31 October 2005 | 15:34
O horário de verão acabou. Às 3 (???) horas da manhã de domingo, os dinamarqueses ajustaram seus relógios para 1 hora antes. Ou seja, agora temos apenas 3 horas de diferença com o Brasil.
***
Finalmente aconteceu. Eu me rendi. Depois de tanto tempo tentando me converter, o ruivo conseguiu. Ele já é adepto há mais de dois anos. Mas eu sou meio desconfiada. Prefiro o que já conheço. Normalmente só experimento o novo quando já virou velho pra alguém. Mas como o ruivo tem usado há tanto tempo e gostado, decidi experimentar. E gostei! O que? Esse aparelho aqui. Não sei se eu era muito preguiçosa pra fazer direito ou se esse aparelho é realmente muito eficiente. As vezes me pego distraída durante o dia curtindo os efeitos desse aparelho milagroso. E vocês? Já experimentaram?
***
Agora deixemos de embromação e vamos ao que interessa, que tempo é dinheiro:
7 coisas que eu não gosto de fazer ou que me assustam:
- ir à lavanderia do prédio sozinha à noite
- ouvir ou ler piada, a não ser as do Gean
- provas orais
- fazer contas
- perder tempo na internet
- conversar com gente que não ouve
- grosseria
7 coisas que eu gosto:
- chocolate
- coca-cola
- ouvir e descobrir músicas boas
- perder tempo na internet
- dormir na praia (tanto de dia quanto de noite)
- dançar até não aguentar mais
- uma boa conversa (com boas risadas é ainda melhor)
7 coisas importantes no meu quarto:
- minha cama
- meu cobertorzão (comprado com meu último salário – orgulho)
- meu computador
- meus dicionários (são 
- meus livros do Brasil
- álbuns de fotos
- escrivaninha, meu antro de estudo *cof cof*
7 fatos aleatórios sobre mim:
- não rôo a unha, mas rôo o dedo
- sou dentuça
- pulo quando estou feliz
- quando falo algo que me lembra uma letra de música começo a cantar
- uso óculos e não enxergo sem eles (tenho 2 graus)
- falo baixo
- sou tímida
7 coisas que eu pretendo fazer antes de morrer:
- ter filhos
- viajar, viajar, viajar
- falar dinamarquês fluentemente
- aprender italiano
- aprender a andar de patins
- aprender a tocar um instrumento
- aprender a cozinhar
7 coisas que eu sei fazer:
- estrogonofe de frango
- falar francês (mas já esquecendo)
- andar de bicicleta
- procrastinar
- escrever sms (mensagem pelo celular) na velocidade da luz
- comer um pote de nutella de colher
- mexer na máquina de pão sozinha (sim, eu aprendi!)
7 coisas que eu não sei ou não vou fazer:
- assoviar, só produzo um ruído por entre os dentes que muitos reprovam
- cantar em público
- falar no telefone por muito tempo
- fazer minhas próprias unhas decentemente
- ficar quieta quando algo me irrita (mas juro que tento)
- trabalhar em vendas, marketing não é comigo
- me concentrar nos estudos quando estou em casa
7 coisas em que acredito:
- Deus
- amor
- o homem é bom, o que o corrompe é o ambiente que o cerca
- dar sempre o benefício da dúvida
- pensar antes de falar
- o que os outros pensam de mim é problema deles
- “eu não sou jovem o bastante pra saber tudo” – Oscar Wilde
7 coisas que sempre digo:
- �Putz grila!�
- �Geeeente!�
- �Noooooossa” (que em dinamarquês soa como ooooutra coisa!)
- �Hvad så?� (E aí?)
- �M****!!!�
- �Que saaaacoo!!�
- �Que chiiiiique!�

Roubado (obviamente) da Mi e da Anna.
Escrito por Cat em abobrinhas, quotidiano |
Junte-se ao papo (0)
____________________________________________________________
30 October 2005 | 22:33
Obrigada pelas dicas e recados carinhosos no post anterior. A dor de cabeça se foi durante o dia de hoje, finalmente. Será que foi meu incosciente com receio da ameaça da visita ao dotô? Bom, menos mal.
