Poxa!
Já emagreci tudinho que eu consegui engordar na França… ____________________________________________________________
Já emagreci tudinho que eu consegui engordar na França… ____________________________________________________________
Minha vizinha gosta de cantar desesperadamente toda noite! Ela se esgoela até cansar. Não sei se ela tem consciência de que o prédio inteiro tem o privilégio de desfrutar de sua cantoria. Talvez a paixão dela pela música seja tão forte que quando ela canta ela perde a noção da realidade e de quem ela é. Vai entender! Pelo menos o repertório é bom: Madonna, U2, mas o que normalmente rola é Queen. Ela tem sem dúvida uma preferência por músicas internacionais. O problema da pobre é que ela não tem muitos recursos, não tem som de retorno, então acaba saindo muito prejudicado o seu desempenho. Hoje o clímax da apresentação dela foi Save me, do Queen. Emocionante!!!____________________________________________________________
Essa semana eu recebi uma carta da família pra quem eu trabalhei como au pair na França, com uma carta de referência pra me ajudar em eventuais futuros trabalhos e umas fotos dos meus pimpolhos franceses. Que saudade dessas duas figuras!
Apesar de toda a dificuldade que eu tive (e não foi pouca!) eu me apeguei demais a eles. O mais velho (4 anos na época) era um diabinho, foi muito complicado aprender a me relacionar com ele. Mas depois de um tempo (infelizmente muito tempo), eu comecei a entendê-lo e enxergar nele mais do que um garotinho mimado, pirracento e arrogante. Pude perceber que ele tinha muitos problemas de timidez, auto-crítica e estresse; e que ele sofria muito com isso. Pra uma leiga em crianças como eu, era bem complicado entender que uma criança de apenas 4 anos sofresse com esses problemas "de adulto". Depois de muita cabeçada nós nos entendemos e nos conquistamos. Ele é um artista! Ótimo desenhista, me ensinou tudo o que eu sei sobre desenhar animais!
Já a minha relação com o mais novo (2 anos na época) sempre foi um mar de rosas! Ele me conquistou desde a primeira semana. Sempre bem-humorado, brincalhão, obediente, etc. Não foi nada difícil aprender a lidar com ele! Quando eu cheguei lá, ele só balbuciava "mama", "papa", "dada" e semelhantes. Eu tive o privilégio de acompanhar a evolução dele até ele se tornar o anjinho tagarela que eu deixei ao ir embora. "Catiá" foi uma das primeiras palavras que ele falou e eu, claro, não coube em mim de tanta felicidade! Desde o princípio eu me acostumei a chamá-lo de bebê e não pelo seu nome. Quando finalmente aprendeu a falar, ele deixou bem claro pra mim que o nome dele não era bebê e que ele não gostava desse apelido. Mas já era tarde, eu não conseguia chamá-lo pelo nome e ele acabou acostumando e pedia mais!
Assim que eu botava o pé dentro de casa ele gritava lá do quarto: "Catiá, tu peux dire bébé?" (Cátia, você pode me chamar de bebê?). Detalhes bobos que iluminavam o meu dia!
Depois dessa minha experiência eu adiquiri um olhar com relação as crianças completamente diferente do que eu tinha antes. Antes era tudo muito bonitinho e engraçadinho, mas com cada um no seu canto. Depois de um certo tempo a criança já se tornava muito chatinha pro meu gosto. Agora eu sinto muita falta daquela convivência, daquele apego, do carinho inocente, das pequenas descobertas, de acompanhar o mundo de um ser humano se desenvolvendo. É muito gostoso!
Hoje quando eu vejo uma grávida na rua, uma mãe encantada falando do seu bebê, uma cena de nascimento na televisão eu fico toda derretida, emocionada. Hoje eu me identifico com isso tudo. Hoje eu sei que eu quero ter a minha hora também. Engraçado que há uns anos atrás a idéia de ser mãe nem passava pela minha cabeça. Mas acho que isso não se deve só à minha experiência com crianças não. Acho que estar apaixonada por um cara incrível e sentir que esse amor é recíproco faz com que eu sonhe com meus pimpolhos com ele (e o mais gostoso é que ele sonha junto comigo). Mas é só sonho gente, calma!
