Quem Resiste?
- Que bagunça de pão é essa no chão, Lukas?
- Não sei quem fui não, mamãe…
- Eu faço bagunça, mas sou bonitinho…
- E eu babo, ó!
- E aí? Tô perdoado?

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- Que bagunça de pão é essa no chão, Lukas?
- Não sei quem fui não, mamãe…
- Eu faço bagunça, mas sou bonitinho…
- E eu babo, ó!
- E aí? Tô perdoado?

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Lukas e eu curtimos 3 semanas no Brasil com minha família em março desse ano. Papai-Ruivo ficou na Dinamarca, pois tinha mudado de trabalho recentemente e não podia tirar férias. Lukas estava com 6 meses e meio (completou 7 lá). Foi a segunda vez que meus pais o viram, desde o nascimento dele. Foi a primeira vez que o resto da família o viu.

Foram 3 semaninhas muito corridas. Pro Lukas foi tudo uma grande festa. Muita gente o tempo todo e toda a atenção do mundo só pra ele. Minha preocupação dele estranhar as pessoas e os lugares se dissipou logo nos primeiros dias. Ele estava feliz da vida, constantemente. Foi um grande prazer para mim vê-lo tão feliz no meu cantinho, segunda casa dele. Uma satisfação muito grande também por minha família conhecê-lo assim, tão cheio de energia, tão alegre.

Graças ao calor forte ele vivia só de fralda e tomava vários banhos por dia. A maioria deles na piscininha que seu vovô deu.

Eram muitos compromissos: almoços, churrascos, festinhas… Pude rever muita gente e conhecer bebês novos da família e dos amigos. Claro que, como toda ida ao Brasil, não consegui ver todos que gostaria, nem fazer tudo o que tinha em mente. Vai pra minha listinha acumulativa. Mas em compensação consegui ver amigos e familiares que não tinha visto nas últimas visitas. Só isso já me consola.
A volta pra Dinamarca costumava me trazer um baita banzo junto com um remorso danado pelas pessoas que não encontrei e as coisas que não fiz. Para minha supresa, dessa vez o banzo foi quase que inexistente e o remorso foi encarado de uma forma mais serena. Parece que Lukas deu um sentido maior à minha presença na Dinamarca. Voltei simplesmente satisfeita por trazer meu filho de volta pro seu cantinho, pro seu pai. Sentir essa serenidade e satisfação foi muito gratificante. Obrigada, meu filho!
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