Quartinho de costura/escritório/quarto de visita

Ruivo e eu temos a sorte de ter dois quartos extras na nossa casa, que usamos como nossos escritórios, um pra cada. Nele eu tenho a liberdade de decorar como eu quero, com as cores que eu quero, com as bolinhas e flores que eu quero. Meu canto, onde me rodeio com coisas que me inspiram, meus livros, minhas fotos, meus tecidos.

A minha escrivaninha eu comprei usada, bem baratinha. Originalmente de madeira escura, levou praticamente dois anos pra eu tomar coragem pra pintá-la de branco. Pintei com tinta em spray e ficou bem mal acabada, ou melhor, rústico. Eu só queria que o os tons dos móveis dentro do meu escritório fossem bem claros para não interferir com o colorido dos tecidos, feltros e livros.  As caixas na parede onde guarde as linhas e os vidrinhos com os botões eu encontrei em brechós. 4 delas eu pintei de branco, pois eram bem escuras. As duas maiores eu deixei verde porque gostei da cor e porque me deu preguiça de pintar.

Eu tento arrumar tudo da forma mais prática possível. Tudo o que uso com mais frequência a mão, exigindo o mínimo esforço pra eu alcançar até mesmo sentada. Isso me ajuda a evitar deixar coisas para depois e esquecer, coisa em que sou especialista. Tenho uma obsessão por canetas. Não consigo sair de uma papelaria sem pelo menos uma canetinha. Tenho caneta para todo tipo de fim.  Tesouras idem. Tesouras grandes, pequenas, com zig zag…

No meu escritório também guardo pequenos tesouros, como postais da minha vida passada, foto de papai e mamãe num beijo quase que indecente no dia do casamento deles, um porta-moedas presente de uma amiga fofa, casinha de fósforo herdada da casa da vó do ruivo, Torre Eiffel de flores também lembrança de uma vida passada e um usb hub da imaginarium que vesti com roupinha (washi tape) de flores.

É nesse cantinho que passo a maior parte do meu dia, todos os dias, inventando projetos, livrinhos, costurando, lendo, me inspirando e lá uma vez ou outra escrevendo aqui. :)

Por enquanto só vou mostrar a metade do escritório, a outra metade fica pra um outro post.

Manuela, 3 anos

Na véspera de Natal de 2010 eu tive a experiência mais extraordinária da minha vida. Pari minha menininha. Só isso já tornaria aquele Natal especial, mas as circunstâncias do parto foi ainda mais especial. Tudo o que sonhei para um parto eu tive a sorte de ter. Natural, sem intervenções, sem anestesia, na água, na minha casa, com meu marido, minha mãe e meu filho mais velho no cômodo ao lado. Parto dos sonhos, que trouxe para todos nós o complemento para nossa família, um serzinho que completou o círculo, nossa Manuela.

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Manuela com segundos de vida

 

 

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4 meses

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6 meses

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1 ano, no Brasil

Nem dá pra acreditar que se passaram 3 anos! Mas ao mesmo tempo, parece que Manuela faz parte da nossa família há muito  mais do que isso. Ela “só” tem 3 anos, mas aparenta ter mais. Ela é muito falante, argumentadora e independente. Ela quer sempre nos ajudar a fazer comida e quase sempre ajuda. Ela também quer muito me ajudar a costurar, já isso ela vai ter que esperar um pouco mais. Mas ela observa e faz muitas perguntas. Ela se interessa por tudo, por todos, lembra de coisas que não imaginávamos que um mini ser humano como ela pudesse se lembrar.

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observando

Ela está na idade da provocação, de testar tudo e todos, principalmente nos testar. Ela não é fácil. É teimosa e geniosa. O lado bom é que ela entende tudo o que dizemos e ouve com muita atenção, então conflitos são normalmente resolvidos explicando a ela o por quê das coisas. O lado ruim também é o mesmo, ela faz questão de ter explicação pra tudo, de entender tudo, só que a explicação para algumas coisas é simplesmente “porque a mamãe quer”, o que não a satisfaz. Não é fácil ser criança. Paciência para ela e para mim. Ela não é fácil, mas também é encantadora. Alegre, extrovertida, carinhosa. Adora cantar. Quando não canta músicas conhecidas, inventa. É vida demais num serzinho ainda tão pequeno. ♥

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2 anos, amor profundo

Na véspera de Natal de 2013 ela me pergunta ansiosa quando os amiguinhos dela chegariam para a festa. Ela lembrava que os amigos do Lukas da escolinha vieram festejar com ele aqui em casa, só que Lukas faz aniversário em agosto. Expliquei que teríamos que esperar passar as festas de fim de ano, que a festinha dela seria em janeiro. Escolhemos um tema e fizemos a festinha dos 3 anos dela essa semana.