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À noite no jantar, com a família dele toda reunida, ele contou sobre o meu sonho. O mais legal foram as análises. A mãe disse que era tudo culpa dele por andar de barba desfeita, sem trança, na minha frente! Ele me assustou, mesmo que inconscientemente! O pai disse que era tudo devido a um aspecto “sensorial” meu de estar no velho mundo em contato com descendentes de homens da caverna. Ih, nem lembro mais qual foi a análise mais viagem! Desde então eu chamo o ruivo carinhosamente de my neanderthal. Dei pra ele até um mascotinho que veio dentro de um kinder ovo: um homem das cavernas ruivão escrevendo num laptop! A cara dele!!!
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* Eu tô dodói hoje. Uma dor de cabeça chatíssima que não me deixa. Ufa! Passou!
* Falei com meu amor no telefone ao mesmo tempo que o via pela webcam! Mais um mês-versário! Can’t wait to be with you my little love!!! 
* Tenho trocado emails com a minha sogrinha em dinamarquês! Muito bacana!
* Ontem foi aniversário das minhas primas gêmeas, a Gi e a Ju. Dei livros de presente. A Gi me agredeceu no ato pelo livro dela, pois foi o melhor livro que ela já leu na vida! Hehe
* Quarta agora eu vou ao dentista. (sic!) Acho que vou ter que colocar aparelho. Dessa vez eu não escapo. Ela não aconselhou. Ué…
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Pensando sobre isso, lembrei de um texto que li na época da faculdade e que gosto muito. Aqui vai um trecho que fala sobre isso:

Tem gente que mostra números pra defender a separação do Sul e Sudeste das demais regiões. Tem gente que quer eliminar do mapa “apenas” o Norte e o Nordeste. Há pessoas que se julgam superiores pelo simples fato de terem nascido em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Outras consideram o morador das ciades grandes mais informado, capaz e preparado que o morados das cidades pequenas, do interior.
Pior, existem aqueles, entre os quais muitos jovens, que gostariam de poder mandar de volta pra a sua terra natal todos os “cabeça-chata”, “paus-de-arara”, “baianos”, “paraíbas”, “caipiras”. Mesmo que lá esses migrantes, tão operosos no dia-a-dia das metrópoles, não tenham condições de sobrevivência.
Rivalidades entre estados e cidades também alimentam o preconceito: novas piadas são criadas, para dar um toque de humor à discriminação. Goiás? Claro que tem mar: marvado, mardito, marfeitor… A cabeça chata do cearense? É porque, desde pequeno, o pai dele fica passando a mão sobre ela: “cresce logo, meu filho, para descer pro Sul e ser alguém na vida”…. Ninguém escapa das reduções: carioca vive na praia, paulista só pensa em trabalho, gaúcho é feroz por natureza, baiano é só moleza, mineiro é pão duro.
Mas a realidade é muito maior que as idéias que fazemos dela. Essas generalizacões regionais e locais são falsas, exageram defeitos ou virtudes que, por uma série de razões, foram adquiridas por parte dos moradores de uma cidade, estado ou região.”
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Entrei na Faculdade de Letras da UFRJ com 17 anos. Bichinho do mato que nunca tinha saído do eixo Niterói/São Gonçalo, agora se aventurava todos os dias atravessando a ponte Rio-Niterói em direção à Ilha do Fundão no Rio de Janeiro. Eu fiquei maravilhada com aquele novo mundo! Tanta gente interessante, cabeças pensantes, idéias reveladoras… Mas também muita gente perdida naquele mundo de idéias, muita gente que tinha parado alí sem saber direito como e pra quê. Eu era uma delas.
