Cadê a Cátia?
Estou num estado deplorável, confusa entre estudar e devorar minhas unhas!

Volto semana que vem.
Inté!
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O casamento foi na prefeitura de Århus, de manhã. O dia estava lindíssimo, um sol brilhando, calor. Que sorte da Paula! Depois da cerimônia, que foi realizada em inglês, teve o clássico "ataque" de arroz nos noivos. A recepção foi numa cidade vizinha, muito bonitinha por sinal. Começou às 13h com uma boa caipirinha de aperitivo, seguida de diversas delícias. A partir daí não paramos de comer. Uma loucura! Os rapazes jogaram pétanque entre as refeições (o ruivo ficou feliz que fez vários amiguinhos).
Foram tantas as tradições que nem me lembro de todas pra contar. Mas os convidados cantaram várias canções personalizadas em homenagem ao casal. O noivo contou (em dinamarquês) a história de amor dos dois, o pai do noivo fez um discurso de boas vindas à Paula, o irmão gêmeo do noivo outro discurso muito bonito de apoio. A parte mais emocionante para mim, e sem dúvida nenhuma para a Paula também, foi o momento em que Claus leu o discurso que eu tinha traduzido em português. Foi lindo demais e ele leu direitinho! Ela chorou, eu chorei, nós três nos emocionamos e o resto dos convidades ficaram sem entender nada! 
Depois disso tudo a festa e as tradições continuaram! Teve o momento da valsa, em que os convidados aproveitaram para mais um ataque de arroz e de tirar o sapato do noivo e cortar as pontas das meias. Claro, que as unhas do pé do Claus foram previamente pintadas de rosa choque pela Paula. A festa tava uma delícia só! Já eram 22h40 e ainda tinha mais coisinhas por vir quando Jonas e eu precisamos ir embora, porque o ruivo tinha prometido mandar uns exercícios para uns dos alunos ainda no sábado.
Que peninha! Eu tava doida pra ficar até o final. Adorei tudinho!
Parabéns, Paula e Claus! Muitas felicidades para vocês!
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Em 28 de agosto de 1963, M. L. King pede que “Negros” se unam pelo desejo comum de liberdade e justiça e não pelo ódio. Hoje, exatos 21 anos depois, enquanto guerras são alimentadas pelo ódio e intolerância, parecemos não aprender com o passado. Digo isso não pelos milhares sendo mutilados no Iraque neste segundo, mas pelo crescente número de grupos “eu odeio…” no Orkut, disseminado preconceitos e estereótipos lingüísticos, religiosos, políticos, sociais e raciais. Hoje são mais de 5000, com os populares “eu odeio a igreja universal”, 4350 membros, “eu odeio gente burra”, 3349, “eu odeio pobre”, 2377, e os menos populares, mas com mais de 250 membros, “eu odeio gordas”, “paulistas” e “os EUA”. Revise sua lista de comunidades, e procure apenas entrar nas que gerem reflexão, tolerância e entendimento. Agregue valores… Não segrege! Se vc é pela paz, união, solidariedade, junte-se a nós! Seguindo o exemplo de M. L. K., e de muitos outros como Ghandi, Madre Tereza de Clacutá, una-se pelos interesses em comum.
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Estou cheia de novidades, mas ando muito ocupada estudando para o TOEFL, que será nesse sexta-feira, dia 3. Vou escrever sobre elas mais tarde, mas por enquanto deixo aqui um questionário respondido por mim, mas que vi no blog da Giorgia:
HÁ 10 ANOS
1. Eu estava no segundo ano do segundo grau.
2. Estava quase terminando meu cursinho de inglês, que eu adorava.
3. Eu me achava muito importante, inteligente e diferente de todos que eu conhecia.
4. Me apaixonei por Érico Veríssimo.
5. Foi a minha festa de quinze anos, na qual chorei muito, porque choveu demais e metade dos convidados não foram.
6. Não fazia a menor idéia do que gostaria de estudar na faculdade.
HÁ 5 ANOS
1. Eu estava no penúltimo ano da faculdade de Letras.
2. Comecei a trabalhar num estágio na faculdade, dando aula de francês.
3. Usava internet diariamente há 3 anos.
4. Fiz o Só tô de onda, meu blog, inspirada pelo blog da Giorgia, o Coisas Bobas.
5. Recebi a primeira mensagem do Jonas (meu namorado) pelo random chat, do icq e levou ainda dois anos pra nos conhecermos pessoalmente.