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bolo de Joaninha e a foto das amigas

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a aniversariante, já descabelada

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hora do bolo, relevem minha cara de cansada

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decoração de última hora

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bolo de joaninha

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morangos com chocolate

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com os amigos e as “tias”

O tema da festinha foi escolhido ainda no Natal e resolvi também fazer o bolo e uma saia vermelha e preta na mesma época, mas só nas vésperas da festinha tive a iniciativa de jogar um pouco de esforço na decoração.

- Fiz chapeuzinhos de aniversário (molde em pdf aqui), de cartolina vermelha e pintei bolinhas pretas;

- enchi bolas vermelhas e pintei bolinhas pretas com canetinha permanente;

- recortei duas joaninhas em cartolina, mais o nome e a idade de Manuela para colocar na parede.

Fiz tudo isso enquanto eles dormiam e a surpresa que eles tiveram ao acordarem foi impagável.

Também fiz o bolo. Não sou nenhuma boleira, na verdade, sou terrível na cozinha. Quando digo que fiz o bolo, o que quero dizer é que eu o montei. Comprei a massa do bolo já feita e partida em 3 pedaços, coloquei um recheio de creme de morango e a cobertura foi de fondant vermelho que comprei também já pronto. Só precisei abrí-lo  e posicioná-lo em cima do bolo. A parte preta e branca também foi de um creminho já pronto. Levou 30 minutos pra fazer tudo.

A festa foi modesta e foi uma delícia! Os chapéus fizeram muito sucesso. :)

Feliz aniversário, minha gatinha!

O vírus da costura me pegou

Janeiro começou bem para mim. O vírus da costura me pegou e estou aproveitando. Faz tempo que quero treinar em termos diários minha costura, ainda tão rudimentar, mas outros projetos sempre furavam a fila. Não sou muito estruturada (quem acompanha esse blog já deve estar careca de saber), sou mais impulsiva, me deixo levar por inspirações inusitadas, perco o foco facilmente. Vivo tentando me organizar e vivo desviando o meu foco para outras coisas que no momento parecem mais interessantes. Sou a rainha da procrastinação.

Felizmente, desde que o 2014 começou que tenho batido ponto com minha máquina de costura. Retomei projetos antigos, que nunca levei adiante por me faltar técnica para os detalhes. Mas convenhamos que na era da internet, com Youtube e Pinterest em nossas mãos, não há o que um pouco de força de vontade e persistência não torne possível. Devorei tutoriais pelo Pinterest afora e vídeos explicativos no Youtube e me joguei. O resultado foi impressionante. Projetos que engavetei há séculos se concretizaram em poucos dias.

Um dos projetos era aprender a fazer acabamento em debrum nas costuras. Ano passado eu já tinha feito duas almofadas com appliqué. A parte do appliqué me deixou bem satisfeita, mas o debrum ficou risível.

improvisei no debrum e ficou horrível

improvisei no debrum e ficou horrível

Como Lola (nossa cachorra) tinha feito buraco nessas almofadas, aproveitei a chance para refazê-las e dessa fez debruá-las decentemente. A coisa se mostrou muito mais fácil do que imaginei, uma vez que se use a técnica certa.

Outro projeto era aprender a colocar zíper. Sempre tive um medo irracional do zíper e fugi o quanto pude dele em todos os projetos que fiz em casa. As únicas vezes que me atrevi a usar zíper foi na aula de costura, devidamente supervisionada por um adulto responsável (quando? ano passado…). Dessa vez, empolgada com o sucesso do debrum, comprei uns zípers invisíveis (aqueles que ficam escondidinhos) e mergulhei no mundo dos tutoriais online para aprender a colocá-los. Invisíveis eles não ficaram! Em minha defesa atesto que minha máquina (comprada usada) só tem um pé calçador e ele não é próprio para zíper. A lista de apetrechos indispensáveis que ainda não tenho para por em prática meus projetos não para de crescer.

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detalhe do zíper visível

Mas ruim também não ficou, só ficou visível.

Para treinar um pouco mais a técnica, fiz capas novas para as outras 4 almofadas que já tínhamos e estavam bem velhinhas. O debrum ficou ótimo, mas o zíper continuou visível. Pelo jeito um resultado satisfatório só virá com o tal pé calçador para zíper. Veremos.

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Ainda com sede por mais, troquei a capa das cadeirinhas das crianças usando o mesmo acabamento:

Comprei essas cadeirinhas usadas, e como a proprietária anterior lavou as capas para vender, elas já tinham encolhido um pouco. Depois da primeira lavagem aqui em casa elas encolheram ainda mais e já não cabiam mais nas cadeiras. Escolhi um tecido alegre e estampado, pois branco definitivamente não combina com crianças. Troquei também o forro por uma espuma mais grossa. Tive a astúcia de lavar o tecido antes de costurar (que apesar de ser um conselho padrão das lojas de tecido, eu nunca faço), então espero que não encolha.

Essa semana realmente foi a semana das almofadas, do debrum e do zíper. Amanhã corro na loja e compro um pé calçador para zíper e continuo minha saga. Minha cachola continua borbulhando com idéias e o que me frustra é não ter horas suficientes no meu dia para dar conta do que quero fazer. Que assim continue!

