God Påske Til Alle!

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Hoje comemorando nosso dia, o ruivo colocou um CD muito especial pra tocar e me pegou pra dançar, coisa que ele nunca faz. Que delícia!
O CD em questão foi o meu primeiro presente pro ruivo quando começamos a namorar. Mandei do Brasil esse CD com músicas que tinham um significado na nossa história. Todas músicas sobre as quais conversávamos ou que usamos trechos pra expressar nossos sentimentos em algum momento. Eu sou uma grande apaixonada por música e quando o assunto é coração essa paixão não poderia ficar de fora, né?
As músicas que estão no CD:
Meu esquema – Mundo livre S.A.
Waters of March – Marisa Monte e David B.
Sugar – Stevie Wonder
Wish you were here – Pink Floyd
Your song – Elthon John
All I want is you – U2
The sweetest thing – U2
My pledge of love – Nando Reis
Truely, madly, deeply – Savage Garden
By your side – Sade
Baby, I love your way – Peter Frampton
Lookinf for love – Everything but the girl
Fly me to the moon – Sinatra
I’ve got you under my skin – Sinatra
Can’t take my eyes off of you – Lauryn Hill
How sweet it is – Marvin Gaye
Take my hand – Dido
Letra da primeira música do CD:
“Ela é meu treino de FutebolEla é meu concerto de rock and roll, nação
Minha torcida gritando gol, minha Ipanema
Ela é meu curso de anatomia
Ela é meu retiro espiritual
Ela é minha história
Ela é meu desfile internacional
Ela é meu bloco de carnaval
Minha evolução
Galega, tento descrever
O que é estar com você
Princesa todos vão saber
Que eu estou com você
Ela é minha ilha da fantasia
A mais avançadas das terapias
Ela é minha pista alucinada
A mais concorridas das baladas
Meu inferninnho
Ela é meu esporte radical
Poderosa viciante mas não faz mal
Meu Docinho
Ela é o que o meu médico receitou
Rivaldo Maravilha marcando gol
Minha chapação
Galega, nem dá pra dizer
O que é estar com você
Princesa, todo mundo vê
Que eu sou mais…”
Updeitando:
Muito obrigada mesmo pela força maravilhosa no post anterior! Mas eu não tenho como ficar triste por muito tempo com esse ruivo do meu lado, né? Ele é uma motivação e tanto pra eu contiuar persistindo. Beijocas!
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Hoje acordei muito tristinha. Estava esperando pelo visto por esses dias, mas ao invés do visto recebemos uma carta da imigração informando que a lei mudou desde janeiro de 2005 e que agora o processo está mais lento e mais rigoroso. O que basicamente significa que precisamos esperar pela resposta ainda por alguns meses, segundo eles, no máximo 3. O probleminha é que nesses meses de espera eu não posso fazer absolutamente nada! Como descreveu muito bem um rapaz num forum que o ruivo participa de dinamarqueses casados com estrangeiros: enquanto espero pelo visto eu tenho direito a fazer compras, passear por aí e estudar dinamarquês se eu quiser pagar muito caro por isso. E só!Tudo bem, eu já sabia muito bem que o processo de imigração na Dinamarca era super complicado, muito antes de vir pra cá. Tentei me preparar psicologicamente pra aguentar a barra. Acho até que tenho conseguido lidar bem com a situação. Normalmente eu sou bastante tranquila, não me desespero. Recebi a carta na terça e até ontem estava lidando bem com a má notícia. Acontece que noite passada tive um pesadelo muito chato, em que o meu visto estava sendo negado. Acordei um trapo, com o humor no fundo do poço. Já chorei muito. Sinto como se tudo que eu fizesse aqui fosse errado, por mais que eu me esforce pra fazer tudo certo, não é o bastante e que realmente não sou bem-vinda. Parece que eles fazem de tudo para te vencer pelo cansaço.
Paciência, Cátia! Esse é só o começo. O que um bom chocolate, um bom cafuné do ruivo e o tempo não curam? Vai passar, vai passar.

Hoje o ruivo e eu comemoramos 2 anos e 9 meses de muito amor. Mas como ele tá doentinho da garganta e meu humor não está dos melhores hoje, vamos deixar pra comemorar amanhã o nosso dia.
Ben Harper – Everything
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Há algum tempo atrás, descrevendo o trabalho na fazenda e o porque que eu gostei da idéia de lidar com os cavalos, eu disse, bem arrogantemente aliás, que eu não tenho medo de trabalho. Lembram? Pois é… Esqueçam que eu falei isso, ok? Retiro minhas palavras.Passando mais tempo com o Marcus, eu pude perceber que eu tenho sim, muito medo de trabalho! Se meu trabalho fosse cuidar de dois Marcus, ou seja, dois meninos super ativos e tagarelas (em dinamarquês!!!) eu teria saído correndo de lá depois de uma semana!
Não me entendam mal. Eu gosto de crianças. Na verdade, aprendi a gostar quando trabalhei pela primeira vez como au pair em Paris. Até escrevi sobre o assunto aqui. O problema agora é a comunicação. Verdade que meu dinamarquês está aparecendo agora que estou convivendo com o Marcus. Estou aprendendo muita coisa em pouco tempo, muito vocabulário e frases simples. Eu consigo me expressar melhor, mas ainda não consigo entender. Então, quando finalmente consigo formar uma frase e me fazer entender, preciso lidar com um outro problema que é entender a enxurrada de frases que o Marcus despeja em cima de mim pra responder.
Agora eu não sou mais novidade, acabou a graça em me dar aulinhas, de repetir a mesma coisa trilhões de vezes. A paciência, infelizmente até a do Marcus, tem limite! Ele tem começado a se irritar bastante quando eu não entendo o que ele quer. Socorro! Preciso aprender dinamarquês agora! Na verdade, pra ontem! 
Hoje amanheci com essa maldita espinha bem no cantinho superior esquerdo da minha boca. Tá naquele estágio bem desagradável, alta e amarela. *arg!* Jonas vive me infernizando quando o assunto é espinha. “Espreme, Cátia! Dói só na hora, mas depois você não sente mais nada e ela desaparece.” Fala sério! Ele é viciado em espremer espinha, só pode ser! Mas eu aprendi, não sei onde, que isso é errado! Que ajuda a infeccionar e que aumenta a possibilidade de deixar marcas. Então, eu não espremo nunca. O ruivo fica doido toda vez que me vê com alguma espinha e buzina sem parar no meu ouvido para eu deixar ele espremer. NEJ! Sai pra lá!
Mas e vocês? Espremem ou não espremem? Nova enquete do Só tô de onda. 