6. Passei o carnaval em Arraial do Cabo – RJ, mas com muito frio!
HÁ 2 ANOS
1. Já sabia que não queria mais ser professora, mas continuava dando aula de francês.
2. Voltei, no início do ano, da minha primeira visita à Dinamarca.
3. Comecei a fazer um cursinho de turismo, que larguei alguns meses depois.
4. Jonas foi me visitar no Brasil.
5. Passei o verão (dinamarquês) com o Jonas.
5. Fui para Paris como au pair para encurtar a distância entre nós.
6. Passei meu segundo Natal na Dinamarca.
HÁ 1 ANO
1. Me despedi, com o coração bem apertado, dos meus pimpolhos em Paris.
2. Voltei para o Brasil, e não consegui aproveitar nada por estar triste de não estar trabalhando e com saudades do Jonas.
3. Voltei para a Dinamarca.
ONTEM
1. Fui ao casamento da Paula, uma outra brasileira que está morando em Århus. Me emocionei muito! Principalmente com o discurso que o marido fez pra ela, em português e que eu traduzi.
2. Ficamos das 11 da manhã até às 10h40 da noite no casamento, que continuou depois que saímos.
3. Passei o casamento inteiro e voltei para casa descalça, pois o sapato estava apertando.
HOJE
1. Acordei tarde.
2. Comi torradas e tomei suco de maçã.
3. Estou fazendo uma pausa dos meus estudos de inglês para o TOEFL.
AMANHÃ EU VOU
1. Com certeza, trabalhar.
QUATRO COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER
1. CD/Mp3 player.
2. Internet.
3. Ler.
4. Óculos.
CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM MIL DÓLARES
1. iPod.
2. Uma câmera mais potente que a nossa atual.
3. Uma viagem bem bacana com o ruivo.
4. Uma bicicleta, meu maior sonho de consumo no momento.
5. Móveis para a nossa futura casa.
CINCO MAUS HÁBITOS
1. Má postura.
2. Beber muita coca-cola.
3. Comer muito chocolate.
4. Ser preguiçosa com atividades físicas.
5. Falar sem pensar.
TRÊS PROGRAMAS DE TV
*aqui ainda não tenho nenhum, mas do Brasil que eu gostava eram
1. Jô Soares.
2. Sem Censura.
3. Os Normais.
TRÊS COISAS QUE ME ASSUSTAM
1. Dentista.
2. Descaso.
3. Violência.
TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO
1. Calça Jeans
2. Camiseta branca
3. Havaianas
CINCO DAS MINHAS BANDAS FAVORITAS
1. Beatles.
2. The Cure.
3. U2.
4. Smiths.
5. Legião.
OITO DOS MEUS CANTORES FAVORITOS
* esse foi criado por mim, não estava no questionário original, mas achei injusto só ter bandas.
1. Stevie Wonder
2. Marisa Monte
3. Macy Gray
4. Billie Holiday
5. Billy Bragg
6. Cazuza
7. Ben Harper
8. Zeca Baleiro
TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA
1. Aprender dinamarquês.
2. Entrar para o mestrado.
3. Organizar melhor o meu tempo.
TRÊS LUGARES ONDE QUERO IR DE FÉRIAS
1. Austrália.
2. Itália.
3. Grécia e muitos outros…
E vocês? Quem mais vai responder?
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É preciso ter consciência de diversas coisas antes de tomar a decisão de ser au pair:
1º) Por mais que o termo “au pair” signifique em condições iguais e de na teoria a au pair desempenhar o papel de uma irmã mais velha, a família e a au pair tem, no final das contas, um vínculo empregatício, um contrato a ser respeitado e cobrado.
2º) Na grande maioria dos casos, a au pair deve morar na mesma casa da família hospedeira, e mesmo que não more, convive diariamente com eles. É muito importante lembrar que essa família é formada por pessoas com cultura (costumes e atitudes) diferentes da nossa, ou com a qual estamos acostumados. Portanto, a au pair precisa estar disposta a se adaptar e respeitar os costumes da casa, mesmo que lhe pareçam “errados”.