Passei por várias fases na faculdade: fase bem inicial de deslumbramento com o acesso “fácil” ao saber; que foi seguida logo depois pela fase de confusão total pelo excesso de informação desordenada; fase de bloqueio total com o francês por não me sentir a altura dos meus colegas de classe que já falavam razoavelmente; fase de muitas festinhas; fase de muito estudo pra compensar as festinhas; fase de desilusão com o sistema de ensino, etc…
No finalzinho do meu curso, quando entrei para o Projeto CLAC e comecei a dar aulas como monitora do projeto, me dei conta de como não tinha aproveitado quase nada do que a faculdade podia me oferecer. Cursei as matérias obrigatórias sem questionar o objetivo e utilidade delas. Fui uma aluna mediocre. Assumo a responsabilidade disso pela minha falta de interesse em buscar mais informações além do que me era dado já mastigadinho, minha falta de curiosidade. Mas acredito que essa responsabilidade não seja só minha.
Falta grave que percebo no sistema de ensino analisando minha vida de estudante é que o estudante começa cedo demais a vida acadêmica. Acredito que muitos adolescentes de 16, 17, 18 anos não têm maturidade suficiente pra lidar com a universidade e decisões que ela implica. Eu não tinha. Outro ponto importante é que as escolas públicas, como também muitas das particulares, não oferecem um suporte adequado ao aluno, um tipo de aconselhamento que o indique e explique suas opções como estudante. Não sou formada em pedagogia, apesar de ter considerado esse curso nos tempos de vestibular, mas gosto de pensar e me interar sobre o assunto para não cometer os mesmos erros e pra que quando chegue a minha hora, eu tenha idéia do que é bom e ruim pra educação do meu filho.
Mas voltando ao ponto de partida desse post… Dando aula eu não só aprendi mais em conteúdo gramatical, literário e metodológico, como também em relações humanas, em tolerância, em respeito. Foi uma experiência sem dúvida excelente e uma das melhores épocas da minha vida. Dando aula você aprende todos os dias, nas mais inusitadas situações, com cada um de seus alunos. Eu sempre gostei, mas sempre soube também que não era a profissão ideal pra mim. Vendo a maneira apaixonada que meus colegas davam aula eu percebia cada vez mais que nunca seria o meu caso, tanto que abandonei a licenciatura e só me formei em bacharelado, já que na UFRJ eles são separados.
Mas eu me sinto professora até hoje, gosto daquele papo de professor, gosto de explicar tudo bem detalhado, gosto de escrever de maneira clara e leve pra ser bem entendida, ou pelo menos tento. Como aluna tenho aquele olhar analisador, sempre reparando nas atitudes do meu professor. Depois da minha experiência como professora eu me tornei uma excelente aluna, sempre atenta e participativa. Admiro muito esse trabalho!
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Há exatos dois dias que estou lendo esse livro. Estou fascinada! Mas estou me esforçando para não lê-lo em uma tarde só. Não sei vocês, mas quando eu gosto de um livro eu tenho esse terrível hábito de devorá-lo em um, dois dias! No entanto eu acredito que os bons livros devam ser degustados, apreciados com calma, com pausas estratégicas na leitura pra que se possa assimilar e digerir as idéias que se lê. Mas pra isso eu preciso lutar contra minha curiosidade e ansiosidade. Ainda mais agora na minha presente situação de desempregada e com muito tempo ocioso…Mas voltando ao livro: Estou fascinada! A minha primeira reação no início foi de repugnação e revolta com toda a ironia e cinismo da obra, encarnados na personagem de Lord Henry. Continuo achando de uma crueldade sem tamanho suas teorias, mas me delicio com as críticas eloquëntes e cruas à sociedade hipócrita em que vivia. É como se ele dissesse sem pudor tudo o que a sociedade tenta esconder. O Retrato de Dorian Gray é o único romance do escritor irlandês. Publicado em 1891, ele fala sobre a degradação do homem, a supremacia da beleza, recheado de tiradas geniais e marcantes como é de costume nas obras de Oscar Wilde. Leitura obrigatória!____________________________________________________________
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