pausas estratégicas para “checar” se eles não têm algo a dizer sobre o assunto antes de prosseguir. Quando não conheço direito a pessoa com quem estou conversando, eu tento controlar meu tom de voz e também o impulso de tocar na pessoa quando me empolgo no papo, tudo pra não intimidá-la. Fico repetindo pra mim mesma: “Cátia, um pouquinho mais baixo.”, “Cátia, não toca! Não toca!”.
Só não controlo o volume da minha risada, que aí já é demais! Pequenas estratégias que me fizeram interagir e entender melhor os dinamarqueses. Mas é só uma intimidade maior pintar que essas estratégias vão diminuindo, diminuindo, diminuindo, até a Cátia original aparecer.
Escrito por Cat em Dinamarca, reflexões |
Junte-se ao papo (7)
____________________________________________________________
3 April 2006 | 21:57
Meu pai aprendeu a usar o scanner novo lá de casa e aproveitou pra me mandar algumas fotos antigas. Fiquei maravilhada quando vi essa série na praia, pois tenho várias lembranças do dia em que foram tiradas. Lembro até mesmo do impacto do cheiro da praia assim que saí do carro. Achei que essas fotos estivessem perdidas. Fiquei muito feliz em revê-las! Reparem como naquele tempo eu tinha pernas rechonchudinhas e cachos delicados. Uma fofa, modéstia à parte!

Escrito por Cat em família, memórias |
Junte-se ao papo (1)
____________________________________________________________
1 April 2006 | 13:47
Ando sumidinha desse mundo virtual ultimamente por uma boa causa. Ruivo esteve de férias essa última semana e preferi passar meu tempo livre curtindo a presenca despreocupada dele em casa. Uma semana longe da faculdade, computadores e livros pro ruivo é raridade, então precisamos aproveitar. Fizemos passeios diferentes e andamos sem rumo e sem pensar em hora.
Estamos desde ontem na casa dos sogros, no interior. Os sogros têm compromisso fora hoje à noite, mas nós resolvemos aproveitar que estamos aqui para convidar os avós do ruivo para comer feijão com a gente. Eles são bem velhinhos e não podem nos visitar em Århus, uma vez que moramos no terceiro andar, sem elevador. Essa vai ser a primeira vez que eles irão provar comida brasileira e eu quero fazer bonito. Então estou aqui cozinhando o feijão numa panela normal (panela de pressão é artigo raro aqui), por horas e horas… Mas já está aquele cheirinho gostoso no ar.
Tenho várias coisas pra contar, mas vou deixar pra postar semana que vem, com calma. Os comentários dos posts anteriores serão devidamente respondidos também com calma quando voltar para Århus. Menina disciplinada, como sempre (cof cof)!
Escrito por Cat em quotidiano |
Junte-se ao papo (5)
____________________________________________________________