3º) Tomar conta de criança requer muita responsabilidade, além de paciência. Outro adjetivo que me vem a mente quando penso na atividade de au pair é independente. Essa família não está contratando uma au pair para ser babá da mesma. Por mais atenção, apoio e ajuda que a família hospedeira deva oferecer a essa estrangeira que estão acolhendo dentro de casa, ela está lá para cuidar das crianças da casa, enquanto os pais não estão! Isso quer dizer que além de paciente, responsável e independente, é preciso ter uma boa dose de inciativa.
4º) Se a au pair ainda não fala a língua do país que escolheu, é ainda mais delicado. É preciso muita força de vontade e dedicação para aprender, ainda mais se cuida de crianças que só falam a língua do próprio país. Claro que o aprendizado nesse caso, é muito mais rápido, mas muito penoso também.
5º) Falam muito que au pair é explorada. Isso acontece muito, é verdade! Em muitos casos por desinformação, pois muitas meninas não sabem exatamente o papel da au pair e se submetem ao que lhe foi proposto sem questionar. Em outros casos porque têm medo de sair da casa onde estão e ficar sem amparo e sem dinheiro num país estranho. Mas au pair é uma atividade legal em muitos países e isso significa que ela pode pedir ajuda das autoridades em caso de troca de família, etc. E para evitar esse tipo de problema, deixei algumas dicas, que considero valiosas aqui.
Além da vida de au pair, é preciso encarar a vida de estrangeiro num país desconhecido. Depois da primeira fase de deslumbramento por estar morando num país de “primeiro mundo”, muitas pessoas entram em depressão por não se adaptarem aos novos costumes, por não entenderem as atitudes e o modo de ser tão diferentes do povo onde vivem, por não gostarem do ambiente onde vivem e muitas vezes por simples medo do desconhecido. Acabam desenvolvendo um nacionalismo, muitas vezes exarcebado, com o Brasil. A Denise, escreveu um post hiper pertinente um tempo atrás com dicas para evitar isso.
Claro que isso tudo depende da pessoa, uns se adaptam fácil, curtem bastante, mas outros não.
Se você leu isso tudo e continua achando a idéia de ser au pair o máximo, vai fundo! Mas se você hesitou, eu te aconselharia a refletir muito sobre o assunto antes de tomar qualquer decisão. Acho imprescendível estar consciente do que pode acontecer, preparado pra encarar as dificuldades e arcar com as consequências dessa empreitada!
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Sempre pensei em morar fora do Brasil por um tempo, por curiosidade, para conhecer novas culturas, para um crescimento pessoal e profissional, etc. Mas esses planos não pareciam muito reais, nem praticáveis para mim pois minhas prioridades eram outras: faculdade, decidir minha carreira e conquistar minha independência. No entanto, minhas prioridades mudaram de rumo quando conheci alguém especial, mas bem longe de mim. Na época eu tinha 23 anos, tinha me formado e ainda trabalhava num estágio da minha faculdade. Eu já tinha vindo à Dinamarca conhecer meu viking e ele ido ao Brasil conhecer minha família e minha terra, mas sabíamos que não poderíamos arcar com constantes viagens Brasil-Dinamarca e estávamos encurralados nessa sinuca sem saber o que fazer.
Foi diante dessas circunstâncias que decidi: vou pra França como au pair! Se eu não for agora, provavelmente não vou nunca mais! As vantagens eram muitas: fico mais perto desse viking, nossas viagens ficam mais viáveis, vivo essa experiência de viver fora que sempre sonhei e praticando a língua que tinha estudado por tantos anos. Nesse período de um ano como au pair na França, o viking e eu teríamos mais oportunidades de nos conhecermos melhor e amadurecer esse relacionamento que parecia tão irrealizável. Se não fosse pra ser, tudo bem! Eu teria adquirido uma experiência de vida valiosa e estaria com a consciência limpa por não ter deixado uma possível história de amor feliz escapar por puro conformismo.
O que aconteceu a seguir foi exatamente o que planejamos e pretendíamos: amadurecemos nosso relacionamento, decidimos que queríamos mesmo estar juntos e vivemos momentos inesquecíveis visitando um ao outro nesse período.
