31 August 2005 | 11:55
Tô pra conhecer um ser humano mais doce do que esse…
“Show me how you do that trick
The one that makes me scream she said
The one that makes me laugh she said
And threw her arms around my neck
Show me how you do it
And I promise you I promise that
I�ll run away with you
I�ll run away with you
Spinning on that dizzy edge
I kissed her face and kissed her head
And dreamed of all the different ways I had
To make her glow
Why are you so far away? she said
Why won�t you ever know that I�m in love with you
That I�m in love with you
You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water
You�re just like a dream”

Just like heaven
-The Cure-
Escrito por Cat em ruivo & eu |
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31 August 2005 | 09:25
Ainda estou impressionada como meu astral melhorou desde que nos mudamos. Estou mais disposta, cheia de energia, cheia de planos, de bom humor (quase) que o tempo todo.
Apareceu até disposição pra ir pra cozinha, coisa que eu não tinha o menor saco pra fazer no alojamento. Um dos maiores motivos que me tiravam da cozinha lá era que o povo ficava sempre no meu cangote, querendo saber o que eu estava fazendo, se era receita brasileira, quais eram os meus “truques”. Mas o que eles não conseguiam entender de jeito nenhum é que… eu não sei cozinhar!
Mas ficar fora da cozinha no alojamento era uma tarefa super fácil, já que o ruivo é um cozinheiro de mão cheia e adoooora fazer comida, principalmente quando é pra alguém mais, além dele. Ô, coisa boa! Só que aqui, na minha casa, com toda a privacidade que eu tenho direito, eu quero aprender essa arte, ou pelo menos dominar um pouquinho.
Essa disposição toda na cozinha me deu até uma idéia nova. Na verdade, a idéia foi da Gi, ou de uma amiga dela, não me lembro. Estou no meio da confecção do meu livrinho de receita personalizado. À medida que vou testando as receitas, tiro fotos, faço meus comentários pessoais sobre cada receita e armazeno tudo no meu livrinho. O ruivo se animou com a minha empolgação e me deu um novo brinquedinho ontem: um Mixer. Mange tak, lille ven! Vou testá-lo hoje mesmo, fazendo bolos, pois nossos amigos do alojamento vêm conhecer nosso cantinho.
*Na agenda* Na próxima vez que eu for ao Brasil, eu tenho que comprar esse livro aqui sem falta! Quero poder fazer aquelas receitas básicas, da vovó e engordar os 10kg que estão faltando no meu corpo desde que eu me conheço por gente.
¤
*Updeitando* 12:10
Por falar em receitas…Eu quero fazer um Bobó de Camarão para a família do ruivo. Prometi pra eles um jantar brasileiro para a primeira visita deles aqui. Eu pensei em feijoada, mas a irmã do ruivo é vegetariana. Alguém conhece uma receita boa e facinha de Bobó? Ou eu tô viajando e essas palavras são incompatíveis em se tratando de Bobó?
Será minha primeira tentativa… Alguém aí com dó de mim?
Escrito por Cat em abobrinhas, cozinha |
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28 August 2005 | 18:12
*clique para ampliar *
Ontem Jonas e eu recebemos essa surpresa linda de uma querida amiga virtual, a
Liza, uma moça doce, inteligente, talentosa e divertida, que mora “aqui do lado”, na Suécia. Vários presentinhos, de muita delicadeza e bom gosto, para a nossa casinha nova. Fiquei emocionada com o gesto de carinho e atenção! Mas minha cara caiu também, porque semana passada foi aniversário dela e eu só fui desejar os meus parabéns bem atrasado.

Tome tenência, Cátia!
Liza, obrigada de coração! Adorei todos presentinhos, mas mais ainda o gesto de carinho, que aliás, não foi o primeiro! Beijo bem grande!
Escrito por Cat em amigos, quotidiano |
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23 August 2005 | 15:21
Eu sei, eu sei… Sumi! Mas por uma justa causa!
Passamos a última semana inteira curtindo muito nosso querido apartamento. Foi um tal de limpa daqui, arruma dali e tanta “desempacotação” que nem lembrávamos da existência dos nossos antigos queridos computadores. Mas fiquem tranquilos, esse vício (internet) se acalma, mas não morre!
Minha chefinha me liberou permanentemente na quinta passada. Uma fofa! Mesmo ainda não tendo nenhuma au pair 100% certa para me substituir e nosso contrato só terminar no final desse mês, ela insistiu em me liberar pra me deixar curtir o apê sossegadamente e me preparar para o início das aulas. Ainda sugeriu que, se eu não gostasse muito do mestrado, as portas da fazenda estariam abertas para a minha volta. 