Jonas e eu estávamos com planos de fazer um passeio num museu hoje, se eu estivesse me sentindo melhor e se São Pedro estivesse de bom humor. Só que ontem o ruivo estoporou o calcanhar jogando handball e agora mal pode andar (ele sim vai ao médico amanhã cedo). Nossos planos então mudaram radicalmente: chips, coca-cola, 2 DVDs e cobertor.
Domingo preguiçoso ao extremo. Tudo de bom!
O museu que queríamos visitar é o Moesgård, onde está rolando até janeiro uma exposição sobre Århus e os Vikings, já que a cidade foi criada pelos famosos guerreiros nórdicos. Dizem que é uma das exposições mais completas sobre vikings já realizadas.
Escrito por Cat em quotidiano |
Junte-se ao papo (0)
____________________________________________________________
29 October 2005 | 17:57
Estou com uma dor de cabeça monumental esses dias. Cheguei a dormir 16 horas seguidas por conta dela. Mal conseguia ficar de pé por mais de alguns poucos minutos. Mesmo assim, me forcei a ir para a aula de sexta-feira. Acho que nunca pareci tão concentrada num professor antes. Ele chegou a dar a maior parte da aula olhando pra mim, o pobre. Mal sabe ele que eu estava olhando através dele, através do quadro, da parede… Cátia: o zumbi. Não deveria nem ter ido, mas e a culpa por matar aula?
Aspirinas não davam conta. Pra piorar, eu tenho meus dois pezinhos atrás quando o assunto é remédio. Não gosto. Muito menos quando não conheço bem o medicamento. E pela minha péssima experiência do início do ano com os pain killers (qual o nome em português mesmo?) analgésicos* do Jonas, que apesar de me livrarem da dor no dente, me davam dores espásticas no estômago, preferi nem cogitar a possibilidade de tomá-los. No momento a dor está bem mais fraca, suportável. Mas se continuar até segunda me mando pro médico rapidinho!
Pra quem sofre de enxaqueca, deixo aqui a dica de um site bem esclarecedor sobre o assunto: Dor de cabeça – on line. Não só sobre enxaqueca, mas todo tipo de dor de cabeça.
* Obrigada, Aninha!
Escrito por Cat em quotidiano |
Junte-se ao papo (0)
____________________________________________________________
24 October 2005 | 17:11
Puxa vida! Minhas férias acabaram e não li nem 10% do que deveria ter lido dos textos atrasados. Tsc tsc tsc! Pelo menos o apê recebeu um belo trato essa semana. Dei uma de Isaura e lavei chão, banheiro, cada cantinho obscuro dos cômodos e ainda fui pra cozinha para a alegria (ou não) do ruivo.
Semana passada uma brasileira casada com dinamarquês, a Vane, que de vez em quando passa por aqui pelo blog, veio visitar Århus e aproveitamos pra nos conhecer pessoalmente. Fui encontrar com ela e suas amigas numa partida de boliche, em que, digamos de passagem, tomei uma surra muito feia. Sorte que o jantar no restaurante americano e a ótima companhia me fizeram esquecer a humilhação e me diverti horrores. Vane, adorei! Obrigada pelo convite!
No sábado o ruivo e eu fomos jantar na casa da Paula, uma outra brasileira casada com dinamarquês, que mora bem pertinho de mim e que deu a luz à sua princesinha tem poucas semanas. Muito fofa a pequetitinha! Faz tempo que não segurava um bebê tão novo nos braços. Deu até vontade de… *cof cof cof* Abstrai, Cátia! Ainda não tá na sua hora! Eu hein!
Escrito por Cat em amigos, quotidiano |
Junte-se ao papo (0)
____________________________________________________________
23 October 2005 | 20:35
Sim!E você?
” C’mon
Ev’rybody’s talking about ministers,
Sinister, Banisters
And canisters, Bishops, Fishops,
Rabbis, and Pop eyes, Bye, bye, bye byes
All we are saying is give peace a chance”
- John Lennon-
Inspiração vinda daqui.
