Língua, espinha e agradecimentos
Há algum tempo atrás, descrevendo o trabalho na fazenda e o porque que eu gostei da idéia de lidar com os cavalos, eu disse, bem arrogantemente aliás, que eu não tenho medo de trabalho. Lembram? Pois é… Esqueçam que eu falei isso, ok? Retiro minhas palavras.Passando mais tempo com o Marcus, eu pude perceber que eu tenho sim, muito medo de trabalho! Se meu trabalho fosse cuidar de dois Marcus, ou seja, dois meninos super ativos e tagarelas (em dinamarquês!!!) eu teria saído correndo de lá depois de uma semana!
Não me entendam mal. Eu gosto de crianças. Na verdade, aprendi a gostar quando trabalhei pela primeira vez como au pair em Paris. Até escrevi sobre o assunto aqui. O problema agora é a comunicação. Verdade que meu dinamarquês está aparecendo agora que estou convivendo com o Marcus. Estou aprendendo muita coisa em pouco tempo, muito vocabulário e frases simples. Eu consigo me expressar melhor, mas ainda não consigo entender. Então, quando finalmente consigo formar uma frase e me fazer entender, preciso lidar com um outro problema que é entender a enxurrada de frases que o Marcus despeja em cima de mim pra responder.
Agora eu não sou mais novidade, acabou a graça em me dar aulinhas, de repetir a mesma coisa trilhões de vezes. A paciência, infelizmente até a do Marcus, tem limite! Ele tem começado a se irritar bastante quando eu não entendo o que ele quer. Socorro! Preciso aprender dinamarquês agora! Na verdade, pra ontem! 
Hoje amanheci com essa maldita espinha bem no cantinho superior esquerdo da minha boca. Tá naquele estágio bem desagradável, alta e amarela. *arg!* Jonas vive me infernizando quando o assunto é espinha. “Espreme, Cátia! Dói só na hora, mas depois você não sente mais nada e ela desaparece.” Fala sério! Ele é viciado em espremer espinha, só pode ser! Mas eu aprendi, não sei onde, que isso é errado! Que ajuda a infeccionar e que aumenta a possibilidade de deixar marcas. Então, eu não espremo nunca. O ruivo fica doido toda vez que me vê com alguma espinha e buzina sem parar no meu ouvido para eu deixar ele espremer. NEJ! Sai pra lá!
Mas e vocês? Espremem ou não espremem? Nova enquete do Só tô de onda. 

Valeu pelos comentários solidários sobre a minha saga com meu casaco querido. Adorei! Como é bom ser compreendida!
Mas na verdade, ele não é lá muito bonitão, não. Mas é muito eficiente, me aquece do jeitinho que eu preciso. Ele é daqueles com forro de pena, vai até o joelho, tem capuz (com opção de tirar) e é preto básico. Pelo visto não vivo mais sem ele!
Natasha Bedingfield – These words 
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