Então, no meu primeiro dia de folga depois da mudança eu estava numa seca agoniante para arrumar o apê. Principalmente porque o ruivo não fazia muita coisa enquanto eu estava no trabalho. Todo dia, quando eu chegava em casa, estava ele lá, sentadinho no meio das dezenas de caixas de papelão e sacos, tomando um cafézinho ou lendo jornal.
Mas ele tinha um bom argumento para não fazer nada. Ótimo argumento por sinal! Dizia ele que não fazia nada propositalmente porque estava me esperando para arrumar o apê junto comigo, porque afinal de contas, a decisão final seria, obviamente, minha.
Assim tá bom, né?
Em dois dias desempacotamos 90% das caixas e deixamos o apartamento apresentável para receber as nossas primeiras visitas. Dois casais amigos vieram jantar conosco. Brasileiras com seus respectivos, um dinamarquês e o outro norueguês. O ruivo foi o cozinheiro, naturalmente. A noite foi uma delícia! Regada a muito vinho e muito papo. Vinho até demais para mim… Amanheci no dia seguinte com uma ressaca absurda!
Me empolguei demais com a comemoração.
Para os que pergutaram, ainda estamos sem armários. Será o detalhe mais caro, então preferimos esperar um pouquinho. Improvisamos um armário com umas estantes dos pais do ruivo. Por falar em móveis! Herdamos tanta tralh… ehrm… digo, tantos móveis antigos da família do ruivo. Dos pais, dos avós, tio-avós, tataravós… Ui! Mas, felizmente, consegui trazer para o apê o mínimo possível. Prefiro ficar sem nada até ter dim dim pra comprar uma coisa nova nossa do que ficar enrolando com coisa velha até sei-lá-quando.
Escrito por Cat em quotidiano, ruivo & eu |
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15 August 2005 | 23:00
Bagunça!
Caixas de papelão pra todos os lados.
Sorrisos de orelha à orelha nos rostos do ruivo e do meu! 
Assim posso resumir o estado do nosso brand new (novinho) apê nesse exato momento.
Um montão de coisa pra contar, comentários/emails pra responder, blogs amigos para visitar… Mas hoje não vai dar. Já são 23h e amanhã vou acordar cedinho pra mais um dia longo.
Volto assim que puder! Inté! 
Escrito por Cat em quotidiano, ruivo & eu |
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10 August 2005 | 19:40

A Paula, que costuma ler esse blog, me perguntou se não me sinto exposta abrindo minha vida para desconhecidos, escrevendo sobre meus sonhos, sentimentos, conquistas e também o que me levou a ter um blog.
Muitas coisas me motivaram a comecar um blog, mas as motivações foram mudando com o passar do tempo. Vou comecar do comeco. Quando eu criei um blog, lááá em fevereiro de 2002, eu estava apenas curiosa sobre o sistema de blogs e quis experimentar. Tanto que o nome do blog é “Só tô de onda…”, que por falta de criatividade continua até hoje o mesmo. Meus primeiros posts são sem sentido, escritos mais por farra, até porque na época eu não sabia o que escrever pois não sabia para quem estava escrevendo. Com isso, eu costumava ser bastante suscinta nos posts, raramente entrava em detalhes sobre minha vida, isso quando escrevia alguma coisa.
O blog tomou o rumo que tem hoje quando fui morar fora do Brasil. Ele se transformou em mais um elo de comunicacão entre a minha família e eu. Com isso, comecei a escrever com mais facilidade, pois sabia para quem estava escrevendo. Esta é até hoje a minha maior motivação para escrever aqui. Sempre que sento para escrever no blog eu tenho em mente minha família e amigos. Quero contar o que me acontece nessa nova terra, mostrar o lugar onde vivo, o que vejo e explicar as diferenças que noto entre o Brasil e aqui.
Com o tempo passei a conhecer pessoas nessa blogosfera (outros blogueiros ou visitantes do “Só tô de onda”). Graças ao blog, entrei em contato com pessoas que vivem uma situação semelhante à minha: outros expatriados, outras au pairs, outras pessoas que têm um relacionamento com estrangeiro, etc. Ter um blog foi ficando cada vez mais interessante para mim. Além de ser mais um meio de comunicação com minha família e amigos no Brasil, é também um meio de conhecer pessoas com quem tenho algum tipo de afinidade, fazer amizades.