Atualizando… 24/10 13:50
O brasileiro escolheu um Brasil com armas. Pena!
Escrito por Cat em reflexões |
Junte-se ao papo (0)
____________________________________________________________
21 October 2005 | 16:37
Jonas e eu estamos começando a ter pequenas conversas em dinamarquês. Nada muito profundo, só coisas básicas, mas que já me deixa feliz com essa sensação de que já consigo conversar um pouquinho. Mas essas conversas nos rende boas risadas também!Cena 1:
Ontem mesmo tivemos um papo de madrugada que nos fez gargalhar. Apesar dessa semana ser férias escolares por aqui, Jonas esteve ocupadíssimo com uma prova, que ele precisa entregar hoje à noite. Ele tem passado o dia inteiro por lá e só volta bem tarde pra casa. Eu prefiro esperar ele chegar pra dormir, mas ontem ele chegou bem mais tarde do que os outros dias, então eu fui dormir. Quando ele finalmente chegou e deitou eu virei pra pedir um beijinho de boa noite e tivemos a seguinte conversa:
eu: Hej. Kys på numsen? (Oi. Beijo na bunda?)
ele: Hvad siger du??? (O que você disse?)
eu: Kys på numsen? (Beijo na bunda?)
ele: Kys hvor??? (Beijo onde?)
eu: På numsen, for helvede! (Na bunda, pombas!)
ele: HAHAHAHA!
O que eu queria dizer, na verdade, era munden (boca) e não numsen. 
Cena 2:
Um tempinho atrás o Jonas chega da academia sem ter tomado banho por lá. (Eca!) Vem me abraçar e eu corro dele dizendo: “Nej, du dofter lort!” (Não, você tá cheirando a cocô). Quando o que eu queria dizer era dårligt, que quer dizer ruim e não lort. 
***
Det er svært at lære et nyt sprog!
(É difícil aprender uma língua nova!)
Escrito por Cat em abobrinhas, estudando |
Junte-se ao papo (0)
____________________________________________________________
20 October 2005 | 12:04
E o frio chegou! Sem chance de andar de bicicleta sem luvas e capuz agora. Também já estou usando meia-calça grossa por baixo das calças. Sim, eu sou muito friorenta! A temperatura está entre 5 e 13 graus durante o dia. Tô tentando sem sucesso me comunicar com o encarregado dos pequenos consertos do prédio, porque o nosso chuveiro está com defeito. A temperatura da água está irregular. Por mais quente que você coloque, durante o banho a água simplesmente muda de temperatura aleatoriamente. De quente vira frio em questão de segundos. Até a semana passada eu não estava ligando muito pra isso pois estava, digamos, “calor”. Mas agora não dá mais pé… Até porque o que mais quero em dias congelantes é chegar em casa, tomar um banho pelando e me enfiar debaixo das cobertas. Sem surpresas desagradaveis.Mas por falar em calor, que coisa louca! Esse outono estava sendo um dos mais quentes dos últimos tempos. Tanto que as árvores voltaram a florescer, vocês vejam só!
Escrito por Cat em frio, quotidiano |
Junte-se ao papo (0)
____________________________________________________________
19 October 2005 | 21:09
Outro dia, conversando com uma amiga do curso de dinamarquês, ela comentou que acha de uma coragem sem tamanho eu ter vindo morar com o ruivo e disse que deve ter sido uma decisão muito difícil de ser tomada. Fiquei pensando, mas antes de poder dar uma resposta, ela se justificou dizendo que mesmo estando aqui com o marido também americano como ela, com trabalho e etc., ela acha complicado o fato de só ter ele como referência. Disse que, por exemplo, se os dois viessem a brigar feio ela não teria pra onde correr, a casa de uma amiga íntima pra ir, o ombro da mãe pra chorar, enfim, ela seria obrigada a aguentar o marido mesmo não estando afim porque não tem outra opção. Achei engraçado, porque nunca pensei nisso. A reação dela foi: “Não? Eu penso em tudo!”.Não sou do tipo de pessoa que faz planos. Sempre fui de viver o aqui e agora sem pensar demais. Até estabeleço uma meta pra me direcionar, mas é tão simbólico que mal me lembro dela. Só quando sou obrigada a lembrar, questionada, quando por exemplo, me perguntam o que planejo fazer. Não é das minhas reflexões preferidas. Meus planos são de realizações a curtíssimo prazo. Acho planos, de uma certa forma, limitadores e perigosos. Primeiro porque você pode não enxergar outras alternativas e oportunidades já que você está fortemente atado a um determinado projeto. Depois porque, para os mais fiéis aos planos, é fácil demais se desapontar seriamente quando eles não são concretizados.