Valeu pelos comentários solidários sobre a minha saga com meu casaco querido. Adorei! Como é bom ser compreendida!
Mas na verdade, ele não é lá muito bonitão, não. Mas é muito eficiente, me aquece do jeitinho que eu preciso. Ele é daqueles com forro de pena, vai até o joelho, tem capuz (com opção de tirar) e é preto básico. Pelo visto não vivo mais sem ele!
Natasha Bedingfield – These words 
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Bom, na hora eu fiquei meio perdida e saí pela cidade à procura de outro. O probleminha é que apesar do frio não ter ido embora ainda, as roupas de todas as lojas são todas primavera-verão.
Quando se deu conta que realmente não acharia outro casaco de inverno, essa mulher de 25 anos que vos escreve, caiu no choro. *Buááááá* Mas aí já era, né? A loja já tinha fechado. Passei o fim de semana todo na agonia. Mas felizmente ontem fui lá na Zara e comprei meu casaco defeituoso de volta!
Tudo bem… Podem rir…

Ontem a Gi, minha amiga brasileira em Århus, foi parar no hospital dodói e fez uma operação ontem mesmo de apendicite. Tudo muito de repente. Tadinha da Gi! Mas felizmente, tudo correu muito bem. Os médicos e enfermeiros foram todos muito atenciosos e gentis.
Gi, estamos aqui torcendo pra que você volte logo logo pra casa e que possamos ir lá nos seu cafofo experimentar sua comidinha brasileira!
Trate de ficar bem, viu?

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Fim de semana passado Jonas, Emil (irmão do ruivo) e eu fomos de carro pra Alemanha fazer comprinhas. Fomos comprar cerveja, refrigerante, balas e chocolates. Bom, da Alemanha mesmo não vimos nada. Nós fomos diretamente para esses 3 grandes supermercados, que ficam um ao lado do outro, à dois passos da fronteira entre a Dinamarca e a Alemanha, numa cidade chamada Harrislee.
A viagem de Århus até Harrislee levou 2 horas. Chegando lá só se via dinamarqueses nos supermercados, comprando caixas e mais caixas de cervejas e refrigerantes. Porque na Alemanha? Uma das razões pra isso é que mostrando o passaporte dinamarquês eles ficam isentos de pagar o preço da latinha, que custa aproximadamente 1DKK cada (50 centavos de reais), o que no final das contas vale muito a pena. Além de que tudo lá é muito mais barato do que na Dinamarca.
Explicando melhor, a “taxa de compra” (sale tax, não sei como se chama em português) na Alemanha é de 12% sobre o preço do produto enquanto que na Dinamarca é de 25%. Dá pra sentir a empolgação do pessoal por lá, né? Nessa foto aí ao lado Jonas está sentado na metade das nossas compras. Jonas e Emil pareciam duas crianças brincando num playground. Eram só sorrisos. Pra ser sincera eu estava achando tudo muito chato, ficar andando atrás do ruivo e ajudando a carregar as caixas não era nada divertido. Até que o meu queridinho apareceu de surpresa com 2kg de Nutella pra mim! Ele não é perfeito, esse ruivo?
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O ruivo não gosta de datas especiais pra pessoas ou ocasiões. Ele acha tudo uma desculpa mercenária. Já eu acho legal que tenha uma data que valorize e intensifique a importância, nesse caso, da luta que as mulheres travaram (e ainda travam!) por seus direitos e contra o preconceito e discriminação.
Quando nasceu menina
O pai disse: “que pena”.
Cresceu apesar disso,
Uma criança morena.
Conseguiu completar
O quarto ano do grupo.
Ajudava na casa.
E se acabou o estudo.
Casou jovem e virgem.
Não lhe valeu de nada.
Fez docinhos caseiros,
O marido a espancava.
Também fez seus 3 filhos.
Para não fazer mais
Aceitou coito oral,
Aceitou coito anal,
Aceitou coito anual.
Hoje, aos setenta anos,
Faz fila em hospitais,
Recebe uma pensão
De cem reais mensais.
E está aí, sobrevivente,
Incomodando o Presidente.
(Extraído da Agenda da Tribo do ano 2001)
Fonte: Usina de Letras
Artigo com poema: aqui
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