Sem falar também que escrever aqui é uma terapia pra mim! Primeiro porque é uma forma de me exercitar com o português escrito (pois é, mesmo nossa língua materna fica enferrujada se não for praticada). Depois porque eu acredito que escrever sobre a nossa vida, nossos sentimentos é um ótimo exercício de auto-conhecimento, como um diário. Parar pra refletir, colocar em palavras, ordenar as idéias sobre o que acontece comigo me ajuda muito a entender o mundo à minha volta e a mim mesma.
Claro que me sinto exposta, mas não me sinto invadida. As histórias que conto, as fotos que posto não são nem 1/3 do que eu sou. O blog é apenas uma brechinha aberta do que é a minha vida. É claro que é hiper chato ser mal interpretada por alguma coisa que escrevi, por não ter conseguido me expressar claramente. Quando isso acontece tento esclarescer o mal entendido. Mas sei perfeitamente também que muitos que lêem o blog não concordam com minha opinião ou minha forma de ver a vida. Não há nada mais natural. Não quero agradar gregos e troianos e nem espero que concordem comigo.
Eu sempre digo que o blog me rendeu bons frutos. Tive muito mais supresas agradáveis aqui do que desagradáveis. Sim, porque claro que já recebi comentários e emails (obviamente em sua maioria anônimos) de mal educados, desocupados e infelizes, que não sabendo como ocupar o tempo deles de forma mais produtiva, acham por bem atazanar a vida alheia com comentários fúteis, agressivos e altamente desnecessários. Mas para falar a verdade, apesar da minha descrição raivosa dos inoportunos, não estou nem um pouco preocupada em perder meu tempo com eles. Quando isso acontece, apago e bloqueio o ip sem titubiar. Não estou interessada na imagem absurda que esses infelizes fazem de mim ou da minha vida. Simplesmente não vale a pena. Não me conhecem.
Não acho que me sinto ameaçada por essa exposição, até porque consigo escrever sobre quase tudo que tenho vontade. Mas mesmo assim peneiro bastante coisa. Não me considero superticiosa, mas fico atenta pra não escrever muito sobre meus planos que não dependem exclusivamente de mim pra serem realizados. Medo de mau agouro? Fico atenta também para preservar minha família e amigos e não escrever nada que vá ferir a privacidade deles. Pois quem escolheu ter blog fui eu e tenho mais é que escrever sobre minha vida, meus problemas, meu mundo. Quando escrevo sobre outros é com a devida autorização. Nem precisam perguntar, o ruivo liberou geral faz tempo
.
Eu gosto de ler blogs, por isso tive vontade de fazer o meu. Gosto desse ar de reality show, gosto de reparar no estilo da pessoa, de me deliciar com posts de gente bem articulada, inteligente. Acho um barato e até engraçado de ver que tem pessoas que se interessam pelo que eu escrevo também. Fico hiper feliz.
Escrito por Cat em amigos, blogosfera, internet, quotidiano |
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9 August 2005 | 17:26
Minha vida boa acabou. Voltei à labuta na segunda e hoje recomeçam as minhas aulas de dinamarquês. Eu tô numa moleza que vocês não imaginam… Já tinha me acostumado em não ter rotina e fazer um monte de nada.
Essa semana era pra ser a última trabalhando na fazenda. Eu deveria estar “treinando” a nova au pair esses dias. Mas a menina, um mês depois de ter concordado com o trabalho e mandado todas as papeladas para a imigração, decide que não quer mais. Pra piorar, ela anda pedindo para a minha chefe não dizer nada na imigração que ela não vai mais trabalhar, para ela ainda poder ter seu visto de permanência.
Fiquei chocada! Agora minha chefe está procurando outra au pair pra ontem.
Como tem gente sem noção nesse mundo! Cruzes!
O resultado disso pra mim é que vou trabalhar, provavelmente, até o final de agosto, como está no contrato. E não só até essa sexta, como a minha boss havia proposto, pra que eu tivesse mais tempo para a mudança e me preparar para o início das aulas na faculdade.