Não sou assim por escolha. Muitas vezes não gosto nada de ser assim porque tudo tem um ar muito incerto. Quando penso nisso, sempre lembro do meu irmão mais velho, que sempre soube que queria ser jornalista, desde pequeno, e como eu gostaria de ter um dom, uma certeza, uma meta quase que palpável como ele tinha. Mas não tenho, não sou assim. Praticamente tudo o que aconteceu na minha vida não foi planejado com antecedência. As minhas maiores decisões foram tomadas sem pensar demais, foram mais instintivas do que racionais. Mas também não me considero impulsiva porque eu gosto de ir com calma, sem afobação. Gosto de conhecer o terreno e me sentir a vontade. Eu tento, quando vejo que não me sinto bem no que estou fazendo dou meia-volta sem grilos. Mas esse lado de não saber o que fazer da vida em certas coisas me enerva.
No jantar com o meu grupo de estudo essa semana estavamos falando de um dos meninos da turma, holandês, que disse pretender viver na Dinamarca com a namorada dinamarquesa nos próximas 15 anos, mas depois eles se mudam pra Holanda. Fiquei boba! Como ele consegue?
E vocês, planejam ou não?
Escrito por Cat em reflexões |
Junte-se ao papo (0)
____________________________________________________________
19 October 2005 | 20:30
Meu grupo de estudo na faculdade é formado por dois meninos. Um francês e um belga/dinamarquês. Os dois são ótimas pessoas, simples, doces, divertidos. Os dois se entrosaram bem rapidinho, logo nas primeiras semanas. Viraram companheiros inseparáveis de baladas. Sempre que dá eu acompanho, mas não é toda vez que eu tô afim. Em parte por isso, acho eu, que meu introsamento com eles não é o mesmo. Pra completar, eu sou mulher. Sim, porque o comportamento deles comigo é mais protetor do que o dos meus próprios irmãos mais velhos. Uma coisa! Tipo:
– Fulaninha é gostosa!
– Ô, mermão! Manera aí que a Cátia tá ouvindo!
Ai gente! Me poupe, né? Essas frescuras logo comigo???? Putz grila! Jonas diz que eles estão pisando em ovos porque ainda não tiveram oportunidade de me conhecer direito e já anda cheio de planos pra trazê-los aqui em casa para jantares, noites de jogos e o escambau. Vamos ver quanto tempo esses meninos vão demorar pra se soltar.
Ontem fizemos um jantar na casa de um deles. Os dois meninos e eu preparamos juntos tortillas e o belga fez caipirinhas. Foi uma bela oportunidade de socializarmos fora dos barulhentos friday bars e encontros de estudo. Foi bem legal! E ainda aprendi a fazer Guacamole!
Escrito por Cat em estudando |
Junte-se ao papo (0)
____________________________________________________________
17 October 2005 | 14:11
Essa semana é recesso de outono no curso e na faculdade. Tempo pra respirar, ver filminhos, passar roupichas, mas também pra colocar leituras atrasadas em dia.
Começamos com o espírito de férias ontem mesmo com o eleito por mim como o passeio mais gostoso de Århus: Den Gamle By (A Cidade Antiga). Já falei desse museu aqui. Jonas comprou o cartão de “membro” do museu esse ano, então podemos passear por lá quantas vezes quisermos. Coisa boa!
Boa semana pra vocês!
Exemplos de túnel do tempo em que o museu te leva:
Escrito por Cat em Dinamarca, quotidiano |
Junte-se ao papo (0)
____________________________________________________________