Dívida de Natal

Minha dívida de posts de Natal aqui no blog terá que ser paga no Natal de 2014. Tenho que admitir que prefiro escrever sobre outras coisas, que me são mais atuais e inspiradoras no momento.

Árvore de Natal natural

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É costume por essas bandas ter uma árvore de Natal natural. Contei o por que do uso delas nessa época do ano aqui.

É possível comprar árvores naturais em supermercados maiores, onde você a coloca no carrinho de compras e paga no caixa. Também existe a opção de comprá-la num ponto específico na cidade, onde uma pessoa que tem plantação de pinheiros tem, entre novembro e dezembro, permissão da prefeitura para a venda. O comerciante chega todos os dias nesse período no tal ponto específico da cidade (calçada ou praça) com um caminhão cheio de árvores de diversos tamanhos, põe algumas à exposição e vende aos transeuntes. Outra opção é de comprar a árvore de Natal diretamente do lugar de cultivo, lá na casa/fazenda de quem tem plantação de pinheiros e abre ao público para esse propósito. Nesses lugares você tem a opção de você mesmo derrubar a árvore. Agora adivinhem qual opção nós preferimos?

Preferimos a mais complicada e mais charmosa, claro! Comprar a árvore de Natal é um ritual, um evento super esperado, um passeio longo e divertido. As fotos que vou mostrar agora são do ano passado, do Natal de 2012, porque as fotos desse ano ficaram muito escuras pois o tempo estava ruim e chuvoso, mas o lugar é o mesmo. As fotos do ano passado também estão muito mais a caráter, com neve. Esse ano não nevou, ou seja, não tivemos o tão celebrado natal branco.

primeiro você pega um serrote emprestado

depois você vai à caça da árvore ideal

uma vez encontrada…

você a corta com alguma ajuda mirim

a “empacota” para facilitar no transporte

e escolhe um suporte (se você já não tem um, mais oficial, próprio pra isso)

Uma vez empacotada, eles a medem para avaliar o preço, quanto mais alta mais cara. A árvore ideal é uma questão de gosto, obviamente. Para nós é importante que ela não seja torta, tenha mais ou menos 2 metros e tenha um espaço harmônico entre os galhos para os enfeites. Nós temos um suporte de plástico, dentro do qual é possível colocar água para dar um vida mais longa à árvore.

Os enfeites que a acompanham merecem um post à parte…

 

Mas hein? Natal?

O Natal passou num piscar de olhos e os posts que prometi permaneceram só na minha cabeça. Vou tentar ignorar as noções de tempo-espaço e escrever os posts mesmo depois do Natal. É, eu sei, estou bagunçando a ordem natural das coisas, mas vamos esticar o clima de Natal um pouquinho mais e me ajudar a limpar minha consciência?

Primeiro queria contar as desculpas, digo, razões pelas quais eu fui tão relapsa esse mês com os posts prometidos. O principal, que não é surpresa nenhuma é que foi um mês corrido, como é para todos. Mas além das preparações  normais para o Natal tivemos a visita de queridos amigos, o que foi um prazerzão! Manuela e Lukas adoraram brincar com o Luizinho e os pais adoraram colocar o papo em dia. Luizinho fez questão de deixar claro que ele “sabe falar dimacaquês“! Não temos dúvidas disso! :)

Além da visita, fomos também anfitriões da festa de Natal da nossa rua esse ano, o que exigiu um tanto de preparativos extras. Tudo isso estava nos nossos planos, então acho que correria tudo bem e eu daria conta do blog se não fosse por um imprevisto: me deu uma crise de dor ciática. No meu caso é uma dor intensa que se estende desde a parte baixa da coluna até o joelho. Logo nos primeiros dias a dor estava concentrada na coluna, na parte lombar, bem onde eu tenho uma escoliose braba (de 30 graus, nunca esqueço a cara de espanto do ortopedista me contando quando eu tinha uns 13 anos). Fui logo à medica com a esperança dela “me consertar”, mas por ser na parte lombar da coluna ela não podia fazer muita coisa e me mandou de volta pra casa com analgésicos e com a recomendação de não deixar de me movimentar, mas não exagerar. Parece uma recomendação simples, mas não é. Os analgésicos me dão a ilusão de que estou me sentindo bem, começo a fazer as coisas que estou acostumada e depois de umas horas a dor volta. Difícil encontrar o limite, o que é exagerar? Não levantar as crianças, não passar aspirador, tudo bem. Estou evitando. O que mais?

Já tem quase duas semanas que estou com essa dor e agora ela está concentrada na coxa e os analgésicos não estão mais dando conta. Vou dar um rolé até a médica amanhã novamente e pedir uma indicação para um terapeuta manual. A última coisa que preciso agora é de uma hérnia de disco. 😬

Como o estresse natalino passou, vou poder atualizar o blog com mais frequência, com ou sem dor. Inté!