Escrito por Cat em quotidiano, trabalho |
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6 August 2005 | 23:44
Para tentar me animar nesse período de estresse misterioso o meu querido re-instalou o
Sims 2 no meu pc. Mesmo com o pé atrás devido ao trauma que adquiri com a
minha última experiência com o Sims 2, reconstruí a família McCool: Cátia McCool e Jonas McCool. Mas dessa vez a nossa vidinha Sims está indo de vento em popa! Já temos até um garotinho (chamado Antônio, homenagem ao Antonio Bandeiras

) de um ano e meio, feito pelo modo convencional dessa vez e não adotado.Isso tudo porque Jonas e eu (na vida real) estamos nos segurando pra não encaixotarmos logo tudo para a mudanca. Afinal de contas, o pouco que temos dentro desse nosso lindo cubículo não vai levar nem duas horas pra arrumar.
*Tic-tac-tic-tac* – Mudamos no sábado que vem!
Escrito por Cat em abobrinhas, quotidiano |
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6 August 2005 | 14:37

A temperatura despencou nos últimos dias e com isso minha garganta fechou quase que por completo Ontem fiquei infurnada em casa só na base de sopinha, iogurte e claro, muito chamego do ruivo.
Por falar nele, essa semana fiquei extremamente triste com ele por um motivo que não vem ao caso, mas hiper bobo, causado mais por falta de uma conversa franca e direta do que algo realmente sério. Mas pela primeiríssima vez, eu não sabia como abordar o assunto que estava me incomodando. Se tem uma coisa que eu não consigo de jeito nenhum é fingir que estou bem quando não estou. Nesse aspecto sou transparente. Obviamente que o ruivo também ficou pisando em ovos sem saber exatamente do que se tratava. Por 3 dias inteiros eu consegui, não sei como, não falar sobre o assunto e ficar naquela agonia. Quando, por fim, consegui colocar todo aquele sentimento ruim pra fora foi como se tivesse me livrado de um peso de toneladas das minhas costas. Sem falar que o ruivo me fez lembrar porque eu o escolhi para fazer parte da minha vida. 
Nessas horas eu me pergunto se tenho TPM. Eu acredito que não, mas…
Escrito por Cat em ruivo & eu |
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3 August 2005 | 11:35
*clique nas imagens para ampliar*
Sábado passado foi o nosso esperado orkontro dos “brasileiros escandinávos” em Copenhague. Peguei o trem em Århus às 8h30 e cheguei em Copenhague às 11h. Encontrei com a Paula, que mora no sul de Sjælland, com a
Andrea, Alessandra e
Flávia, que moram em Copenhague e por fim com a
Débora, Letícia e
Flaviana, que vieram da Suécia. A maioria eu só conhecia virtualmente, por uma comunidade do
orkut ou por meio do universo dos blogs.
Fomos todas almoçar juntas e depois tomar um café na rua dos pedestres, onde o querido
Cido se juntou à mulherada. Mas como não queríamos que parasse por alí, fomos visitar os principais pontos turísticos da cidade caminhando. Caminhada, aliás, regada a vinho e muito papo! Foto dos bebuns,
aqui.
Finalizamos o orkontro jantando no MacDonald’s lá pras 23:30. Uma boa prova de que o pessoal se entrosou super bem foi que passamos praticamente 12 horas juntos sem parar de falar um segundo. Muito gostoso! Muito interessante encontrar ao vivo pessoas que eu já “conheço” por tanto tempo. Pessoas inteligentes, interessantes, divertidas, diferentes entre si. Foi uma ótima surpresa.
Depois do orkontro fui para a casa da minha querida amiga Débora, que mora em Malmö, na Suécia. Malmö fica ao lado de Copenhague, separado apenas por uma ponte, como Rio-Niterói. É tão pertinho que mal se percebe que estamos mudando de país. Tanto que deixei para tirar mais dinheiro no dia seguinte e só no dia seguinte me dei conta que o meu cartão dinamarquês não funcionava na Suécia. Dãããã! Sou devagar ou não sou?
No domingo fomos conhecer um pouco de Malmö junto com a Letícia, Flaviana e Carol. Carol está na Dinamarca pra ser au pair e não pôde ir ao orkontro no sábado, mas se juntou à nós no passeio em Malmö. Foto aqui. Na segunda voltei para Copenhague e encontrei com a Carol para um passeio rápido. Depois ela me levou até a casa dela. Também já conhecia a Carol, graças ao blog, fotolog, orkut e msn. Uma fofa!
Voltei na segunda à noite para Århus com um gostinho de quero mais.
Débora, Flávia, Alessandra, Andrea, Flaviana, Letícia, Paula e Cido, adorei encontrar com vocês! Quero um repeteco assim que puder!
Escrito por Cat em amigos, quotidiano, viagens |
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