Troquei emails e telefonemas com a família, acertei tudo no consulado e pouco tempo depois estava embarcando no coração de Paris. Nos primeiros 4 meses eu tinha meu quartinho, com cozinha, televisão, etc, no último andar do mesmo prédio onde ficava o apartamento da família. Nos meses restantes a família se mudou e eu passei a dividir um grande apartamento com amigas que estavam morando em Paris na época. A família tinha dois meninos de 4 e 2 anos. Nunca liguei muito para crianças, mas depois dessa experiência me apaixonei completamente!
Muitos dos meus erros foi por ser marinheira de primeira viagem e engolir seco muitas das coisas que me incomodavam e não conversar abertamente com a família. Apesar disso, não me arrependo um segundo! Amadureci muito com essa experiência, aprendi muito sobre relacionamentos humanos, sobre tolerância e respeito. Aprendi a valorizar as pessoas pelo que elas têm de bom. Aprendi a valorizar o meu país pelo o que ele tem de bom. E o que acho mais importante: aprendi a tentar entender o comportamento das pessoas sempre pensando no ambiente em que ela vive, nas suas experiências de vida, e seus hábitos.
O que eu quero dizer com tudo isso? Quero dizer que eu acredito que viver numa cultura diferente da nossa nos ajuda a abrir os olhos pra muita coisa que temos como certas e óbvias na nossa vida, que existem realidades muito diferentes da nossa, e que o que separa o certo do errado é muito relativo. Ou seja, ser au pair me proporcionou, um amadurecimento pessoal, uma experiência de vida super rica. Por isso, dou muita força para quem está interessado no programa!
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Finalmente a espera acabou e eu fui autorizada a frequentar a escola de dinamarquês! Wohooo!
Comecei na terça e hoje será minha segunda aula. Tem 18 alunos na minha turma. Uma carioca com quem, por coincidência, eu já tinha trocado emails antes. Coisa boa!
E os outros são da Itália, EUA, Lituânia, Ucrânia, Romênia e África do Sul.
Foi muito gostoso! Me senti uma criança, empolgada com o primeiro dia de aula. Agora sim vou desandar a taler perfekt dansk! A professora falou dinamarquês desde o primeiro segundo! Muito bom!
Hohoho… Essa eu preciso contar!
Na primeira aula teve a hora da inevitável apresentação. Cada um falando um pouco de si. Para praticar o vocabulário que tinhamos acabado de aprender, a professora fez com que todos se entrevistassem.
As duas últimas perguntas do questionário eram “Você é casado?” e “Você tem filhos?”. Quando foi a vez de um rapazinho da Ucrânia me entrevistar, ele acrescenta uma última pergunta: “Você pode me dar o seu número de telefone?”. Eu estava tão despreparada pra receber uma cantada naquela hora, que perguntei, inocentemente: “Por que?”, no que ele (com aquela voz bem canastrona) dispara: “Porque você é perfeita!”. Hããããã??? Fala sério, mermão! Ele me pegou tão de surpresa, que eu fiquei olhando pra cara dele, pensando numa resposta, só depois de um tempo que eu fui dar risada!
Apesar da cena ter sido capricho de adolescente, eu cheguei a ficar lisonjeada! Faz tempo que não ouvia umas besteiras dessa. Até porque, o pessoal daqui é bem comportadinho, bom, pelo menos mais comportado do que o brasileiro. O que aliás, eu acho ótimo! Nada de cantada na rua. Nada de “machucou?… você caiu do céu!” ou “eu não sabia que boneca andava”, etc…
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Números:
A Dinamarca é dividida em 3 regiões: Jylland, Fyn e Sjælland.
Århus, a cidade onde moramos, é a segunda maior cidade da Dinamarca. No entanto, conhecida como “the smallest big city in the world” (a menor grande cidade do mundo). Ela fica em Jylland. Tem 300 mil habitantes e uma grande universidade. *Cultura inútil: eles costumam dizer que analizando o mapa da Dinamarca, Jylland é o perfil de um homem, logo, Århus é o buço.
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Os pais do Jonas (fotos do post anterior) moram numa cidadezinha minúscula chamada Salten Skov, que pertence à Them Kommune, que pertence à Århus Amt. Nós, já moramos em Århus C, que pertence à Århus Kommune, que pertence à Århus Amt. Deu pra entender?
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